segunda-feira, 30 de maio de 2011

Brasil ‘outorga impunidade a desmatadores da Amazônia’, diz jornal


O jornal espanhol “El País” traz nesta quinta-feira (26) uma reportagem sobre a mudança do código florestal aprovada na Câmara dos Deputados na terça-feira à noite, com o título “Brasil outorga a impunidade aos desmatadores da Amazônia”.
A reportagem, que adota um ponto de vista crítico à aprovação, ressalta que a medida é mais uma “vitória do setor rural sobre o ambiental” dentro da lógica política do país.
“Mais uma vez fica claro quem manda no Brasil quando os interesses dos latifundiários estão em jogo”, escreve o correspondente do jornal no Rio.
“O todo poderoso setor agropecuário brasileiro mantém sob controle a Câmara dos Deputados através de uma densa rede de apoio nos partidos majoritários, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), do governo. Mais do que nunca ficou claro o poder de pressão que o campo brasileiro continua tendo nos despachos de Brasília”, ele afirma.
Para o correspondente do jornal, “as imagens do Congresso após a polêmica votação eram inquietantes: dezenas de deputados se abraçando eufóricos e fazendo o sinal de vitória”.
“Na mesma manhã, o Brasil se despertava com a notícia do assassinato, a tiros, do líder ambientalista João Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, ambos os ativistas mortos pela preservação do Amazonas. Da Silva havia denunciado que sofria ameaças de morte por parte de madeireiros e pecuaristas do Pará, onde vivia. Os mesmos que provavelmente brindaram à aprovação do novo código.”
Jornais criticam – O relato do jornal espanhol ilustra o tom crítico adotado na maioria dos artigos veiculados na imprensa europeia e americana sobre o assunto.
Na Grã-Bretanha, o jornal “The Independent” titulou: “Corte e queima: Brasil rasga a lei que protege as suas florestas”.
O periódico britânico dedica ao tema uma dobra de página e uma fotomontagem com imagens e gráficos, indicando que “a Amazônia segue ameaçada”.
Como outras publicações, o “Independent” se debruça sobre os efeitos de uma possível concessão de anistia aos fazendeiros que, no passado, desmataram suas terras em maior escala que o permitido pela legislação.
A reportagem cita o renomado ambientalista Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ouvido pela agência Associated Press.
“A proposta de anistia dá continuidade a uma longa tradição brasileira, de legalizar o ilegal. As pessoas acham que podem desmatar ilegalmente porque mais cedo ou mais tarde serão perdoadas”, diz Fearnside.
A mesma declaração é reproduzida também no espanhol “ABC”, para quem os deputados “ignoraram as pressões dos ecologistas e passaram como um trator sobre a opinião pública”.
A reportagem do diário de Sevilha descreve o código como “a gênese de um gigantesco ambiental”, atribuindo a avaliação aos ambientalistas.
Desdobramentos econômicos – O tema também mereceu espaço em dois dos principais jornais econômicos da imprensa estrangeira, o americano “Wall Street Journal” e o britânico “Financial Times”.
O diário nova-iorquino comenta que a mudança da lei é “uma vitória para os grandes produtores e pecuaristas do Brasil”.
“A presidente brasileira, Dilma Rousseff, adotou uma plataforma pró-desenvolvimento e geralmente se alia com os produtores ao invés dos ambientalistas. Porém, membros de seu governo dizem que a legislação, aprovada na forma atual, vai muito longe”, observa o “WSJ”.
Já o “FT” ressaltou que a “legislação ambiental alimenta temores pela Amazônia”.
O diário ventilou a visão dos ambientalistas de que as mudanças no Código Florestal podem ameaçar as exportações agropecuárias do país.
“Sob o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as autoridades conseguiram reduzir o ritmo de destruição da Amazônia através do monitoramento via satélite”, escreve o jornal.
“Os ambientalistas argumentam que a implementação mais rigorosa da lei beneficiou os exportadores dos principais produtos brasileiros, incluindo soja e carne, que podiam alegar com credibilidade que não estavam produzindo em áreas desmatadas ilegalmente.” (Fonte: G1)

