quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ministra vai sugerir veto caso não haja mudança no Código Florestal

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta terça-feira (21) que vai sugerir à presidente Dilma Rousseff que vete alguns artigos do Código Florestal caso a lei seja aprovada com o texto atual.
“Se for aprovado o mesmo texto do senador Aldo Rebelo, eu vou recomendar o veto de vários artigos”, afirmou Izabella, que participou da abertura do 12º Congresso de Agribusiness, realizado na Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro.

O Código Florestal foi aprovado na Câmara no fim de maio com alguns pontos polêmicos, como anistia a multas concedidas até 2008 para quem desmatou, caso o produtor participe de programa ambiental, e a emenda 164, que estende aos estados o poder de decidir sobre atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs). O governo foi contra alguns itens do texto-base aprovado e promete batalhar por alterações no Senado, onde o projeto já está em discussão. Caso haja mudança em relação ao texto aprovado na Câmara, os deputados voltam a analisar o texto do novo Código Florestal. Depois, o código vai à sanção da presidente, que tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente.

“Eu não concordo com a ocupação de áreas de preservação permanente (APPs) com anistia a desmatadores e com qualquer artigo que evite a recomposição de áreas degradadas”, enfatizou a ministra. “Nós somos absolutamente contrários a qualquer texto que sinalize com a perspectiva de novos desmatamentos ilegais”, afirmou a ministra. “O Brasil tem 44 milhões de hectares de áreas degradadas. A agricultura e o meio ambiente brasileiros não precisam disso”, frisou. Izabella Teixeira deixou clara a necessidade de o Brasil continuar crescendo na produção agropecuária, mas de forma sustentável e preservando o meio ambiente.
“O Brasil não precisa experimentar práticas que são retrocessos nas políticas de meio ambiente e de agricultura”, observou a ministra. “Temos que contribuir para expandir as fronteiras agrícolas no Brasil, e dar sustentabilidade ao agronegócio e à agricultura familiar, com toda a segurança jurídica”, complementou.

Produtores rurais ‘confiantes, mas preocupados’ – Na abertura do congresso, o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antônio Mello Alvarenga, disse que os produtores rurais estão “confiantes, mas preocupados”, em uma referência ao Código Florestal. “Não podemos permitir que impeçam o nosso progresso por conta de argumentos pseudo-preservacionistas”, afirmou. “Existem, ainda, os alarmistas de plantão, que fazem previsões catastróficas”, complementou. Alvarenga acredita que o Código florestal vai sofrer muitas alterações no Senado, e que boa parte das políticas da ministra Izabella Teixeira vão ser incorporadas. “Os ruralistas demonstraram uma força muito grande na aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados”, ressaltou ele. “Mas a ministra Izabella tem muito bom senso, e a tendência é seguir o que ela pretende. O principal é o texto ser aprovado, pois o setor agrícola precisa ter segurança para os investimentos, e não pode viver de decretos que são renovados de tempos em tempos”, complementou.

Ministra fala em ‘vilania’ de ruralistas e ecologistas – A ministra contemporizou a o embate, afirmando que, “equivocadamente, existe uma linha de debate que cria uma vilania em quem produz alimentos e em quem defende o meio ambiente”. Segundo Izabella Teixeira, é “inaceitável a politização pobre” da agenda ambiental. “Não cabe no desenvolvimento do país, nem no desenvolvimento do agronegócio”, afirmou.
“Temos que repensar o patamar da agricultura brasileira, uma agricultura de baixa emissão de carbono. No futuro, o Brasil vai desempenhar um papel estratégico na produção de alimentos e de bens ambientais”, finalizou a ministra. (Fonte: Bernardo Tabak/ G1)

Apenas 3,4% dos municípios vulneráveis a deslizamentos têm estudo geológico sobre riscos

Levantamento do governo federal verificou que há no país 735 municípios com pelo menos cinco áreas de riscos de deslizamento cada um. Desses, apenas 25 dispõem de cartas geotécnicas de morros e encostas, úteis para a previsão de deslizamento de terras, comuns em época de chuva, como ocorreu em janeiro na região serrana do Rio de Janeiro. 

