segunda-feira, 18 de abril de 2011

Novo método transforma células sanguíneas em cardíacas

Cientistas do Instituto Médico John Hopkins, nos EUA, desenvolveram um método de transformar células sanguíneas em cardíacas, que, segundo eles, é mais simples e mais barato que os já criados.

Para fazer com que células retiradas de uma fonte (como as sanguíneas) e transformá-las em células de outro tipo (como as cardíacas), normalmente se utilizam vírus. Eles são usados para introduzir um conjunto de genes e, só então, estas células se tornam células-tronco. Contudo, existe a possibilidade de que os vírus causem mutações genéticas, o que pode provocar câncer.

O grupo de cientistas liderado por Elias Zambidis conseguiu inserir genes sem usar vírus. Para tal, recorreu aos plasmídeos, anéis de DNA que se reproduzem dentro das células e eventualmente se degradam. O processo exige ainda uma série de fatores de crescimento, nutrientes e condições específicas.

Depois que os plasmídeos entram e transferem os genes, as células ficam num estágio primitivo, do qual podem ser transformadas em vários tipos; nesse ponto, são chamadas de células-tronco induzidas à pluripotência (iPSC, na sigla em inglês).

O próximo passo é fazer com que elas tomem a forma desejada – no caso, de células cardíacas. Para isso, foram incubadas em recipientes com menos oxigênio que a atmosfera. “A ideia é recriar condições experimentadas por um embrião no momento em que essas células primitivas se desenvolvem em diferentes tipos”, explicou Paul Burridge, cientista que estudou mais a fundo esta parte do processo.

Depois de nove dias, as iPSC’s se transformaram em células cardíacas funcionais. No fim, 94,5% delas tinham atingido o ponto desejado, enquanto, segundo Zambidis, na maioria das pesquisas que esse número não passa de 10%.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira pela revista científica “PLoS ONE”. Os pesquisadores alertam, no entanto, que a técnica ainda não está pronta para ser testada em humanos, e pedem que outros cientistas sigam essa linha de pesquisa. (Fonte: G1)

Encontrados sinais de água líquida em cometas

Cientistas encontraram indícios de água líquida no passado dos cometas, desbancando a ideia de que eles nunca experimentaram calor suficiente para derreter o gelo que forma a maior parte de sua massa.

Os pesquisadores fizeram a descoberta analisando grãos de poeira do cometa Wild-2, trazidos de volta à Terra pela sonda Stardust.

Lançada em 1999, a sonda Stardust capturou minúsculas partículas lançadas da superfície do cometa em 2004, usando um material super leve, chamado aerogel, e as trouxe de volta à Terra em uma cápsula que aterrissou no estado de Utah, nos Estados Unidos, dois anos depois.

Esta é a segunda vez que os resultados coletados pela Stardust alteram a teoria sobre a formação dos cometas.

Minerais dão sinais de água líquida – “Na nossa amostra, encontramos minerais que se formam na presença de água líquida,” afirma Eva Berger, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo. “Em algum ponto da sua história, o cometa conteve ‘bolsas’ de água.”

Os cometas são frequentemente chamados de “bolas de neve sujas” porque são formados principalmente de água congelada, salpicada de fragmentos de rochas e gases congelados.

“Quando o gelo derreteu no Wild-2, a água quente resultante dissolveu minerais que estavam presentes naquele momento, precipitando os minerais na forma de sulfetos de ferro e cobre que observamos em nosso estudo”, diz Dante Lauretta, coautor do estudo. “Os sulfetos se formaram entre 50 e 200 graus Celsius, muito mais quente do que as temperaturas abaixo de zero previstas para o interior de um cometa.”

Ao contrário dos asteroides, pedaços extraterrestres formados por rochas e minerais, os cometas apresentam uma cauda formada por jatos de gás e vapor que o fluxo de partículas de alta energia vindas do Sol arranca de seus corpos congelados.

Mas os resultados da sonda Stardust também já haviam mostrado que há similaridades entre asteroides e cometas.

Temperatura máxima no cometa – A descoberta dos sulfetos minerais de baixa temperatura é importante para a compreensão de como cometas se formaram – o que, por sua vez, dá informações sobre a origem do Sistema Solar.

Além de fornecer evidências de água líquida, os ingredientes descobertos colocam um limite superior para as temperaturas que Wild-2 encontrou desde sua origem e ao longo de sua história.

