segunda-feira, 4 de julho de 2011

Células solares são impressas por jato de tinta

As impressoras jato de tinta, uma tecnologia de baixo custo que está presente em virtualmente todas as casas e escritórios, poderá em breve oferecer seus benefícios para o futuro da energia solar. Engenheiros descobriram uma maneira de fabricar um tipo especial de célula solar, conhecida como CIGS, usando a tecnologia da impressão por jato de tinta – bastando substituir a tinta pelas soluções semicondutoras adequadas.

A técnica reduz o desperdício de matéria-prima em 90 por cento em relação ao processo tradicional, o que poderá reduzir significativamente o custo de produção dessas células solares flexíveis. “Isto é muito promissor e pode ser uma importante nova tecnologia no campo da energia solar”, disse Chang Chih-hung, engenheiro da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. “Até agora, ninguém tinha sido capaz de criar células solares CIGS funcionais com tecnologia jato de tinta.” As células solares CIGS já são produzidas em larga escala, mas por outros meios.

Células solares CIGS – Um “painel” de célula solar CIGS mais se parece com uma folha plástica, totalmente flexível, em comparação com os rígidos painéis solares feitos com células solares de silício. O termo CIGS vem das iniciais dos elementos químicos que compõem o material fotossensível: cobre, índio, gálio e selênio.
O material geralmente é produzido a partir do mineral calcopirita, um sulfeto de cobre com pequenas quantidades de metais como índio e gálio, além de enxofre e selênio.

O composto CIGS tem eficiência fotoelétrica excepcional – uma camada de calcopirita com um ou dois micrômetros de espessura pode capturar a energia dos fótons de forma tão eficiente quanto uma camada de 50 micrômetros de espessura de silício. 

Células solares impressas – As células solares CIGS são compostas de várias camadas, normalmente depositadas sobre vidro ou sobre um plástico flexível – daí a possibilidade de uso da impressão por jato de tinta. Em vez de depositar compostos químicos sobre o substrato com a técnica tradicional de deposição de vapor químico, que desperdiça a maioria do material no processo, a tecnologia jato de tinta pode ser usada para criar padrões precisos, depositando apenas o material necessário.

“Alguns dos materiais com os quais queremos trabalhar para fazer células solares mais avançadas, como o índio, são relativamente caros,” explica Chang. “Não podemos realmente nos dar ao luxo de desperdiçá-lo, e a abordagem jato de tinta quase elimina o desperdício.” (Fonte: Site Inovação Tecnológica)

Chineses criam robô que ajuda na vigilância contra o desmatamento

Inspirado em pequenas lagartas, o Treebot pode ser a nova solução da China para a preservação ambiental. O robô escala árvores com suas pernas aracnídeas e é equipado com uma câmera para localizar qualquer perigo para a floresta entre as folhas. Seu corpo segmentado permite que ele passe por galhos complexos e faça curvas.

Xu Yangsheng, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong, afirmou que a natureza deu a ele a ideia para a criação. “Eu costumava observar como as lagartas escalam árvores e gosto muito dessa ideia”, disse.
“Acho que devemos desenvolver um robô para monitorar a situação na floresta, especialmente agora que há muitos incêndios e desastres ambientais acontecendo em áreas florestais”, afirmou.

A câmera do Treebot transmite imagens em tempo real e pode ser ligada a uma célula de energia solar, de modo que não precisaria interromper seu trabalho para recarregar. E embora ele pese apenas 600 gramas, pode carregar três vezes o seu peso.

‘Ele pode escalar diferentes tipos de árvores: superfícies lisas, ásperas e seguir diferentes direções, grandes ou pequenas. Além disso, ele pode, automaticamente, se agarrar a galhos, então sua mobilidade é boa’, disse Xu.

O robô ainda precisa de algum refinamento – a câmera não funciona bem sob luz fraca e ele tende a escorregar quando as árvores estão molhadas – mas Xu disse que o potencial é óbvio e ele espera que, em breve, o robô esteja escalando árvores ao redor do mundo. (Fonte: G1)

Dobram os casos de Aids na terceira idade em 10 anos

Avôs e avós fazem sexo, sim. E, sem proteção, também pegam Aids. De 1998 a 2008, os casos da doença entre pessoas acima de 60 anos no Brasil mais que dobraram, segundo dados de 2010 do Ministério da Saúde.A via predominante de transmissão é por relação sexual heterossexual, em ambos os sexos.
Embora o número absoluto de casos ainda seja pequeno em comparação com outras faixas etárias, o ritmo de crescimento da doença entre os idosos é preocupante, afirma Eduardo Barbosa, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. 

Sem o hábito – e, muitas vezes, sem o conhecimento – de usar preservativos, esse grupo se expõe mais ao risco de contrair o vírus HIV, de acordo com Barbosa. “É difícil de mudar a mentalidade dessa população. Eles ainda encaram o sexo com camisinha como chupar bala com papel.” 

Além disso, para as mulheres o preservativo sempre esteve associado a um método contraceptivo. Como não estão mais em idade reprodutiva, não veem por que usá-lo. Vida sexual ativa - O preconceito a respeito da vida sexual dessa população também dificulta a proteção. “Ninguém de nós vê nossos nossos avós como sexualmente ativos, e isso dificulta o diagnóstico e o acesso à prevenção”, diz Barbosa. 