O número de municípios com o estudo disponível equivale a 3,4% do universo de cidades brasileiras com mais de cinco áreas vulneráveis em Alagoas, na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, em Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo, além do Rio. A informação foi dada nesta terça-feira (21) à Comissão sobre Catástrofes da Câmara dos Deputados pela geóloga Noris Costa Diniz. Ela fará parte do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, a ser criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). A comissão da Câmara é responsável por propor o projeto de lei do Código Nacional de Proteção Civil.

De acordo com Noris Diniz, além da falta de dados geológicos sobre os pontos de risco, não há equipamentos instalados nessas áreas para medir aumento do volume de água no solo (o aparelho chamado piezômetro) e o país não dispõe de um modelo matemático para calcular a possibilidade de desastre em cada tipo de solo.

Assim como ocorre com a previsão do tempo, é possível estimar a possibilidade de deslizamento se for criada uma fórmula complexa de cálculo que considere o provável volume de águas das chuvas, as condições topográficas do terreno e as características do solo. Por causa da diversidade do relevo, o Brasil precisa de pelo menos seis modelos matemáticos originais. Por causa das especificidades do solo, as fórmulas não podem ser copiados de países como o Japão, o Chile, a Itália e a Noruega, que já calculam riscos de acidentes naturais.

A geóloga avalia que a falta de tecnologia para prevenção de desastres e a o desconhecimento sobre a situação das áreas de risco têm a ver com a “grande tolerância da sociedade ao risco”. Em sua opinião, o deslizamento que ocorreu na região serrana do Rio – após a enxurrada que provocou a morte e o desaparecimento de mais de mil pessoas – foi o “limiar da tolerância”. Depois do megadesastre, o governo federal decidiu criar o Sistema de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

Para ela, o sistema funcionará de fato somente se as pessoas que moram em áreas de risco souberem “o que têm que fazer quando vier a tromba d’água. O grande desafio é comunicar”. As comunidades, enfatizou, precisam se mobilizar e as famílias devem se organizar conforme suas necessidades, como, por exemplo, saber as rotas de fuga e como conduzir idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção.

O deputado Glauber Braga (PSB-RJ), relator do projeto do Código de Proteção Civil, avalia que a sociedade tem que incorporar a “cultura da prevenção” e garantir investimentos para o sistema de alerta. “Os investimentos não estão claramente delimitados”, disse ele, ao salientar que mais de uma pasta, como o MCT e Ministério da Integração, dispõem de recursos para fazer o sistema de alerta funcionar. Segundo o parlamentar, a próxima Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em elaboração para orientar o orçamento de 2012, terá um artigo que proibirá o Poder Executivo fazer contingenciamento de verbas para ações de prevenção a desastres. (Fonte: Gilberto Costa/ Agência Brasil)

A partir de 2012, sacolinhas plásticas estarão banidas de SP

O cenário urbano deve mudar a partir de janeiro de 2012, quando os supermercados e outros estabelecimentos de São Paulo estarão proibidos de distribuir gratuitamente sacolas plásticas. Sai esse tipo de embalagem, introduzida no Brasil nos anos 1970, entram os carrinhos de feira, o desfile de coloridas sacolas de lona e produtos em grandes caixas de papelão, que poderão significar um desembolso extra para os clientes.


Uma lei municipal, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab em maio deste ano, pretende acabar com o impacto das embalagens feitas de derivados de petróleo, que levam 200 a 400 anos para se decompor e podem entupir bueiros. “Proibir apenas não resolve, é preciso haver ações combinadas, envolvendo educação ambiental, comunicação, ampliação da coleta seletiva, por exemplo” diz Adriana Charux, pesquisadora do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).


Também um acordo firmado entre o governo do Estado de SP e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) determina que até o final do ano não se distribuam mais sacolas plásticas gratuitamente nos supermercados. Ficou estabelecido que as lojas deverão oferecer ao cliente a opção de comprar sacolas de plástico à base de amido, bem menos poluentes por levarem seis meses para se degradar. Essa sacola custa R$ 0,19 ao consumidor.