Dilma diz que pode vetar Código Florestal se houver prejuízo ao país


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (26) que poderá vetar a proposta que modifica o Código Florestal, aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana, caso haja, na avaliação dela, algum prejuízo ao país.
“Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos poderes e temos que nos respeitar. Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudique o país, eu vetarei. A Câmara poderá derrubar o veto”, afirmou.
O novo Código Florestal foi aprovado na madrugada de quarta-feira (25) na Câmara com alguns pontos polêmicos, que causaram divergências entre deputados governistas, da base de sustentação do governo e da oposição. O principal ponto de discórdia foi uma emenda que divide entre União e estados a responsabilidade de criar regras sobre a produção agrícola em áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas.
Dilma destacou que é contra três trechos da projeto aprovado: anistia a pequenos produtores que tenham desmatado áreas reserva legal, consolidação de pecuária e plantio em APP e autorização para que estados e municípios definam regras para plantio em APPs.
“O desmatamento não pode ser anistiado, não por alguma vingança, mas porque as pessoas têm que perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos que preservar e que é possível preservar o meio ambiente”, disse a presidente.
Ela disse que vai tentar derrubar a emenda do PMDB, aprovada na Câmara, que estadualiza a legislação de APPs. “Não sou a favor da emenda. Fui contra a emenda e obviamente respeitando a posição daqueles que divergem de mim continuarei firme defendendo a mudança dessa emenda no Senado”, afirmou a presidente.
Dilma afirmou esperar que a base aliada siga a posição do Planalto, e ressaltou que existe apenas “um governo.” “Eu sou a favor do caminho da compreensão e do entendimento. Cada um tem uma posição. Espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos. Tem só um governo.”
Questionada se prorrogaria o decreto editado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que suspende até o próximo dia 11 de junho a cobrança de multas a produtores que tenham desmatado reserva legal até 2008, Dilma respondeu: “O futuro a Deus pertence.”
Dilma deve entrar na negociação – Para garantir a vitória do governo na aprovação do Código do Senado, a presidente decidiu entrar diretamente nas negociações, antes a cargo do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República. De acordo com o Planalto, partir desta quinta, ela vai se reunir semanalmente com senadores de diferentes partidos para tratar da proposta que altera a legislação ambiental.
Nesta tarde, ela almoça no Palácio da Alvorada com senadores do PT. Nas próximas semanas a reunião será com parlamentares dos demais partidos.
Código Florestal no Senado – Nos próximos dias, a discussão do novo código será iniciada no Senado, que poderá alterar os itens polêmicos. Caso haja mudança em relação ao texto aprovado na Câmara, os deputados voltam a analisar o texto do novo Código Florestal. Depois, o código vai à sanção da presidente, que tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente.
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), já adiantou que, caso os interesses do governo sejam contrariados, a presidente usaria o poder de veto.
O Código Florestal é a legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais. Define o quanto deve ser preservado pelos produtores. Entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas áreas de preservação permanente (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
Enquanto os ambientalistas creem que as mudanças no Código vão favorecer os desmatamentos, os ruralistas alegam que a legislação vigente é muito rigorosa e prejudica a produção. (Fonte: Nathalia Passarinho/ G1)

Conama quer negociar Código Florestal no Senado


O Conselho Nacional do Meio Ambiente decidiu, nesta quinta-feira (26), pedir ao Senado que seja rigoroso na revisão do projeto de lei que reforma do Código Florestal, aprovado na última terça-feira pela Câmara. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou uma posição firme dos membros do Conama no encerramento da 102ª Reunião Ordinária, em Brasília, pedindo que eles ampliem as negociações para toda a sociedade.
Os membros do Conselho aprovaram proposição em que solicitam, ainda, que a Casa considere nas discussões os compromissos assumidos pelo Brasil nos fóruns internacionais ambientais. O Conama se propõe, inclusive, a contribuir com o debate público amplo sobre o tema.
“No Senado é um novo debate”, lembrou a ministra. Segundo ela, há um apelo da sociedade para que os 40 anos de avanços na política ambiental brasileira não resultem em retrocesso. Ela lembrou que o Brasil “é o país mais importante do mundo em termos de meio ambiente”.
Para a ministra, o país vai continuar crescendo, mas não precisa abrir mão da responsabilidade ambiental. Ela classificou de “falso” o argumento de que o cuidado com o meio ambiente atrapalharia o desenvolvimento. “É necessário sairmos do desmatamento ilegal para o manejo sustentado, que gera emprego e renda”, salientou.
Izabella, que também é presidente do Conama, alertou os membros para que exerçam sua capacidade de negociação “além dos muros da área ambiental”. Ela avaliou que o Conselho sairá fortalecido dependendo da atuação de seus membros. “O Conselho está numa nova fase”, lembrou.
Para ela, a política ambiental avançou e já dialoga em pé de igualdade com as demais políticas públicas. Os próximos passos, segundo avalia, convergem para a construção de uma política inovadora de meio ambiente e desenvolvimento com sustentabilidade. (Fonte: Paulenir Constâncio/ MMA)