“O mineral que encontramos – cubanita – é muito raro em amostras vindas do espaço”, diz Berger. “Ele existe em duas formas, e a que encontramos só existe abaixo de 210 graus Celsius. Isto é emocionante porque nos diz que esses grãos não foram submetidos a temperaturas mais elevadas do que isso.”

Cubanita é um sulfeto de ferro e cobre também é encontrado na Terra, em depósitos de minério expostos às águas subterrâneas aquecidas, e em um determinado tipo de meteorito.

Dois cometas – Depois de terminar sua visita ao cometa Wild 2, a sonda Stardust ainda tinha combustível nos tanques, o que fez a NASA redirecionar sua órbita para que ela pudesse observar um segundo cometa, o Tempel 1.

Esta visita permitiu que os cientistas tivessem uma imagem precisa da cratera feita nesse cometa por uma outra sonda espacial, chamada Impacto Profundo. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)

Brasileiros criam plástico revolucionário a partir de frutas

Carros feitos a partir de banana, abacaxi ou casca de coco podem virar uma realidade em breve. Na última semana, pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciaram que desenvolveram um novo tipo de plástico a partir de fibras de frutas que promete ser mais resistente, leve e limpo do que as alternativas conhecidas hoje em dia.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o professor e engenheiro agrônomo Alcides Leão, que lidera o estudo, disse que o plástico revolucionário deve ter inicialmente seu principal uso na indústria automobilística, mas também poderá trazer grandes benefícios à área médica, com uso em próteses e pinos, e até mesmo na substituição do Kevlar, material usado em coletes à prova de balas e capacetes militares.

O processo se baseia na obtenção de nanocelulose a partir de frutas e outros vegetais. Na fabricação de papel, são usadas fibras de celulose, encontradas em madeira por exemplo. Agora, cientistas descobriram a nanocelulose, fibras muito menores, medidas em nanômetros, que podem ser obtidas com processamento intensivo de celulose.

“A nanocelulose é produzida a partir da celulose de varias fontes, inclusive lodo de empresas de celulose e papel. Essa nanocelulose pode ser produzida via bactérias ou via processos químicos e mecânicos, como no nosso caso”, diz Leão.

Para obter as nanofibras, os cientistas colocam folhas e caules de abacaxi e demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão, onde são adicionados outros compostos químicos. O “cozimento” é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Estas nanofibras são tão pequenas que seria necessário colocar 50.000 delas enfileiradas para cobrir o diâmetro de um fio de cabelo humano.

Segundo Leão, o novo plástico pode no futuro substituir o aço e o alumínio. “As propriedades destes plásticos são incríveis. São 30% mais leves e de três a quatro vezes mais fortes que os comuns”, diz o pesquisador, que acredita que em um prazo de dois anos várias peças de carros, incluindo painéis e para-choques, serão feitas de nanofibras de frutas.

Além do aumento na segurança, os bioplásticos permitirão a redução do peso do veículo, com um ganho direto na economia de combustível. O pesquisador brasileiro cita ainda outras vantagens. Segundo ele, os plásticos com as nanofibras de frutas incorporadas têm maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.

Outra vantagem é que o material é produzido a partir de uma fonte completamente renovável. Além disso, é preciso apenas 1 kg de nanocelulose para produzir 100 kg de plástico. “Esse processo é de baixo impacto ambiental. Mas o mais importante é que fazemos isso a partir de resíduos antes dispostos no ambiente, seja em aterros ou seja em processos de queima ou compostagem”, lembra Leão.

Conforme o pesquisador, também estão sendo realizados testes na área de biomedicina, incluindo veterinária. “Já foram realizados ensaios em todas as propriedades mecânicas, físicas e químicas. Esse produto age como reforço de plásticos e pode ser usado em muitas áreas, como curativos, meniscos, próteses, implantes e pinos dentários. Também pode ser utilizado pela industria aeronáutica e na reposição de plásticos em geral”, disse o cientista, que revelou que os custos para a produção do material ainda não estão fechados.

Os resultados do estudo foram apresentados recentemente na 241ª Reunião Nacional da American Chemical Society, na Califórnia. (Fonte: Angela Joenck/ Portal Terra)

Japão rural acumula prejuízo pelo acidente nuclear e o tsunami

Mais de 20 mil hectares das férteis terras do nordeste japonês, o sustento de povoados inteiros, foram perdidos após o tsunami de 11 de março – que nesta segunda-feira completa um mês -, ao que se soma agora a proibição de cultivar em solos com alta radiação.

