segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Empresa têxtil que recebeu lixo hospitalar dos EUA espera mais 14 contêineres de material suspeito


A empresa pernambucana responsável pelos dois contêineres com lixo hospitalar apreendidos nos últimos dias no Porto de Suape, em Pernambuco, vai receber outros 14 contêineres vindos dos Estados Unidos na próxima semana.
A agência marítima responsável por transportar a carga – ela também trouxe o material já retido – informou à Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que os contêineres foram despachados pela mesma empresa exportadora norte-americana que enviou mais de 46 toneladas de resíduos classificados como potencialmente infectantes pela legislação sanitária brasileira.
De acordo com a documentação de importação, os contêineres devem chegar ao porto pernambucano no próximo sábado e contêm retalhos de tecido. Nas apreensões feitas esta semana, os documentos também informavam que a carga era composta por tecido de algodão com defeito. No entanto, ao inspecionar o material, os fiscais encontraram toneladas de lençóis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebês. Parte das peças continha a identificação de hospitais norte-americanos e estava suja de sangue. Também havia seringas, luvas hospitalares, cateteres, gazes e ataduras em meio ao material.
“Não sabemos o que, de fato, há nesses contêineres que estão chegando, mas, por precaução, vamos inspecionar tudo tão logo a embarcação atraque [em Suape]”, disse à Agência Brasil a coordenadora de Portos e Aeroportos da Anvisa em Pernambuco, Carla Baeta.
O nome da empresa pernambucana continua sendo mantido em sigilo. Porém, Anvisa confirmou se tratar de uma companhia têxtil de Santa Cruz do Capibaribe, uma das cidades do polo de confecções pernambucano, a 185 quilômetros da capital Recife.
Nesta sexta-feira (14), a Receita Federal acionou o Ministério Público Federal para entrar no caso. As autoridades investigam três hipóteses: se a empresa pernambucana não sabia o que havia dentro dos contêineres vindos dos EUA, se sabia e pretendia descartar o material indevidamente no Brasil ou se tinha conhecimento que era lixo hospitalar e, mesmo assim, planejava usar o tecido em sua produção. (Fonte: Alex Rodrigues/ Agência Brasil)

Faltam geólogos especializados para o sistema de monitoramento de desastres, diz Mercadante


A falta de geólogos especializados em análise de solo pode prejudicar o funcionamento do Sistema de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, que o governo está criando para evitar graves consequências de enchentes e deslizamentos.
“Não temos geólogos disponíveis para o tamanho do problema. O Brasil não convivia com problemas de mudança climática. As chuvas estão se intensificando, as precipitações são muito agressivas, os extremos climáticos estão se acentuando”, reconheceu o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, em entrevista após participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.
Segundo Mercadante, não há como resolver essa dificuldade em curto prazo. “Não temos profissionais disponíveis no mercado. São poucos geólogos especialistas e a maioria está na mineração e no petróleo. Há pouca gente trabalhando nessa área [monitoramento de desastres], que é basicamente de política pública”, avaliou o ministro.
O ministro destacou que o trabalho do geólogo é importante para fazer a topografia de relevos vulneráveis e classificar o volume de chuva que pode acarretar o deslizamento. Esses profissionais são necessários para que as prefeituras façam o mapeamento de morros e encostas (cartas geotécnicas ) e leiam dados sobre o volume de água no solo e, assim, possam alertar sobre o riso de deslizamento. “Esse é o maior desafio, a maior barreira para ter um sistema completo de prevenção”, ressaltou ele.
A intenção do governo é que “cada cidade que esteja em uma área de risco tenha uma sirene e as pessoas saibam o que tem que fazer após o toque, cumprindo a orientação que ela teve”. “Dessa forma é que nós vamos diminuir significativamente o número de vítimas”, acrescentou Mercadante. Ele avalia que a falta da análise geológica diminui a credibilidade dos alertas. “O sistema não será consistente se não tivermos mapeamento da área de risco.”
“Não temos [o mapeamento] ainda e vai demorar anos para que a gente tenha levantamento das áreas de risco de todas as cidades do Brasil, para poder ter um sistema mais rigoroso. Mas nós vamos iniciar um sistema de alerta”, assegurou o ministro.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação quer monitorar riscos durante 24 horas e para isso abriu concurso para a contratação de equipe temporária do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Segundo Mercadante, há nove vagas para geólogos com doutorado. Até agora, apenas uma pessoa se inscreveu. Hoje é último dia de inscrição (após prorrogação).
Levantamento da pasta apresentado na Câmara dos Deputados, em junho, contabiliza que há no país 735 municípios com pelo menos cinco áreas de riscos de deslizamento. As cidades são de Alagoas, da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e de São Paulo. Em todos os estados, apenas 25 cidades (3,4%) dispõem de cartas geotécnicas. (Fonte: Gilberto Costa/ Agência Brasil)

