sábado, 9 de julho de 2011

Mais seco do mundo, deserto de Atacama já acumula 18 cm de neve

O deserto de Atacama, no norte do Chile – conhecido como uma das regiões mais secas do planeta -, enfrenta neste inverno a maior onda de frio e neve em quase 20 anos.

A neve em Atacama já atinge 18 centímetros, levando risco às pessoas que transitam de carro no deserto. Alguns motoristas perdem o controle e saem da pista, enquanto outros ficam presos na neve.
Um grupo de bolivianos teve de ser resgatado depois que seu veículo ficou preso.

Uma mulher diz que ficou desesperada, pois o local era muito isolado, e eles não tinham sequer comida no carro. ‘Estávamos desesperados, pois não tínhamos comida, nem nada’, disse uma integrante do grupo. ‘Este é um lugar muito isolado.’ As temperaturas na capital chilena, Santiago, já chegaram a -8°C neste inverno. A onda de frio extremo também atingiu a Argentina e o Uruguai. (Fonte: G1)

Museu expõe crânio de mais temido predador marinho da Terra

O crânio de um dos maiores seres marinhos já descobertos no planeta será mostrado pela primeira vez em uma exposição pública no Reino Unido.

O animal é um pliossauro, que há 200 milhões de anos seria o predador marinho mais temido da Terra.
Richard Edmonds, diretor de ciência do Condado de Dorset, onde o crânio será exibido, mostrou alguns dos detalhes da descoberta.

O olho do animal tinha o tamanho de um melão e um buraco enorme era totalmente preenchido pelos músculos da mandíbula, responsáveis pela mordida do pliossauro – a mais potente de todos os animais marinhos da era jurássica.

O fóssil do animal foi encontrado em Dorset em 2009, mas os cientistas demoraram 18 meses para conseguir retirá-lo das rochas que o envolviam. (Fonte: Folha.com)

Estudo confirma que reprodução com sexo melhora espécies

Pesquisadores da Universidade de Indiana (EUA) descobriram que minhocas que se reproduzem sexualmente levam vantagem sobre as demais, que se clonam a si mesmas, e se tornam mais resistentes a parasitas. O estudo, publicado na revista “Science”, indica que a reprodução sexual melhora a habilidade desses bichos, originalmente hermafroditas, de sobreviver a mudanças ambientais.
Em outras palavras, a fusão de dois códigos genéticos diferentes cria um outro que é mais resistente a ataques.

A descoberta também sugere que parasitas, incluindo bactérias e vírus, teriam desenvolvido a reprodução sexual pela mesma razão: melhorar seus descendentes. Cientistas dizem que o sexo é um mistério entre os animais porque não faz muito senso diante de uma perspectiva biológica, mas esta é primeira vez que um experimento prova, em condições de laboratório, que o sexo é útil.

Como parte da pesquisa, os pesquisadores criaram minhocas capazes de se reproduzirem somente através da autofertilização. Depois introduziram parasitas, e eles praticamente dizimaram todos seus hospedeiros.
O mesmo foi feito com um grupo de minhocas que se reproduziam somente pelo sexo e elas foram mais capazes de se adaptarem e de se tornarem melhor preparadas para escapar dos parasitas.

Do terceiro grupo, com minhocas que poderiam se reproduzir aleatoriamente – com e sem sexo -, surgiu um outro resultado mais revelador. Para se proteger dos parasitas, as minhocas adotaram as características do “macho” para garantir mais sexo entre elas e, assim, criar uma população mais resistente. (Fonte: Portal iG)

Protocolo vai avaliar sustentabilidade e impacto de usinas hidrelétricas

O convite é da Associação Internacional de Hidroeletrecidade (IHA), e a decisão de participar ou não do desafio é das próprias construtoras de usinas: demonstrar o quão sustentáveis são os projetos que levantam enormes barragens em rios para gerar uma energia renovável tida como limpa e responsável por 16% de toda a eletricidade produzida no mundo.