O ministro da Agricultura japonês, Michihiko Kano, viajou neste fim de semana às áreas afetadas pelo terremoto e a crise nuclear de Fukushima para tranquilizar os agricultores, cujo incerto futuro dependerá da ajuda.

Na sexta-feira (8), o Governo japonês anunciou que proibirá o plantio em áreas com altos níveis de radiação procedente da usina nuclear de Fukushima Daiichi, cujos vazamentos obrigaram a limitar o comércio de verduras e leite em quatro províncias.

As autoridades estabeleceram que todo terreno que tenha uma radioatividade superior aos 5 mil becquerel por quilo não será adequado para o cultivo e proibirá a venda de todo o arroz que supere os 500 becquerel.

Os agricultores afetados por estes novos padrões deverão ser compensados por Tokyo Electric Power (TEPCO).

As autoridades da província de Fukushima encontraram altos níveis de césio radioativo no solo de sete pontos da região fora da zona de evacuação de 20 quilômetros ao redor da usina.
Os agricultores transmitiram suas preocupações ao ministro Kano e lembraram que sua luta de décadas para desenvolver a região e cultivar arroz de qualidade foi por água baixo literalmente em menos de um mês.

O ministro expressou que o Governo apoiará às famílias dos agricultores, que em povoados como o de Iitate, um dos mais afetados pela radioatividade, representam a base da economia local.

O vazamento da usina nuclear de Fukushima elevaram o temor em regiões rurais que dependem em grande medida do setor primário e que temem que a radioatividade comprometa a colheita do arroz que se realiza entre abril e maio.

Um dos isótopos radioativos encontrados nas plantações de Fukushima é o césio, cuja vida média é de 30 anos e poderia deixar uma marca indelével em áreas que não afetadas pelo tsunami, mas pela contaminação nuclear.

O arroz tem uma grande importância na cultura japonesa, é base da dieta e uma marca na identidade das comunidades rurais há séculos.

Aos problemas com a radiação é preciso somar as terras varridas pelo tsunami e que estenderam um manto de sal tornando impróprias neste ano a maior parte dos mais de 20 mil hectares inundados, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Os agricultores lamentam o alcance do gigantesco tsunami que invadiu em alguns casos cinco quilômetros no interior e não permitirá que muitos produtores paguem suas dívidas contraídas antes da colheita. (Fonte: G1)

Cientistas descobrem maneira de mapear complexidade do cérebro

Cientistas anunciaram ter dado mais um passo para desenvolver um modelo computadorizado do cérebro depois de terem encontrado, pela primeira vez, uma maneira de mapear conjuntamente as conexões e as funções das células nervosas do cérebro.

Num estudo no jornal Nature neste domingo, pesquisadores do University College London (UCL) descreveram uma técnica desenvolvida num camundongo que os possibilitou combinar informações sobre funções dos neurônios com detalhes das suas conexões.

O estudo é parte de uma área emergente da neurociência chamada “conectomia”, que busca mapear as conexões do cérebro.

Ao poderem mapear essas conexões, cientistas esperam entender como pensamentos e percepções são gerados e como essas funções deixam de operar e resultam em doenças como Alzheimer, esquizofrenia e derrames.

“Estamos começando a desvendar a complexidade do cérebro”, afirmou Tom Mrsic-Flogel, que liderou o estudo.

“Quando compreendermos a função e a conectividade das células nervosas nas diferentes camadas do cérebro, podemos começar a desenvolver uma simulação computadorizada de como esse notável órgão funciona.”

Mas ele disse que ainda levará muitos anos de trabalho científico e grande poder de processamento antes que isso possa ser feito. (Fonte: Portal Terra)

Peixes aparecem mortos às margens do Rio São Francisco na Bahia

O Porto do Boje, nas margens do Rio São Francisco, no município de Casa Nova, no norte da Bahia amanheceu com centenas de peixes mortos, neste domingo (10), segundo pescadores da região.

Segundo os ribeirinhos, desde sábado (9) que os animais estão aparecendo mortos nas margens do rio. Eles reclamam que nas proximidades do porto é comum encontrar esgoto e fezes de animais criados no local, que escorrem para o rio.

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram ao local e recolheram algumas amostras da água que serão enviadas para análise em laboratório. De acordo com o Ibama, o resultado vai revelar a verdadeira causa da morte dos peixes e deve sair em no máximo três dias.

Até lá, os fiscais do órgão orientam os ribeirinhos a evitarem pescar em um raio de 200 metros para não haver qualquer tipo de contaminação.