Um em cada seis celulares no Reino Unido tem E. coli, diz estudo


Um em cada seis telefones móveis no Reino Unido tem a bactéria E. coli, que costuma ser encontrada em fezes humanas, de acordo com uma pesquisa cujos dados foram divulgados pelo “Guardian”.
O maior índice de telefones móveis com E. coli foi registrado na capital, Londres: 28%, contra 16% na média do resto do país. A pesquisa, feita pela London School of Hygiene and Tropical Medicine e pela Queen Mary University of London com pessoas no Reino Unido, também indicou que 92% dos aparelhos avaliados estavam com pelo menos algum tipo de bactéria.
Além disso, 82% das mãos avaliadas estavam com alguma bactéria, e 16% delas estavam com E. coli(Fonte: Folha.com)

Região serrana do Rio de Janeiro participa de simulado de preparação para desastres


Após nove meses da tragédia na região serrana do Rio que causou a morte de mais de 500 pessoas, o Ministério da Integração Nacional realizou no sábado (15) simulados de preparação para desastres nas cidades de Nova Friburgo e Petrópolis, as mais atingidas pelas enchentes de janeiro.
O evento faz parte da programação da Semana Nacional de Redução de Desastres e conta com o apoio logístico e técnico das coordenadorias estaduais e municipais de Defesa Civil do Rio de Janeiro.
O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, explicou que a ação ajuda a preparar a população em situações de risco de desastres e as coordenadorias estaduais e municipais em caso de enchentes.
“O segundo efeito dos simulados é que você identifica lideranças nas áreas de riscos para que elas interajam com os sistemas do município, do estado e do governo federal. Uma liderança que vive em área de risco pode nos alertar antes mesmo que o sistema detecte e, sobretudo, alertar a população da qual faz parte”.
O secretário falou que os simulados também contribuem para uma mudança de cultura da população no longo prazo, conscientizando-as de que a melhor prevenção é a de não construir casas em áreas de risco.
“É fundamental cobrar do Estado, é papel dos governos trabalhar, mas a população precisa compreender que ela é o primeiro agente na ponta da área de risco. Desmatamento, retirada de vegetação natural, construir sem autorização, fazer puxadinho na casa, entrar em área de risco para fazer casa, sujar canais e rios, isso tudo também depende da atuação da população”, declarou Viana.
O simulado começou por um alerta emitido aos órgãos estaduais e municipais de defesa civil, pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Sedec, com 24 horas de antecedência da previsão do desastre. A segunda etapa envolveu as defesas civis locais que dispararam um alarme aos moradores das áreas vulneráveis, via sistemas de sirene, SMS, carros de som e líderes comunitários. Por último, foi realizada uma evacuação das comunidades, por meio de rotas pré-definidas pelas defesas civis.
Em maio foram promovidos simulados no Vale do Reginaldo, em Maceió; Córrego do Sargento, em Recife, e Loteamento Bosque Real, em Salvador. Em dezembro, os próximos estados a serem contemplados pelos simulados serão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, e o Paraná. (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)

