quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ano de 2010 foi o 2º mais quente desde o século XIX

O ano de 2010 foi o segundo mais quente desde o final do século XIX, segundo indica um relatório da Agência Atmosférica e Oceanográfica americana (NOAA), o que confirma o aquecimento do planeta. A temperatura média da Terra foi, em 2010, cerca de 0,62 grau mais quente do que a média do século XX. O ano 2010 se situou, assim, atrás de 2005, considerado o ano mais quente desde que as temperaturas começaram a ser registradas em 1880.

Vários fenômenos meteorológicos sazonais muito conhecidos, como El Niño, uma corrente quente, tiveram uma influência considerável sobre o clima durante todo o ano, segundo os autores do estudo. Este informe anual, realizado em coordenação com a Sociedade Americana de Meteorologia (AMS), é uma recompilação de observações e medidas feitas por 368 cientistas em 45 países. (Fonte: G1)

Ranking de risco indica países mais expostos a catástrofes naturais

Pequenas, idílicas e desprotegidas: Vanatu e Tonga, ilhas localizadas no Pacífico, são também os dois países mais expostos ao risco de acidentes naturais trazido pelas mudanças do clima. O dado consta no novo Relatório de Risco Mundial, um índice criado pelo Instituto de Meio Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas, apresentando em Bonn na quarta-feira (15).

O estudo analisou 173 países e considerou aspectos ambientais e humanos, como exposição a catástrofes naturais provocadas pelo clima e vulnerabilidade social. O índice também avaliou fatores econômicos, assim como aspectos governamentais, todos considerados decisivos para evitar que um evento natural, como terremoto ou enchente, se transforme numa catástrofe.

Segundo o ranking, as Filipinas são o terceiro país com risco mais elevado. Já a ilha de Malta e o Catar aparecem como locais menos expostos ao perigo. Numa escala de cinco níveis que vai de risco “muito elevado” (grau 5) a “muito baixo” (grau 1), a situação no Brasil é tida como de pouco perigo – grau 4. Já os demais países da América Latina foram classificados como nações que oferecem risco “muito elevado” ou “elevado”.

O ranking do Relatório de Risco Mundial foi feito com base numa combinação de diferentes itens avaliados. Primeiramente, considera-se o quão expostos estão os países a uma ameaça natural: terremotos, tornados, inundações, seca e elevação do nível do mar. No quesito vulnerabilidade, entram aspectos como infraestrutura oferecida pelo país, situação das moradias, alimentação, parcela de pobreza da população e ganho salarial.

A estrutura governamental, assim como o serviço médico, a organização social e o sistema de alerta contra catástrofes são itens considerados como capacidade de responder a um evento natural. Por último, a capacidade de adaptação leva em conta a dedicação à pesquisa, o nível de formação escolar dos países, proteção climática, estratégias e investimentos.

“Eventos naturais extremos não precisam se tornar, necessariamente, uma catástrofe. O risco não depende apenas da ameaça natural, mas os fatores sociais e econômicos são determinantes”, comenta Peter Mucke, diretor da associação Entwickung Hilft (Desenvolvimento Ajuda), organização que trabalhou na pesquisa.
Dois acontecimentos recentes ilustram bem a avaliação feita no relatório. O Japão, por exemplo, é um país bastante exposto a riscos de acidentes naturais numa comparação global – até mais que o Haiti. Abalado por um dos terremotos mais violentos da história, o país registrou 28 mil mortos, enquanto que, na ilha caribenha, o número de vítimas fatais chegou a 220 mil.

“Essa diferença na dimensão dos efeitos catastróficos de tais eventos naturais revelam os diferentes tipos de vulnerabilidade dos países, que é um importante item considerado no índice”, diz o relatório. No ranking, o risco no Haiti é considerado “muito elevado” e no Japão “alto”. Posicionado como o 25º país mais expostos a riscos, o Chile sofreu com o abalo sísmico de fevereiro de 2010. Apesar da magnitude de 8,8 graus na escala Richter, o terremoto tirou a vida de 562 cidadãos. Segundo o Relatório, nesse caso, a administração federal teve um papel importante na reação rápida ao evento natural devido à eficiência do setor público e à política anticorrupção do governo, considerada boa.

Os autores do estudo afirmam que, desde os anos de 1960, as instituições governamentais chilenas se preocupam em melhorar o setor da construção civil. “As estruturas dos prédios mais estáveis, pelo menos nas novas construções, devem ter sido um motivo importante para que o número de mortos fosse pequeno”, conclui o texto. As tecnologias inovadoras contra catástrofes e a aplicação regular de treinamentos também são pontos ressaltados. (Fonte: Folha.com)

Dengue causa a morte de seis pessoas no Rio em apenas uma semana

O número de casos de dengue está caindo no estado do Rio, mas não o de mortes. Ao contrário, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados nesta quarta-feira (29), foram registrados este ano 142.147 casos suspeitos da doença, com 107 mortos, seis a mais do que no boletim divulgado na semana passada.