Despesa - Mas a despesa extra pode não terminar por aí. Ter de usar o saco de lixo no lugar da sacola de supermercado também é um gasto. O consolo é que o saco de lixo é menos nocivo que a sacolinha. “O impacto ambiental dos sacos de lixo [pretos ou azuis grossos] é menor, porque já são parcialmente produzidos com material reciclável, diz Gerardo Kuntschik, professor do curso de gestão ambiental da USP.

Segundo Kuntschik, as sacolas não são produzidas com componentes recicláveis, já que vão embalar alimentos e poderiam liberar alguma substância tóxica. Para o professor, pagar pelas sacolas também ajuda a conter o consumo e, em alguns países, fez a reciclagem aumentar. Além disso, os sacos de lixo são projetados para não vazar, enquanto as sacolinhas podem furar – elevando o desperdício.

Caixa de graça – Em maio deste ano, o Grupo Pão de Açúcar eliminou as sacolinhas plásticas à base de petróleo de duas de suas lojas de São Paulo: a de Indaiatuba (90 km da capital) e a do bairro de Vila Clementino (zona sul). Serão oferecidas em toda a rede opções já existentes nas duas unidades como caixas de papelão (gratuitas), oito modelos de ecobags (a partir de R$ 2,99), caixas plásticas dobráveis (R$ 29,90) e carrinhos de feira dobráveis (de até R$ 59,90). (Fonte: Maria Emília Kubrusly/ Folha.com)

Governo decide formar força-tarefa para conter assassinatos na Amazônia

O governo vai mobilizar as polícias Federal e Rodoviária, a Força Nacional e as Forças Armadas para conter a violência que atinge lideranças extrativistas na Região Norte, especialmente no Pará. Nesta quinta-feira (2), a presidenta Dilma Rousseff reuniu seus auxiliares, no Palácio do Planalto, quando decidiu mandar para região uma força-tarefa.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que participou da reunião, disse que as ações começarão na próxima semana e terá uma articulação com os governos locais, com o Poder Judiciário e o Ministério Público. O objetivo, de acordo com o ministro, é dar “punição exemplar” aos autores dos homicídios.

“Vamos lançar em comum acordo, o governo federal e os governos dos estados, a Operação da Defesa da Vida, que envolve dois tipos de ações. O primeiro é uma ação policial propriamente dita, que vai envolver a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as Forças Armadas, que entrarão, a partir de uma solicitação dos governadores, em uma ação importante e significativa, com o objetivo claro de permitir que não ocorram novos homicídios, mas também de fazer a apuração imediata daquilo que está verificado”, disse.

Cardozo afirmou ainda que conversou pessoalmente com o presidente do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], ministro Cezar Peluso, e do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], Roberto Gurgel, para articular a ação.

“Há uma solidariedade nesse momento não só do governo federal, do poder Executivo, mas também do CNJ como também do CNMP. Este é um momento diferente. Não se trata apenas de uma ação do governo federal, se trata de uma ação do governo com governos estaduais em conjunto com poder judiciário e com próprio Ministério Público”, disse.

Além de Dilma e de Cardozo, participaram da reunião os ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Também estiveram presentes dos governadores do Pará, Simão Jatene, do Amazonas, Omar Aziz, e de Rondônia, Confúcio Moura.

O ministro da Justiça informou que a reunião já havia sido convocada pela presidenta, mas a notícia de mais um assassinato nesta quinta-feira, em um assentamento em Eldorado de Carajás, no Pará, assustou o governo. “Tivemos uma avaliação comum da gravidade da situação que se caracteriza pela ocorrência de homicídios na região Norte do País e a necessidade de tomarmos medidas imediatas com ampla integração entre os governos estaduais e o governo federal”, disse.

No último dia 24 de maio, o casal de ativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foi morto a tiros em Nova Ipixuna, no Pará. Três dias depois foi assassinado o líder rural Adelino Ramos, em Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. Adelino integrava o Movimento Camponês Corumbiara e tinha denunciado a retirada ilegal de madeira na região. (Fonte: Luciana Lima/ Agência Brasil)

Cidades apostam nas bicicletas para diminuir o tráfego

Amsterdã, Paris e Buenos Aires. Três capitais com uma meta em comum: reduzir o tráfego de automóveis. Para isso, resolveram investir em políticas voltadas para as bicicletas como meio de transporte e não apenas como forma de lazer.