Vulcões teriam permitido oxigenação da atmosfera primitiva


A oxigenação da atmosfera primitiva da Terra, há 2,5 bilhões de anos, estaria ligada, em um primeiro momento, à emissão de gases e vapores vulcânicos, antes mesmo do desenvolvimento de cianobactérias produtoras de oxigênio, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica “Nature”.
Contradizendo as hipóteses existentes, o desenvolvimento de cianobactérias não seria o primeiro fator da oxigenação da atmosfera primitiva, assinalam Fabrice Gaillard e seus colegas do Instituto de Ciências da Terra de Orléans e do ISTerre de Grenoble, na França. “A geologia prima sobre a biologia”, resume Gaillard.
A Terra, desde o seu começo, há 4,5 bilhões de anos, até o princípio do Grande Evento de Oxidação, há 2,5 bilhões de anos, teve uma atmosfera sem oxigênio, composta essencialmente por gás carbônico e metano. Há 2,7 bilhões de anos, houve uma mudança, com a emergência de grandes continentes e o surgimento de vulcões. Em vez de liberar gases e vapor na água do mar, eles começaram a emitir gases na atmosfera com quantidades significativas de enxofre, sob uma forma de oxidação (SO2).
A composição dos gases vulcânicos mudou, já que a pressão com que eram liberados na atmosfera era muito mais baixa do que quando eram emitidos nos oceanos. Instaurou-se, então, um novo ciclo bioquímico de enxofre, que foi o ponto de partida para a oxigenação da atmosfera.
O dióxido de enxofre vulcânico (SO2) injetado na atmosfera levou à produção de íons de sulfato solúveis na água do mar. Os processos químicos que produziram no fundo do mar tornaram possível a liberação de oxigênio na atmosfera produzido pelas cianobactérias.
As cianobactérias começaram a produzir oxigênio por meio da fotossíntese muito antes do Grande Evento de Oxidação. Mas esse oxigênio era consumido pela matéria orgânica e o ferro ferroso diluído nos oceanos. Ao capturar o ferro ferroso no fundo do mar, o enxofre emanado pelas fumarolas dos vulcões liberou o oxigênio.
Essa hipótese geológica de oxigenação da atmosfera, iniciada por “uma mudança na pressão de desgasificação dos vulcões, pode ser aplicada a outros planetas”, assinala Gaillard. Ele lembra a ausência de oxigênio na atmosfera de Vênus, onde a pressão atmosférica é muito elevada, enquanto há rastros de oxigênio na atmosfera leve de Marte.
“Se temos razão em nosso artigo, temos, potencialmente, uma explicação para a oxigenação ou não da atmosfera desses planetas, considerando simplesmente a pressão com que os gases vulcânicos se desprendem”, conclui o pesquisador. (Fonte: Portal iG)

Alteração em 2 genes pode levar a dengue hemorrágica, diz estudo


Pesquisadores no Vietnã e em Cingapura identificaram duas variações genéticas que podem deixar a pessoa mais propensa a desenvolver dengue hemorrágica. A pesquisa foi divulgada na revista científica “Nature Genetics”, ramificação da “Nature”, e pode trazer pistas sobre como o corpo responde à infecção.
O estudo comparou 2.008 crianças doentes com outras 2.018 saudáveis. Outra pesquisa independente repetiu o procedimento com 1.737 casos de infecção comparados com 2.934 pessoas sem a doença.
Nas crianças, a dengue hemorrágica provoca o vazamento de parte do sangue dentro dos vasos para os tecidos no corpo. Essa situação pode levar à síndrome de choque da dengue, quando o pulso do paciente e a pressão arterial não conseguem ser detectados e existe risco de morte.
As alterações acontecem nos genes MICB, no cromossomo 6, e PLCE1, no cromossomo 10. O DNA do corpo humano possui 23 pares de cromossomos, que reúnem toda a informação genética do organismo. O primeiro atua no sistema de defesa do corpo contra ameaças como vírus e quando alterado pode comprometer a capacidade do organismo de se defender contra infecções. Já o segundo pode estar ligado à tendência do corpo em permitir o vazamento de sangue dos vasos.
A dengue é a infecção mais comum a ser transmitida por mosquitos depois da malária, com cerca de 100 milhões de infecções por ano no mundo. Os sintomas vão desde febre alta até complicações que podem ameaçar a vida do paciente. Não existe vacina comprovada e licenciada para a doença.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 2,5 bilhões de pessoas no mundo correm o risco de serem infectadas pela doença. Para os pesquisadores, o estudo é importante por ser o primeiro a comparar mudanças genéticas para a dengue entre pessoas saudáveis e doentes. (Fonte: G1)