O pico da incidência de dengue no estado foi atingido em abril, com 50,8 mil notificações, número que caiu para 31,8 mil em maio e para apenas 3,9 mil até 25 de junho. A cidade do Rio de Janeiro lidera o índice de letalidade, com 36 mortos, seguida por São Gonçalo (nove), Duque de Caxias (nove) e Nova Iguaçu (oito), todas na região metropolitana da capital

A situação dos municípios de Iguaba Grande, Angra dos Reis, Volta Redonda, Campos dos Goytacazes, Armação de Búzios, Saquarema, Itatiaia, Pinheiral, Resende e Valença ainda é considerada epidemia, por causa do alto número de casos da dengue. (Fonte: Vladimir Platonow/ Agência Brasil)

Reflorestar não resolverá problema do aquecimento, diz estudo

Apesar de que as florestas são importantes sumidouros de carbono, os projetos de reflorestamento só terão um impacto limitado no aquecimento global, destacou um estudo publicado este domingo (19) na revista científica Nature Geoscience. Vivek Arora, da Universidade de Victoria, no Canadá, e Alvaro Montenegro, da Universidade de St. Francis Xavier, também no Canadá, desenvolveram cinco modelos de reflorestamento durante 50 anos, de 2011 a 2060. Os cientistas examinaram seus efeitos no solo, na água e no ar se a temperatura da superfície terrestre aumentasse 3º C em 2100 com relação aos níveis pré-industriais de 1850.

O resultado demonstra que, mesmo se todas as terras cultivadas do mundo forem reflorestadas, isto só bastaria para reduzir o aquecimento global em 0,45º C no período 2081-2100. Isto se explica em particular porque precisa-se de décadas para que os bosques sejam suficientemente velhos para captar o CO2 que fica estancado durante séculos na atmosfera.

Um reflorestamento de 50% das terras cultivadas só limitaria a elevação da temperatura em 0,25º C. Evidentemente, nenhuma destas projeções é realista, uma vez que as terras cultivadas são essenciais para alimentar a população do planeta, onde em 2050 viverão 9 bilhões de pessoas. Segundo os outros três modelos, reflorestar as regiões tropicais é três vezes mais eficaz para “evitar o aquecimento” do que fazê-lo em latitudes mais elevadas ou em regiões temperadas. Os bosques são mais escuros do que as terras cultivadas e, portanto, absorvem mais calor. Plantar florestas em um solo coberto de neve ou de cerais de cor clara diminui o denominado “efeito albedo”, que é a quantidade de luz solar refletida do solo para o espaço.
“O reflorestamento em si não é um problema, é positivo, mas nossas conclusões indicam que não é uma ferramenta para controlar a temperatura se gases de efeito estufa continuarem a ser emitidos como se faz atualmente”, disse Montenegro.

“O reflorestamento não pode substituir a redução de emissões de gases de efeito estufa”, concluiu o estudo. O desmatamento, sobretudo nas selvas tropicais, é causador de 10% a 20% das emissões de gases de efeito estufa do planeta. (Fonte: Portal Terra)

Eclipse parcial do Sol será na sexta, mas não será visível

O terceiro eclipse do Sol deste ano – será parcial – acontecerá na sexta-feira (1º). A má notícia para os observadores é que ele só será visível em uma porção do planeta onde praticamente ninguém vive: no oceano Antártico.

Em 25 de novembro, haverá outro eclipse parcial solar. Já um eclipse total da Lua está previsto para 10 de dezembro, que deve durar cerca de 50 minutos e será visível na América do Sul. (Fonte: Folha.com)

Acordo entre Brasil e China prevê criação e produção de vacinas

O acordo firmado entre uma empresa brasileira com a China e o Canadá nesta terça-feira (28) tem o objetivo de criar e produzir vacinas contra a tuberculose e para aumentar a sobrevida de pacientes com câncer. O pacto foi feito durante uma convenção de biotecnologia realizada nesta semana na capital norte-americana. Durante entrevista ao G1, Fernando Kreutz, presidente da empresa responsável pelo intercâmbio da tecnologia, afirmou que o acordo vai permitir a exportação de tecnologia para o Canadá (vacina terapêutica contra câncer de próstata) e permitir o desenvolvimento e futura fabricação de imunizações com a China (tuberculose).

Ambas as vacinas não estão prontas e passam por estudos científicos para comprovação da eficiência, prática comum para a aprovação de medicamentos e vacinas por parte dos órgãos fiscalizadores governamentais.

Intercâmbio tecnológico – A imunização padrão para tuberculose no Brasil é a vacina BCG, disponível na rede pública e produzida em solo nacional. A nova vacina a ser desenvolvida pela parceria sino-brasileira servirá, a princípio, como um complemento da BCG. “Por enquanto, nós temos estudos pré-clínicos”, lembra Kreutz. “Mas o objetivo não é substituir a vacina atual, mas aumentar o raio de ação dela combinando outro tipo de biofármaco.”