O chamado Protocolo de Avaliação de Sustentabilidade de Hidrelétricas avalia novos projetos em quatro áreas vitais: social, econômica, ambiental e técnica. Em parceria com organizações como Transparência Internacional, WWF, Oxfam e Nature Conservancy, a IHA espera despertar mais engajamento no setor privado, para que ele se comprometa em projetos que tenham o menor impacto possível. O histórico de Belo Monte resume em si as questões que acompanham a construção de uma usina hidrelétrica. A fonte de energia, tão importante para o abastecimento brasileiro, traz degradação ambiental, afeta populações tradicionais e provoca o deslocamento de povos indígenas.

Avaliação inédita – “O protocolo é uma ferramenta que ajuda a olhar para um projeto de usina e determinar, a partir dos 20 pontos em análise, o que está indo bem e que não está. É uma ferramenta muito importante para o debate entre investidores, sociedade civil e empreiteiras, para que fique claras as deficiências e qualidades dos projetos de hidrelétricas”, disse à Deustche Welle Donal O’Leary, da Transparência Internacional. Até o lançamento do protocolo, apenas instituições financeiras, como o Banco Mundial, exigiam que alguns padrões fossem observados em projetos de hidrelétricas, com a mera finalidade de liberar ou não um financiamento. Comissões específicas também faziam vistorias de projetos. O ineditismo do protocolo está no fato de ele passar a lupa no setor de produção de energia – e de este ter a chance de provar que quer associar sua imagem à sustentabilidade.

A avaliação gera uma nota que vai de 1 a 5, sendo esta a melhor pontuação. Até o momento, o protocolo foi aplicado na hidrelétrica de Shardara, no Cazaquistão, usina com capacidade de gerar 100 MW e que tem um reservatório que cobre uma área de 900 quilômetros quadrados. A hidrelétrica recebeu a pior nota no critério “biodiversidade e espécies invasivas”, e a máxima para “gerenciamento do reservatório”, “saúde pública” e “patrimônio cultural”. Em aspectos como “erosão e sedimentação”, “segurança de infraestrutura” e “gerenciamento ambiental e social”, entre os demais contidos na avaliação, a nota obtida foi 2.

No Brasil – A Itaipu Binacional e a Odebrecht são as primeiras a manifestar interesse em adotar o protocolo no Brasil. “Nós fomos visitar o projeto Santo Antônio, que a Odebrecht conduz, e vimos o que eles estão fazendo em termos de construção, de gerenciamento ambiental. E, pelo que vimos lá, os impactos ambientais do projeto parecem ser razoáveis, maleáveis”, disse O’Leary.

A Odebrecht faz parte do consórcio de construção da usina hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, com capacidade de 3.150 MW. A companhia tem participação na edificação de 70 centrais hidrelétricas, de 17 usinas termelétricas e de Angra 1 e Angra 2. Entre as empresas que formam o consórcio Norte Energia, responsável pela obra da usina de Belo Monte, nenhuma manifestou, até o momento, interesse em aderir ao Protocolo de Avaliação de Sustentabilidade de Hidrelétricas, informou à Deutsche Welle a assessoria da IHA. (Fonte: Folha.com)

Impacto climático ameaça futuro do biodiesel na União Europeia

A indústria de biodiesel da Europa, de 13 bilhões de dólares (R$ 20,3 bilhões), pode ser abalada pelos planos da União Europeia de controlar os efeitos colaterais da produção de biocombustíveis, depois que estudos mostraram poucos benefícios climáticos, segundo mostram quatro documentos obtidos pela Reuters.
A União Europeia vem criticando há dois anos a extensão dos danos indiretos provocados ao meio ambiente ao se estabelecer metas de aumento da mistura de biocombustível a 10% para todos os combustíveis até 2020, e está bem próxima de decidir sobre o assunto.

“Os efeitos da mudança no uso da terra fazem quase metade dos ganhos esperados na troca do combustível fóssil para renovável desaparecer”, apontou um dos relatórios obtidos.

“Isso pode ter implicações significativas para a existência da indústria de biodiesel da União Europeia”, acrescentou este relatório. “A viabilidade dos investimentos existentes pode ser afetada no longo prazo, uma vez que a disponibilidade de fornecimento de biodiesel seria extremamente reduzida”. (Fonte: Portal iG)