Governo discute intervir em área de conflito agrário na Amazônia


Integrantes do governo federal vão discutir, em reunião marcada para a manhã desta segunda-feira (30), medidas a serem tomadas na região da Amazônia onde quatro pessoas morreram em menos de uma semana em decorrência de conflitos agrários.
Em entrevista ao G1 na noite deste domingo (29), o ministro interino do Meio Ambiente, Roberto Vizentin – que está no cargo em razão de uma viagem internacional da ministra Izabella Teixeira -, afirmou que vai apresentar como proposta na reunião desta segunda a decretação de uma Área sob Limitação Administrativa Provisória (Alap) na região chamada de Tríplice Divisa, que inclui os estados do Amazonas, Acre e Rondônia. A ideia é reduzir os conflitos e regularizar as terras.
“O quadro é complicado naquela região, que apresenta alto índice de desmatamento, violência e assassinatos. Vamos sugerir uma ação coordenada entre o governo federal e estadual. (…) Temos que embasar melhor a proposta [de criação da Alap], mas mesmo que os crimes sejam esclarecidos, isso não vai resolver o problema. Será preciso uma ação mais enérgica e a decretação de uma Alap pode ser a opção”, afirmou Vizentin.
O ministro interino disse que a Alap não é uma intervenção federal, quando a União passa a administrar diretamente a área, mas sim a aplicação de medidas integradas entre a União e o governo do estado. “É um ato do governo federal para ampliar a participação do Estado. Não é uma intervenção. Isso ocorre em áreas de domínio da União, áreas não destinadas ainda. Não se utiliza Alap onde não exista situação de conflito agrário.”
A criação da Alap dependeria da assinatura de um decreto por parte da presidente Dilma Rousseff. A presidente não participará da reunião pois está em viagem para o Uruguai nesta segunda. Ela deve ser representada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência. Também participam da reunião integrantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência e da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
Vizentin participará da reunião porque viajou nesta semana para o Pará, onde um casal de ambientalistas e um agricultor foram assassinados, e para Rondônia, onde um líder camponês que fazia denúncias sobre extração ilegal de madeira foi morto a tiros.
“O principal objetivo da reunião é prestar contas sobre o que vimos, fazer com que todas as informações colhidas sejam transmitidas às mais altas autoridades. Na segunda-feira nós vamos pedir o levantamento da situação funcionária da região, de terras públicas, e projetos previstos. (…) [Na reunião desta segunda] faremos um balanço para avaliar a situação e, eventualmente, adotar outras medidas”, afirmou Vizentin.
Precedentes – O ministro interino afirmou que o governo federal já decretou Alap anteriormente. Citou o caso da BR 163, no Pará, após aumento do desmatamento entre 2003 e 2004, e na BR 316, durante pavimentação de rodovia em Rondônia. “Essa figura [da Alap] permite que se ordene o espaço criando unidades de conservação, marcando o que vai ser destinado para reforma agrária. Ao mesmo tempo fazendo com que o Estado se instale.”
Roberto Vizentin afirma que participou de reunião com delegado da Polícia Federal e delegados da Polícia Civil de Rondônia e do Amazonas. Na semana passada, a presidente Dilma determinou que a PF participasse das investigações dos crimes no Pará.
Ele afirmou ter participado da visita aos locais a pedido da ministra Izabella Teixeira. Para Vizentin, todas as providências foram tomadas no sentido de investigar os crimes na Amazônia. “É uma região erma, de difícil acesso, difícil comunicação. Então, para qualquer fugitivo, não falta lugar para se esconder. Mas a polícia esta mobilizada e, mais cedo ou mais tarde, vai identificar quem cometeu os crimes.”
Ibama – Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.
A fiscalização é um desdobramento da Operação Disparada (que combate o desmatamento na Amazônia) e ocorre em resposta aos crimes ambientais praticados na região, denunciados pelo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto em uma ‘tocaia’ na última terça (24) em uma estrada rural do município.
A Polícia Civil do Pará descartou qualquer relação entre a morte do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, morto na noite deste sábado (28) em Nova Ipixuna, e do casal de extrativistas. (Fonte: Mariana Oliveira/ G1)

MPF faz novo alerta para que Ibama não licencie Belo Monte enquanto condicionantes não forem cumpridas