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a BCG é produzida com versões “atenuadas” dos bacilos responsáveis pela tuberculose. Ela pode ser administrada em pacientes soropositivos, mas não é recomendada a pessoas que já tenham desenvolvido a infecção causada pelo vírus da Aids. Já as vacinas para combate ao câncer são mais recentes. A primeira delas, para tratar câncer de próstata, foi aprovada pelo FDA – órgão do governo norte-americano responsável por controlar alimentos e remédios no país – apenas em 2010. Para Kreutz, após a desconfiança inicial, o objetivo agora é produzir uma versão mais competitiva da vacina.

“Está completamente comprovada a eficiência de outras versões da vacina. Ela pode aumentar a sobrevida dos pacientes, amenizar os sintomas”, explica.

Os estudos clínicos de fase 2 foram feitos em 146 pessoas. Segundo Kreutz, 37% dos participantes apresentou queda em um marcador para a evolução de um câncer chamado antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês). O teste de PSA permite saber se um câncer de próstata está crescendo ou estável.
A vacina é produzida a partir do material colhido no próprio corpo do paciente. Após o “cultivo” das células cancerígenas em laboratório, o material é administrado na pessoa com a doença. No final, o sistema de defesa passa a reconhecer a ameaça e passa atacar as células que antes não eram detectadas como nocivas ao organismo. (Fonte: G1)

Gripe suína já matou seis no Rio Grande do Sul este ano

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou mais seis casos de influenza A (H1N1) – gripe suína. O estado já contabiliza 26 casos confirmados da doença e seis mortes em 2011.

Dos novos casos, dois foram registrados na capital Porto Alegre. De acordo com a secretaria, as confirmações mostram aumento da circulação do vírus Influenza H1N1, mas a situação está sob controle. O órgão compara os dados atuais com os de dois anos atrás, quando houve a epidemia global da doença.

De janeiro a junho de 2009, o número de confirmações no estado foi 273, contra 26 no mesmo período deste ano. Segundo a secretaria, 101 casos estão sendo investigados e 284 foram descartados em 2011. (Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil)

Descobertos os segundos Homo sapiens mais antigos da Europa

Restos humanos de 32 mil anos de antiguidade foram descobertos na península da Criméia, ao sul da Ucrânia, que comprovam a presença dos segundos Homo sapiens mais antigos da Europa, os primeiros foram encontrados em uma jazida na Romênia.

O Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS), que participou da expedição, explicou em comunicado nesta terça-feira (28) que são ao menos cinco indivíduos: uma criança, dois adolescentes e dois adultos, que foram achados junto a ferramentas talhadas de pedra e ossos, joias em forma de pérola de marfim de mamute e conchas perfuradas. Os pesquisadores destacaram que os esqueletos na Criméia tinham a cabeça separada do corpo, o que atribuíram a um provável ritual funerário, afastando a ideia de canibalismo.

Na jazida ucraniana, situada em uma região montanhosa e explorada em diversas ocasiões, foram encontrados agora 162 fragmentos ósseos humanos, assim como de antílopes, raposas e lebres, em uma camada rochosa correspondente ao paleolítico superior. O CNRS destacou que a descoberta abre as portas para estudos mais pluridisciplinares na área. (Fonte: Portal iG)

‘Invasão de tartarugas’ atrasa voos no aeroporto JFK em Nova York/EUA

A ‘invasão’ de tartarugas em uma das pistas de aterrissagem do aeroporto internacional John F. Keneddy de Nova York causou nesta quarta-feira (29) atrasos em mais de dez voos, segundo as autoridades do aeroporto. Cerca de 150 tartarugas precisaram ser retiradas do local.

A JetBlue Airways foi a primeira a alertar sobre a situação através da sua conta no Twitter. As “invasões” de tartarugas são um fenômeno que ocorre todos os verões entre fim do mês de junho e início de julho, coincidindo com a temporada na qual elas deixam as águas da baía da Jamaica, em Long Island, na busca de um lugar para desovar.

Nesta quarta, elas obrigaram o aeroporto a fechar a pista de aterrissagem 4L desde as 9h30 do horário de Brasília, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA, da sigla em inglês). “Tivemos alguns atrasos nesta manhã no aeroporto de Nova York, mas nada significativo”, confirmou uma porta-voz da FAA ao “The New York Post”. Segundo dados da FAA, nesta época do ano não é estranho que se registrem casos de aviões que atropelam acidentalmente tartarugas nas pistas de aterrissagem, embora não há registros que isso tenha danificado algum aparelho.

No entanto, em janeiro de 2009 um grupo de gansos cruzou a rota de um avião que decolava do aeroporto da LaGuardia, o que destruiu seus dois motores e obrigou o piloto a realizar uma aterrissagem de emergência sobre o rio Hudson, salvando os 155 passageiros. (Fonte: G1)

Petrobras anuncia mais importante descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

Um consórcio formado pela Petrobras e duas empresas estrangeiras anunciou nesta terça-feira (28) que fez a mais importante descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

O óleo está a 190 quilômetros da costa, a uma profundidade de 6,851 mil metros. De acordo com o consórcio, o petróleo encontrado é de boa qualidade, mas os testes ainda não indicaram o volume da descoberta. (Fonte: G1)