Os idosos têm ainda a ideia de que a Aids é uma doença de jovens e que estão à margem do risco, segundo o infectologista do hospital Emílio Ribas Jean Gorinchteyn, autor do livro “Sexo e Aids depois dos 50″. (Fonte: Mariana Versolato/ Folha.com)

Peixe pode viver mais de 100 anos

O celacanto não é apenas uma das espécies mais antigas de peixe, mas também pode ser o que vive mais. Um estudo sugere que este peixe ancestral pode viver 100 anos ou mais.

Até 1938 quando o celacanto foi encontrado na costa da África, os cientistas acreditavam que ele havia sido extinto há 65 milhões de anos com uma linhagem de peixes pré-históricos relacionada a ele. Após sua redescoberta , diversas populações deles foram encontradas no oeste dos oceanos Índico e Pacífico. Se essas populações estavam conectadas entre elas é um mistério. “As pessoas continuavam a pescá-lo, mas isto não nos diz nada sobre a população deles, quão numerosos eles eram…”, diz o líder do estudo Hans Fricke, especialista em comportamento animal no Instituto Max Planck em Bremen, na Alemanha.

A falta de dados confiáveis levou Fricke e colegas a iniciar um estudo de 21 anos com a população de celacantos perto de Comores, um grupo de ilhas entre as ilhas de Seychelles e Madagascar. Como os celacantos vivem em profundidades de 160 a 200 metros enviar mergulhadores para observar o comportamento deles estava fora de questão. Em vez disso a equipe usou submersíveis para fotografar, gravar e estudar os celacantos. Como eles possuem marcas brancas em suas laterais, a equipe foi capaz de identificar mais de 140 indivíduos durante as centenas de viagens dos submersíveis. Eles , no entanto, não conseguiram encontrar jovens na população de 300 a 400 celacantos.

Pouco é sabido também sobre como eles nascem, afirmou Fricke, cujo estudo apareceu recentemente no periódico científico Marine Biology. “Nós colocamos um sistema de monitoramento em uma fêmea grávida e acompanhamos a descida dela ao fundo. Imaginamos, portanto, que as mães possam estar indo a grandes profundidades para dar a luz”, especula ele. Mais estranho ainda, apenas três ou quatro celacantos parecem morrer a cada ano e o lugar deles na população é tomado por três ou quatro adultos que aparecem misteriosamente não se sabe de onde.

Como cerca de 4,4% de uma dada população de celacantos parece morrer ao ano, Fricke estima que eles tenham uma vida de 103 anos – outros peixes, como os que vivem em águas profundas do gênero Sebastes, tem taxa de mortalidade similar e vivem cerca de 100 anos.Com tão poucas mortes e reposições na população, Fricke acredita que a evidência é clara de que os celacantos vivem muito. Mesmo assim, eles não mostram os sinais do passar do tempo, o que torna determinar a idade deles uma tarefa muito difícil. Além disso, os métodos normais para medir a idade de peixes não pode ser usado com os celacantos – como medir os anéis de crescimento.

“Fotografamos alguns adultos que chegaram à colônia em 1989 e eles simplesmente não cresceram nada. Você não consegue olhar para um celacanto e imaginar a idade ele”, afirma Fricke. (Fonte: Portal iG)

Rússia diz que enviará tropas à disputada região do Ártico

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta sexta-feira (1º) que o país planeja criar duas brigadas militares especializadas para a região do Ártico, local que tende a se tornar um polo de disputa regional.
O anúncio ocorre um dia depois de o premiê russo, Vladimir Putin, ter dito que a Rússia pretende “expandir sua presença no Ártico” e defender “forte e persistentemente” seus interesses na região.

Com o derretimento de geleiras no Polo Norte, diversos países – como Estados Unidos, Dinamarca, Canadá e Noruega – têm reclamado soberania sobre partes do Ártico, onde acredita-se que haja significativas reservas inexploradas de petróleo e gás. Putin destacou que está “aberto ao diálogo com os parceiros estrangeiros, com nossos vizinhos do Ártico”, mas que vai defender seus próprios “interesses geopolíticos”.
Segundo o ministro russo da Defesa, Anatoly Serdyukov, disse à imprensa estatal, a Rússia está agora avaliando detalhes sobre as brigadas, como número de soldados, tipos de armas que serão usadas e onde serão suas bases.

O correspondente da BBC em Moscou, Daniel Sandford, disse que os planos russos de enviar tropas ao Ártico ainda parecem estar em estágio inicial, ainda que relatos anteriores citassem apenas o envio de uma brigada, em vez de duas.

Dinamarca – Em maio passado, o governo da Dinamarca revelou planos de reivindicar uma grande área localizada no oceano Ártico. “Esperamos que a Dinamarca consiga ser bem-sucedida na reivindicação de uma área que, entre outras coisas, inclui o Polo Norte”, disse a ministra das Relações Exteriores dinamarquesa, Lene Espersen, em comunicado. Além de recursos minerais, o derretimento do gelo no Ártico vai viabilizar novas rotas comerciais para navios e locais de pesca. (Fonte: Portal iG)