O Ministério Público Federal (MPF) no Pará voltou a alertar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que não emita a licença de instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), até que o consórcio responsável pela obra cumpra as condicionantes para reduzir os impactos sociais e ambientais da construção. Os procuradores tomaram como base um relatório do próprio consórcio, Norte Energia S.A., para mostrar que as medidas preparatórias não estão sendo cumpridas, o que inviabiliza a emissão da licença pelo Ibama.
De acordo com o relatório, a maioria das obras previstas, como a construção de escolas, postos de saúde e infraestrutura de saneamento, ainda está na fase de elaboração dos projetos. Segundo o MPF, cerca de 100 mil trabalhadores deverão ser atraídos para a região pelas ofertas de trabalho na usina. Esse movimento migratório deve começar bem antes da conclusão da maioria das obras preparatórias, prevista para o fim deste ano ou, mais tardar, meados de 2012.
Na recomendação enviada à Comissão de Licenciamento Ambiental do Ibama, os procuradores da República Bruno Alexandre Gütschow, Felício Pontes Jr. e Ubiratan Cazetta afirmaram que o cenário é de “total certeza do não cumprimento das condicionantes”. Também fazem considerações sobre a insegurança jurídica em torno de Belo Monte, alvo de, pelo menos, dez ações na Justiça que questionam a viabilidade ambiental e social da obra.
Apesar do aviso feito pelo MPF, o Ibama não tem data para liberar a licença de instalação da usina. De acordo com o instituto, os técnicos ainda estão avaliando as condições para o licenciamento. A Norte Energia informou que não se manifestará sobre a posição do MPF. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

Estudo: mais colesterol bom não reduz risco de doença cardiovascular


Aumentar os níveis no sangue do chamado “colesterol bom” não reduz o risco de doenças cardiovasculares em pacientes que já tomam estatinas para reduzir o mau colesterol, indicou um estudo americano.
Cientistas do Instituto Nacional Americano do Coração, dos Pulmões e do Sangue (NHLBI), que acompanharam 3,4 mil casos de americanos e canadenses, anunciaram ter concluído um estudo antes do previsto, em 2012, segundo um comunicado.
Durante o estudo de 32 meses, a metade dos pacientes tomou doses extra de niacina, também conhecida como vitamina B3, para elevar os níveis de colesterol bom, além de estatina para reduzir os níveis de colesterol ruim e triglicerídeos.
A outra metade tomou um placebo no lugar da niacina e prosseguiu o tratamento com estatina.
Apesar de estar comprovado que reduzir os níveis de colesterol ruim com estatinas como Lipitor ou Zocor diminui os riscos de doenças cardiovasculares, os cientistas se surpreenderam ao descobrir que, quando os pacientes tomavam também altas doses de niacina, não havia redução de doenças cardiovasculares.
“Embora não comprovemos os benefícios clínicos esperados, respondemos a uma importante interrogação científica sobre o tratamento de doenças cardiovasculares”, disse Susan Shurin, diretora do NHLBI.
“Buscar novas e melhores formas de tratar os níveis de colesterol é vital na batalha contra as doenças cardiovasculares”, acrescentou.
Nos Estados Unidos morrem anualmente 800.000 pessoas com doenças cardiovasculares. (Fonte: Portal Terra)

Ressaca faz água do mar invadir ruas e destruir parte do calçadão da orla do Rio de Janeiro


Ondas de mais de 3 metros de altura destruíram, no domingo (29), parte do calçadão da orla de Niterói, na região metropolitana, e invadiram ruas de bairros localizados nas orlas da zona sul e zona oeste do Rio de Janeiro e de balneários da Região dos Lagos.
Pela manhã, as pistas que margeiam a Praia de Copacabana estavam cobertas de areia em alguns trechos. Um posto de gasolina e um quiosque foram invadidos pelas águas do mar. As ondas fortes também cobriram parte da ciclovia das praias da Barra da Tijuca e do Leblon.
Para o turista argentino Alfredo Zirmerman a ressaca foi um show à parte em sua visita à capital fluminense. “Belíssimo. Se soubesse pintar faria um quadro deste momento”, disse.
Quem não gostou muito da paisagem foi profissional de limpeza da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Josué da Silva, que se esforçava para retirar a areia do meio da rua. “Bonito é, mas atrapalha muito a vida de quem mora na cidade e da gente que limpa”.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo frio deve permanecer no Rio de Janeiro durante a semana, com previsão de chuvas e temperatura mínima de 12 graus Celsius (ºC) e máxima de 22 graus ºC. (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)