Reservas no Pantanal são utilizadas como campo para pesquisas


Uma imensidão onde o verde das matas se mistura ao azul das baías. São milhares espalhadas pelos 140 mil quilômetros quadrados do Pantanal brasileiro, uma área equivalente à do estado do Ceará.
A planície pantaneira abriga mais de duas mil espécies de plantas, 580 espécies de aves e 152 espécies de mamíferos. Um lugar onde a vida se adapta aos ciclos de seca e cheia todos os anos.
O Pantanal abriga 28 reservas RPPNs, Reservas Particulares do Patrimônio Natural que ajudam a conservar essa riqueza. Na região da Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul, a fazenda Nhumirim, tem 862 hectares e pertence à Embrapa Pantanal. São cerca de 20% do total da fazenda. A Embrapa é uma empresa e por isso pode criar áreas de RPPN.
Marcos Tadeu, supervisor da fazenda, diz que tudo começou há 24 anos. “Nossa RPPN foi criada em 1987, claro que ela é anterior a figura da RPPN, ela era uma estação ecológica, e até antes disso tinha já essa preocupação da Embrapa de ter um espaço que diferenciasse das outras ivernadas da fazenda, ou seja, tirar o boi o cavalo daqui”, explica.
Nos pastos nativos são criados 100 cavalos pantaneiros e mais 100 bois pantaneiros, que são objetos de estudo na fazenda, mas esses animais são impedidos de entrar na RPPN. Essa grande área de conservação recebe pesquisadores de todo o Brasil e do exterior.
José Maurício Barbanti, médico veterinário e doutor pela Unesp de Jaboticabal em São Paulo, levou para a fazenda uma equipe de alunos para desenvolver uma pesquisa sobre o comportamento dos veados catingueiros. E não escolheu o Pantanal por acaso. “Aqui é o único lugar onde a gente consegue fazer as capturas do veado catingueiro, porque nós temos esse mosaico de áreas abertas e fechadas, e quando ele sai em um ambiente aberto, é que a gente consegue visualizar e consegue ter acesso para fazer a aplicação do dardo anestésico nele”, afirma. O trabalho de captura exige paciência e ocupa praticamente todo o dia dos pesquisadores. Uma coleira permite aos pesquisadores rastrear os animais via satélite.
A fazenda Nhumirim revela uma fauna riquíssima, principalmente de pássaros. É possível ver caturritas em busca de gravetos para fazer o ninho, pato do mato, quero-quero e marrecos buscando comida, além do papagaio galego e das araras vermelhas. A quantidade de aves e o estado de conservação do Pantanal são tão grandes que permitem a aproximação de animais como o carcará. Em outras regiões do Brasil não é tão fácil chegar perto dessa ave.
Todos esses animais têm a garantia de que dentro da RPPN, a natureza cresce intocada. “O fato de preservar uma região como um todo, nos dá a segurança de que a interação entre as espécies e toda a evolução do sistema, seja conservada para que ela possa seguir o seu curso”, declara Ubiratan Piovezan, zootecnista.
As reservas são importantes não só na preservação da flora, mas também das aves, como a arara-azul, por exemplo. Na mata fechada é mais fácil encontrar o Manduvi, a árvore é a preferida da arara-azul para fazer os ninhos. Só que para atingir as condições ideais para a ave, ela precisa estar com mais de 60 anos, algumas tem aproximadamente 15 metros.
O biólogo Alessandro Pacheco, estuda aves do Pantanal há dez anos. Já registrou mais de 300 espécies só na região da Nhumirim. Ele explica que a arara-azul gosta do Manduvi por causa do tronco que é mais macio para cavar e fazer os ninhos. “Antes tem todo um processo de quebra do galho, o pau faz um oco, ai vem um periquito, um papagaio, até chegar a arara. É uma dinâmica bem longa”, explica.
Na reserva da Nhumirim estão 20 das cerca de 100 baías da fazenda. Nelas, famílias inteiras de tuiuiús, ave símbolo do Pantanal, se alimentam longe de ameaças. Na hora de alçar voo, o tuiuiú exibe toda sua beleza: asas que podem chegar a dois metros de uma ponta a outra.
As salinas, lagoas de água salgada, servem de fonte de alimento por causa da grande quantidade de larvas de insetos e crustáceos que vivem nesses locais. Aves migratórias, como o pernilongo, pássaro de pernas longas do sul do Brasil e outras espécies de muito mais longe se deliciam nesse banquete.
“Forma uma massa viva de invertebrados, está fervendo vida mesmo nas bordas da salina. Essas espécies que vem da América do Norte, elas passam um tempo aqui, ou os indivíduos mais jovens permanecem aqui um tempo até ficarem maduras e voltar para América do Norte ou são indivíduos mais adultos que estão de passagem aqui para a Patagônia”, explica o biólogo.
A região é tão importante para a preservação das aves que foi incluída na lista de áreas de conservação da organização não-governamental Birdlife International, reconhecida mundialmente.
E não são apenas os pássaros que fazem a riqueza do lugar. A reserva revela surpresas até hoje para os pesquisadores. “Dentro da RPPN da fazenda Nhumirim foi pego em uma rede um morcego, considerado o maior das Américas, em torno de quase um metro de envergadura. Em uma área de capim carona foi encontrada uma espécie nova de lagarto, que está sendo descrita pela primeira vez pela ciência”, conta Alessandro Pacheco. (Fonte: G1)