Esta é a segunda vez que peixes aparecem mortos no local. Em 2007, segundo o IBAMA, uma pequena barragem construída pelos pescadores teria impedido a circulação da água. O nível da represa baixou e os peixes morreram por falta de oxigênio. (Fonte: G1)

Descobertas duas novas espécies de víbora na Ásia

Uma nova espécie de serpente, chamada víbora verde de olhos de rubi (Cryptelytrops rubeus) foi descoberta no Sudeste Asiático, informa um estudo recente. A serpente vive nas florestas próximas à Cidade de Ho Chi Mihn, e nas colinas baixas do sul do Vietnã e do Platô Langbian, no Camboja.

Cientistas coletaram as víboras verdes na Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja entre 1999 e 2003, e as examinaram em laboratório, usando características físicas e genéticas para identificar novas espécies.

“Conhecemos essa espécie apenas por alguns poucos espécimes, e muitas poucas pessoas no mundo já viram essas serpentes”, disse a coautora do estudo Anita Malhotra, ecóloga molecular da Universidade Bangor, no Reino Unido. “Para ser honesta, sabemos muito pouco sobre o que ela faz”.

Anita e colegas também descobriram uma espécie muito semelhante com notáveis olhos amarelos, que batizaram de víbora verde das Montanhas Cardamom (Cryptelytrops cardamomensis), que habita o sudeste ad Tailândia e o sudoeste do Camboja. Ambas as espécies foram descritas na edição de janeiro do periódico Zootaxa.

A vida nas árvores é uma das razões que faz com que a víbora seja tão eficiente na digestão de suas refeições: um aparelho digestivo completo seria um obstáculo ao movimento nas alturas.

Mas a nova espécie “ocorre no solo e frequentemente busca alimento no solo”, disse Anita. “E elas ocorrem frequentemente perto dos curdos d’água, então é de se presumir que comam uma boa proporção de rãs. Também sabemos que outras espécies aparentadas comem pequenos mamíferos, e esses animais de parentesco próximo provavelmente são muito parecidos em termos ecológicos”.

O Parque Nacional Cat Tien, no Vietnã, é uma fortaleza para a nova espécie de víbora, que habita uma área geográfica bastante pequena, onde a pressão sobre as florestas é alta, disse Anita.

Não se sabe como a serpente poderia se adaptar a outros habitats, portanto não está claro se a víbora verde de olhos rubi deve ser considerada uma espécie ameaçada. Mas Anita e colegas espera que a serpente não se torne vítima de colecionadores de animais em busca por status.

As “rubis”, como as serpentes são chamadas, “podem ser muito vulneráveis a isso”, disse ela, “porque se trata de uma espécie muito bonita”. (Fonte: Portal iG)

Inglaterra debate com Brasil a preparação da Rio + 20

Logo após encontro com autoridades nacionais e estrangeiras no Palácio do Itamaraty, na sexta-feira (8), para discussão da estratégia nacional para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, a ministra Izabella Teixeira se reuniu com a ministra britânica do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Caroline Spelman, na sede do MMA.

A Inglaterra está interessada em estreitar relações com o Brasil para a preparação da Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no próximo ano, no Rio de Janeiro.

“Esse é um desafio não apenas do Brasil, mas do mundo”, comentou Izabella Teixeira. Ela enfatizou a importância da união entre os países para alcançar a economia verde, que será um dos três temas do encontro de 2012.

Os outros dois temas serão sobre governança ambiental internacional e avanços alcançados desde a Eco 92, que foi o primeiro grande encontro internacional sobre conservação da biodiversidade, que também foi realizado na capital carioca. Além dos técnicos do MMA e do secretário-executivo, Francisco Gaetani, estiveram na reunião representantes do Ministério da Fazenda.

A ministra Caroline Spelman enfatizou a importância da Rio + 20 para que o mundo conquiste a integração da economia, com iniciativas sociais e ambientais. “Essa é uma fantástica oportunidade nessa batalha”.

O diretor britânico do departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Mike Anderson, disse que empresários do Reino Unido estão cada vez mais convencidos da necessidade e das vantagens de estar atentos às questões ambientais.

Mike Anderson citou estimativas de perdas econômicas: “Se as famílias na Inglaterra tivessem maior acesso a espaços verdes naturais, os custos da saúde poderiam ser reduzidos em 2,1 bilhões de libras anuais”. Ele ainda disse que no verão de 2007, os custos devidos a inundações chegaram a 3,2 bilhões. (Fonte: Cristina Ávila/ MMA)