União Europeia debate proibição de sacolas plásticas


Quando o assunto é uso de sacolas plásticas, o comissário europeu para o Meio Ambiente, Janez Potocnik, é taxativo: “Nós avaliaremos todas as possibilidades, inclusive a proibição na União Europeia”, garante.
A maioria das cerca de 500 sacolinhas consumidas anualmente por cada cidadão do bloco europeu é usada uma única vez – um prejuízo incalculável para a natureza.
Tanto o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha quanto o Ministério alemão do Meio Ambiente mostram-se, todavia, um pouco céticos quanto à possibilidade de uma proibição geral de sacolas plásticas na União Europeia (UE), pois os países-membros possuem características muito heterogêneas. Em cada um deles, o uso das sacolinhas acontece de maneira distinta.
Na Alemanha, por exemplo, calcula-se que sejam gastas cerca de 65 sacolinhas por pessoa por ano – número bem abaixo da média da União Europeia. O sistema de reciclagem alemão também é considerado bastante eficiente. Embalagens plásticas, como sacolas, são jogadas em latas de lixo especiais. Dali elas são transformadas em outros sacos ou produtos plásticos.
Taxas sobre sacos – A intenção, no entanto, é melhorar ainda mais este índice. Heribert Wefers, assessor técnico da Liga do Meio Ambiente e Proteção à Natureza na Alemanha (Bund), vê diferentes caminhos, que não passam necessariamente pela proibição.
“Talvez outras coisas influenciem mais a consciência do consumidor. Precisamos sair dessa cultura de jogar fora. É possível introduzir taxas sobre as sacolas sob forma de impostos”, sugere. Importante é que as taxações incidam sobre sacolas de uso único e sobre as biodegradáveis e as de papel, que também possuem materiais nocivos ao meio ambiente.
A proibição de sacolinhas de plástico está longe de ser uma unanimidade entre os alemães. Parte da população acha que estes sacos são bastante práticos e justifica que eles custam muito pouco ou quase nada, além de poderem ser usados na chuva. Outra parte, no entanto, já adotou bolsas ou cestas.
Medidas diversificadas – O uso das sacolas plásticas é pauta em diversos países. Segundo levantamento da Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, 25% dos países em todo o mundo são contra o uso das polêmicas sacolinhas. Mas cada um lida com o tema de maneira diferente.
Austrália, Índia e alguns países africanos proibiram seu uso. Já alguns estados dos EUA, Bélgica e Irlanda sobretaxaram as sacolas, tornando-as muito caras para o consumidor. Segundo Wefers, a maioria obteve sucesso com a medida. Para se ter uma ideia, entre os irlandeses constatou-se que a imposição reduziu o volume de sacos em 90%.
Na China, por exemplo, elas não podem mais ser oferecidas gratuitamente. “Com a medida, o número de sacolas de plástico que vão parar no meio ambiente foi reduzido em dois terços”, afirma Wefers.
No Brasil e na Itália – No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a adotar uma lei que proíbe a venda e a distribuição de sacos plásticos. A medida passou a valer em abril deste ano e a expectativa é de que 450 mil sacolas deixem de ser consumidas por dia na capital mineira. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro também contam com legislação semelhante, mas ainda estão no período de adaptação.
Há pouco tempo, a Itália editou uma proibição do uso de sacolas de plástico convencional nas compras. Em seu lugar foram introduzidos sacos biodegradáveis. Porém, tanto a Bund quanto o Departamento Federal acreditam que os biodegradáveis são uma fraude. Apesar de o termo soar como algo positivo, na verdade não é bem assim. Segundo Wefers, muitas usinas de compostagem não conseguem, por exemplo, identificar se trata-se de um composto biodegradável ou de plástico convencional. Além de conter material nocivo ao meio ambiente, esse material não se degrada tão facilmente como se espera.
Para o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, o foco deve estar em opções que considerem sacos que possam ser usados mais vezes. O vice-porta-voz do órgão, Stephan Gabriel Haufe, defende duas alternativas para o plástico: “As sacolas de algodão ou de juta [fibra vegetal] podem ser usadas mais vezes e são feitas de materiais biológicos. O que não acontece com a sacola de papel, que leva muita substância química em sua composição para que o material fique mais firme. E isso a torna bastante cara”, explica.
Problemas ambientais – Em terra, as sacolas plásticas são um grande problema. Depois de usadas, elas são simplesmente jogadas fora e depois, distribuídas pelo vento. Frequentemente aparecem espalhadas pelas praias, parques e também no meio das cidades.
O problema no mar, no entanto, é mais grave. Além do grande tapete de lixo formado por plástico descartado, também há uma grande quantidade de pequenas partículas plásticas. Segundo o comissário europeu, atualmente cerca de 250 bilhões de partículas plásticas boiam atualmente apenas sobre o Mediterrâneo. A decomposição desses pedacinhos pode durar até cem anos.
“Estas pequenas partículas de plástico nos preocupam especialmente porque nestes trechos do oceano a concentração deste material acaba sendo maior do que a de plânctons. Os peixes comem estas partículas e ficam com o estômago mais cheio de plástico do que de plâncton. E aí está o perigo de morrerem de inanição com o estômago cheio”, explica Wefers.
A situação também é complicada para pássaros marinhos. Alguns correm o risco de se enroscarem no material e, com isso, ficarem sufocados. Outros acabam ingerindo as partículas automaticamente ao comerem os peixes que já têm plástico em seu organismo.
Além da poluição na terra e no mar, sacolas plásticas têm outra grande desvantagem. “Elas são produzidas a partir de petróleo, uma matéria-prima que daqui a um tempo pode não mais existir. Quanto menos usarmos as sacolas, mais vamos ajudar a poupar este recurso”, explica Haufe. (Fonte: Folha.com)