Donos usam ofurô e acupuntura para melhorar saúde dos bichos em MS


Preocupados com o bem estar de seus mascotes, donos de animais de estimação têm investido em técnicas e terapias que vão além daquelas oferecidas nos pet shops, que focam a estética, e se preocupam também com o bem estar. Em Campo Grande, pessoas desembolsam cerca de R$ 50 para que cães e gatos aproveitem um banho de ofurô ou façam uma sessão de acupuntura.
A estudante Paloma Ujacow Martins, 27 anos, é dona da chihuahua Lonely e afirma ter encontrado na acupuntura a solução para dores que a cadela sentia, evitando a necessidade de cirurgias ou uso de medicamentos.
“Percorri vários veterinários da cidade. A veterinária identificou que era um problema na coluna. A opção era operar ou tomar um remédio fortíssimo pelo resto da vida. Aí a opção era a acupuntura. Logo nas primeiras sessões a dor passou”, conta.
Segundo ela, o animal de estimação frequentou sessões semanais durante quase um ano, de setembro de 2010 a julho de 2011. A estudante conta que parou com as sessões para observar como a cadela se comportaria e se as dores voltariam. Como isso não aconteceu, ela pretende voltar à clínica e ir além do tratamento com agulhas.
“Agora eu quero levar ela para o ofurô. É muito legal. Já vi fotos e já vi uma cadelinha fazendo”, conta Paloma.
Estética e tratamento – A veterinária Helen Cristina de Jesus Calvino, 30 anos, é professora universitária e trabalha em uma clínica na cidade que oferece esse tipo de tratamento aos clientes. Segundo ela, as técnicas não são novas e têm fins terapêuticos, indicadas para animais que tenham sofrido algum tipo de trauma ou que tenham problemas em função da idade, como dores na coluna e dificuldade de locomoção.
O ideal, de acordo com a veterinária, é que, dependendo do problema, as terapias complementares sejam casadas à reabilitações fisioterápicas.
“Hoje é comum animais com problemas na coluna. A idade vem chegando e existem algumas raças que são pré dispostas a essas doenças”, explica a veterinária. “Com os tratamentos, dá-se muita qualidade de vida, evitando que o animal tome muito anti inflamatório”.
Não existe um número específico de sessões as quais os bichos têm que ser submetidos. É essencial que, pelo menos nas primeiras sessões, os proprietários estejam presentes até que o bicho se acostume e fique menos agressivo.
A partir de então, a acupuntura e o ofurô canino servem também para acalmar os mascotes, tornando-os mais tranquilos.
Rotina – A médica veterinária especialista em acupuntura animal, Rosana Antunes Estrada, 47 anos, explica que o tratamento deve ir além da clínica. “A gente passa para os donos, exercícios que são feitos em casa para estimular e ajudar o animal. Se o dono se dedicar fora da terapia, a recuperação é muito menor”, explica.
O preço de R$ 50 é considerado caro pela maioria dos clientes, mas de acordo com Rosana, o tratamento tem tido muita procura por pessoas das classes C e D. “A procura está grande e tem aumentado muito, cerca de uns 40%”, afirma a médica.
Segundo ela, todos os clientes têm em comum o fato de estarem preocupados com a saúde de seus bichos e estão em busca de bem estar. (Fonte: Ricardo Campos Jr/ G1