Amsterdã – A “cultura da bicicleta faz parte do nosso cotidiano”, afirma a supervisora de estratégias sustentáveis de Amsterdã, Eveline Jonkhoff. Essa frase justifica o grande desenvolvimento logístico feito em torno da bicicleta na cidade de Amsterdã, capital da Holanda. Atualmente existem 550 mil bicicletas na cidade e 90% das ruas têm uma separação nas vias dedicada a esse veículo, o que aqui conhecemos como ciclofaixa. A política municipal abrange a bicicleta desde a década de 1970 e por isso hoje “a gente tem congestionamento de bicicletas e não de carros”, conta Eveline.

Em uma cidade com tantas bicicletas, um problema enfrentado foi onde estacionar esses meios de transporte. A supervisora explica que a saída foi a construção de estacionamentos subterrâneos e alguns “pequenos prédios, de até três andares.” O sistema cicloviário possui conexão com os meios de transporte públicos e os semáforos apresentam uma contagem regressiva para que os ciclistas saibam exatamente quanto tempo ainda têm para cruzar uma rua.

Eveline explica que a maior preocupação na cidade é com a segurança dos ciclistas e por isso “é preciso separar pedestres, carros e bicicletas”, rebate quando questionada sobre a possibilidade de se colocar as bicicletas em vias compartilhadas com carros ou ônibus. Além disso, campanhas educacionais são feitas tendo como foco os motoristas e os ciclistas.

A campanha “ligue as luzes, torne-se visível” foi feita para conscientizar as pessoas que andam de bicicleta que por meio das luzes sinalizadoras elas serão vistas por automóveis. A supervisora conta que “estão sendo desenvolvidas rotas escolares” na cidade e para prevenir acidentes campanhas educacionais sobre o tráfego da cidade são feitas nas escolas.

Buenos Aires começa a usar a bicicleta – A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, tem 2,9 milhões de habitantes, 1,2 milhão de carros e iniciou há dois anos o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte. O importante é “frear a política de automóveis, tanto públicos como privados”, afirma Daniel Chain, ministro do Desenvolvimento Urbano da cidade. Atualmente existem 12 estações de bicicletas a rede de ciclovias de Buenos Aires tem 65 quilômetros, mas o ministro contou que até o fim do ano a expectativa é de que esse número aumente para 100 km. O projeto apresenta as ciclovias em ruas menos movimentadas e não em grandes avenidas, por questão de segurança.

Além disso, as ciclovias são separadas fisicamente dos carros. “Os automóveis a princípio repudiam a ideia de dividir o espaço com as bicicletas. Depois a população vai tendo consciência da importância de uma convivência pacífica e não da imposição do automóvel”, justifica Chain. O ministro ressaltou que um dos motivos mais importantes de 76% da população aprovar a iniciativa de ter a bicicleta como forma de transporte é o apoio do setor privado. “As empresas criaram vagas nos estacionamentos para os funcionários deixarem as bicicletas” e isso incentiva a população a deixar o carro em casa.

Em Paris ciclistas dividem espaço com ônibus – Durante dez anos de política para incentivar a melhoria do tráfego na cidade de Paris, capital França, mais de 700 quilômetros de pistas para bicicletas foram criados. A prefeita Anne Hidalgo contou que no início, as ciclovias eram segregadas dos veículos porque “não teria como a bicicleta tomar o poder” que foi dado aos carros durante décadas. Vinte mil bicicletas foram disponibilizadas para aluguel logo no início do projeto e a aceitação da população foi boa, segundo Anne. “Tinha gente que mal se equilibrava e usava a bicicleta”. Depois que as pessoas entenderam a importância desse meio de transporte, o sistema cicloviário pode ser ampliado.

A prefeita explicou que algumas faixas de ônibus da cidade foram ampliadas para que o compartilhamento com as bicicletas fosse possível. “Agora as faixas têm 4,20 metros de largura então o ciclista pode usá-la sem que haja problema de segurança.” (Fonte: Fernanda Simas/ Portal iG)

Tartarugas raras são encontradas em malas em aeroporto da Tailândia

Funcionários da alfândega do aeroporto de Bangkok, capital da Tailândia, apreenderam nesta quinta-feira (2) 451 tartarugas estreladas indianas, espécie considerada rara, dentro de quatro malas que haviam sido despachadas de Bangladesh.