Estrela com três milhões de vezes o brilho do Sol é encontrada


Uma estrela com 3 milhões de vezes o brilho do Sol foi encontrada pelo Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, em inglês), um equipamento do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A imagem do astro foi divulgada nesta quarta-feira (25).
Os astrônomos estimam que a estrela – chamada VFTS 682 – teria 150 vezes a massa do Sol e uma temperatura de 50 mil graus Celsius. Segundo os especialistas do ESO, o astro chama a atenção por se encontrar relativamente “isolado” no céu. Normalmente, estrelas com essas características são achadas em aglomerados estelares.
A estrela fica dentro de uma galáxia satélite à Via Lactea chamada Grande Nuvem de Magalhães. Ela é visível a olho nu nos países do hemisfério sul como uma pequena mancha no céu, próxima à Pequena Nuvem de Magalhães, outro conjunto de estrelas a rodar em torno da nossa galáxia.
O VLT está localizado no Chile, em uma das regiões com as melhores condições para observação em todo o planeta. (Fonte: G1)

Células a combustível a biodiesel chegam ao mercado


Um grupo de engenheiros de universidades e empresas da Noruega começou a testar uma tecnologia mista para a alimentação de carros elétricos e geração independente de energia elétrica.
Enquanto as quase perfeitas células a combustível a hidrogênio não chegam, os pesquisadores estão unindo uma célula a combustível “mais tolerante” com o biodiesel.
Reformador inteligente – A união das duas tecnologias mostrou-se altamente viável depois que os cientistas compararam o rendimento de uma célula a combustível – sua capacidade de geração de eletricidade – alimentada tanto por hidrogênio puro quanto pelo hidrogênio gerado por uma nova unidade de reforma do biodiesel que eles construíram.
O protótipo, capaz de gerar 200 watts, mostrou apenas um ligeiro decréscimo na produção de energia quando foi utilizado o “reformador inteligente” de biodiesel.
Isto torna a unidade mais ambientalmente correta do que as células a combustível atuais que usam hidrogênio puro, uma vez que este gás é hoje gerado a partir do gás natural, um primo do petróleo, enquanto o biodiesel é considerado um combustível renovável.
Se necessário, a unidade também funciona com diesel comum.
Segundo os engenheiros, assim, como a célula a combustível, o reformador não emite fumaça e nem odor, o que o torna um parceiro ideal para a célula a combustível, que só emite água como subproduto da geração de eletricidade.
Segundo eles, usar o diesel para gerar eletricidade, e depois usar a eletricidade para mover motores elétricos que impulsionem os veículos, elimina toda a emissão de particulados do diesel, o que inclui, além da mal-cheirosa fumaça preta, os óxidos nitrosos (NOx) e o monóxido de carbono.
Gerador elétrico silencioso – O próximo passo é tentar colocar o “gerador elétrico silencioso” no mercado, o que está sendo tentado pelo programa Renergi, do governo da Noruega, por meio da empresa Nordic Power Systems.
A célula a combustível será fabricada pela empresa norte-americana SAFCell, em uma parceria com o Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Os primeiros modelos, que deverão ser produzidos no início de 2012, serão voltados a aplicações estacionárias, como geradores de eletricidade para centros de computação. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)