Biólogo de MS estuda o amendoim e descobre potencial fonte de energia


O biólogo Eurípedes Silveira Júnior estuda, há um ano, as propriedades do amendoim, especificamente a variedade conhecida como cavalo, como projeto de mestrado e apresenta resultados importantes. De acordo com a pesquisa, a semente pode ser utilizada como combustível, uma vez que apresenta 30% a mais de oleosidade que a soja, matéria-prima mais utilizada atualmente para esse fim.
“Potencial e produção do biodiesel, ele é mais viável porque tem maior rendimento de óleo. Então você precisaria de menor quantidade de matéria-prima para maior quantidade de óleo”, disse o biólogo. Os resultados animadores no laboratório precisam ser experimentados no campo. É preciso saber se a semente se adapta bem ao clima e solo de Mato Grosso do Sul. Contudo, o mais importante é saber se os produtores rurais apostariam na ideia.
“É você ter uma competitividade maior até em termos de preço do mercado”, disse César Abicair, gerente de uma indústria de biodiesel. Estima-se que todos os dias sejam produzidos 300 m³ de biocombustível. E as empresas já se preparam para expandir. A meta é chegar a 600 m³ diariamente até o final do ano que vem.
O biodiesel produzido no estado equivale a apenas 1,5% da produção nacional. De acordo com pesquisador da Fundação MS Renato Roscoe as novas alternativas podem trazer crescimento. “O que falta é a estruturação das novas cadeias. Infelizmente nós ainda não temos a estruturação dessas cadeias bem estabelecidas, ou seja, quem vai produzir, onde vai armazenar, quem vai processar, até que você obtenha o óleo”, afirma. (Fonte: G1)

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará


Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.
O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ”CPF” da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.
“O produtor rural, sabendo que o seu produto, a sua atividade, só sobreviverá a partir do momento em que ele atender as exigências do mercado, tem buscado uma conscientização maior”, diz o procurador da república Daniel Azeredo.
O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municípios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.
As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.
Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada – o que equivale ao tamanho de Belém.
“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.
Paragominas – Um dos melhores exemplos de redução da devastação é o município de Paragominas.
“Nós chamamos a comunidade, explicamos que éramos a síntese da destruição da Amazônia, tudo o que acontecia de ruim com a natureza era Paragominas, e nós precisávamos mudar essa realidade”, relata o prefeito de Paragominas Adnan Demachki. Em três anos, as propriedades foram cadastradas e o desmatamento caiu 90%.
“A gente tem que trazer para a legalidade as propriedades e dar condição para as pessoas para poderem trabalhar dentro da legalidade”, diz o produtor Mauro Lucio Costa, que conseguiu dobrar a produtividade com apoio técnico e recursos que Paragominas está recebendo por se tornar ”um município verde”. Em contrapartida, o fazendeiro tem a obrigação de manter a floresta em pé e recuperar áreas degradadas.
Ações como a de Costa ajudaram Paragominas a sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, dos municípios que mais desmatam. O município também adotou projetos de educação ambiental nas escolas que servirão de modelo para todos o estado. (Fonte: Globo Natureza)