Segundo as autoridades do país, as tartarugas valeriam aproximadamente US$ 33 mil. Os animais estavam embrulhados em peças de roupas furadas e só foram encontrados porque ninguém foi retirar a bagagem. O traficante de animais está sendo procurado pela polícia. (Fonte: Globo Natureza)

Brasil vai acompanhar experiências do Reino Unido em redução de resíduos sólidos durante Jogos Olímpicos

O Brasil irá acompanhar as ações e as experiências de redução do despejo de resíduos sólidos em aterros e lixões que serão feitas pelo Reino Unido durante os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. A intenção é fazer com que esse modelo também seja implantado no Brasil durante os eventos esportivos que serão realizados no país nos próximos anos.

“Vamos acompanhar esse processo em Londres, para tentar fazer igual no Brasil, ou melhor, na Copa e nas Olimpíadas”, explicou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo. Em novembro de 2009, os governos britânico e brasileiro assinaram um acordo pioneiro para compartilhar conhecimento e experiências sobre os Jogos Olímpicos que serão realizados em Londres.

O Reino Unido tem o objetivo de reduzir a zero o despejo de resíduos em aterros e lixões durante os jogos. Essa redução já começou desde a preparação do evento: 97,7% de restos de demolições foram reutilizados em outras obras e 30% de materiais recicláveis foram reutilizados na construção do Parque Olímpico.

Para a representante da Embaixada do Reino Unido, Ana Nassar, é muito importante um trabalho em conjunto nessa ocasião. “Estamos prontos para uma parceria e uma cooperação, a troca de experiência neste caso será fundamental para um bom trabalho”.

Segundo o secretário de Resíduos Sólidos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, aproximadamente 14% da população mundial produz cerca de 80% dos resíduos sólidos. “Se continuarmos assim, não teremos condições de sobreviver, a nossa sociedade gera um consumo de produtos exageradamente”, disse.

Os assuntos foram discutidos nesta quinta-feira (2) durante o seminário Experiências Internacionais em Planos de Produção e Consumo Sustentáveis, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é compartilhar experiências com representantes de países europeus que adotem ações de consumo sustentável e trazê-las para o Brasil. (Fonte: Agência Brasil)

SP vai licitar primeira termelétrica movida a lixo do Brasil

O Brasil deve ganhar em breve sua primeira usina termelétrica movida a partir da queima de lixo. A tecnologia, empregada em 35 países, chega ao país atrasada na tentativa de resolver graves problemas relacionados à destinação dos resíduos sólidos.

A inédita unidade deve ser instalada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A prefeitura vai apresentar nesta segunda-feira (6) o edital de licitação do projeto, orçado em cerca R$ 600 milhões, e que terá capacidade de processar até mil toneladas de resíduos para gerar constantes 30 MW – suficientes para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes. A legislação sobre o tema, que vigora desde 2010, proíbe o funcionamento de lixões nas zonas urbanas a partir de 2014 e obriga as cidades a criarem aterros sanitários.
Dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostram que o Brasil gera mais de 195 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 33 mil toneladas de resíduos vão para lixões.

Apesar da nova lei federal, as grandes regiões não têm espaço para aterrar de forma adequada as toneladas de lixo geradas diariamente. Para solucionar a questão, o debate para a implantação de térmicas a lixo foi iniciado e começa a ter seus primeiros desdobramentos. A tecnologia, já empregada há décadas na Europa, tem o objetivo de tratar e recuperar energia do lixo orgânico, separar o que for reciclável e queimar o que não pode ser reaproveitado, transformando em luz elétrica. “Isso resolve parte do problema do lixo e é possível afirmar com segurança de que não há danos à saúde ou ao meio ambiente”, afirmou Aruntho Savastano Neto, gerente da área de programas especiais da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).

Potencial – A discussão sobre este tipo de empreendimento no país ocorre paralelamente em vários municípios do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, estado mais avançados no debate. “Cidades com população próxima ou acima de 1 milhão de habitantes têm potencial para receber uma usina térmica”, disse Sérgio Guerreiro, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista no assunto. Segundo a Cetesb, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo, receberam licenças provisórias. Santo André discute com a população a instalação de um complexo e São José dos Campos, no interior paulista, abriu para consulta pública o pré-edital do projeto. Existem ainda estudos avançados para a instalação de uma usina no litoral.

Os complexos brasileiros funcionariam com técnicas mistas, ou seja, haveria geração de energia pelo lixo orgânico e pela queima de resíduos contaminados. A implementação seria por meio de uma parceria público-privada. O lixo orgânico, considerado úmido, passaria por um processo chamado ‘digestão anaeróbica’ (parecido com a compostagem), em que o gás metano liberado na decomposição seria transformado em energia. Para a outra parte, a incineração, seria o destino dos resíduos que não podem ser reciclados.

Polêmica – Entretanto, existe polêmica quanto à emissão de gases gerados a partir da queima dos resíduos. Nos complexos que poderão ser instalados no país haveria um grande aparato de filtros para impedir a liberação do metano (causador do efeito estufa), além de substâncias como as dioxinas, que podem ser cancerígenas.“Parece uma solução atraente, mas acaba transferindo o problema. Existe uma preocupação com a acomodação e diminuição na reciclagem, já que tudo pode ser queimado. Além disso, há o problema com as emissões. Temos que tomar cuidado com isso”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace.

Para Sérgio Guerreiro, as cidades têm buscado adquirir este tipo de tecnologia, entretanto estão focando em investimentos errados. “Eles querem colocar usinas que tratam o lixo orgânico para gerar energia. Isso não é viável, é um preço absurdo e nenhuma cidade tem dinheiro para pagar por isso”, disse.

Enquanto uma prefeitura, com a de São Bernardo do Campo, paga atualmente R$ 60 para tratar a tonelada de lixo em aterros, na Holanda, por exemplo, o processamento em uma usina térmica chega a custar 90 euros (R$ 207). “No edital vamos escolher a empresa que nos oferece o menor preço para processar o lixo. A nossa previsão é que a partir de janeiro de 2012 as obras sejam iniciadas”, afirmou Alfredo Buso, secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo.

Mas para o especialista em térmicas a lixo, há chances de estes projetos não vingarem por aqui. “Existem vários trabalhos sobre o tema no Brasil, mas acredito que esta tecnologia não será adotada. As prefeituras não estão dispostas a pagar mais caro. Elas querem continuar com os processos baratos de hoje. Enquanto o país pensar desta forma, ninguém vai fazer nada”, disse Guerreiro. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

Estudantes criam veículo que “anda” em 360º e até de ponta cabeça

Depois que um australiano anunciou uma moto voadora, estudantes da Universidade de Adele, na Austrália, apresentaram uma espécie de veículo que gira 360º. O nome Edward é uma sigla para uma expressão em inglês, que pode ser traduzida como veículo elétrico de duas rodas, com sistema ativo de rotação, que usa amortecedores.

O nome é grande, mas já descreve exatamente o que é a invenção. O Edward é controlado por um joystick, semelhante aos que controlam um vídeo-game. Amortecedores impedem que a cabine do piloto rotacione quando ele freia ou acelera. O veículo gira no próprio eixo e tem velocidade máxima de 40 km/h.

O motorista não pode ter estômago fraco porque o protótipo, em testes, aparece dando piruetas inesperadas e até andando com o condutor de ponta cabeça. A estrutura simples, porém, deixa o motorista muito exposto. Não há proteções ou carroceria. O modelo tem apenas um banco, entre as duas rodas paralelas, e uma plataforma para apoiar os pés. O joystick fica entre as pernas do condutor.

O Edward parece um brinquedo, mas o grupo de pesquisa insiste que ele é uma opção viável para o trânsito urbano. Segundo os criadores, as vantagens do veículo estão em ser pequeno, ocupando pouco espaço no trânsito, elétrico, não emitindo poluentes, e divertido de dirigir. (Fonte: Folha.com)