terça-feira, 28 de junho de 2011

CNBB apoia abaixo-assinado contra texto do Código Florestal

A exemplo da campanha da Ficha Limpa, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai incentivar um abaixo-assinado contra o atual texto do Código Florestal, que está em tramitação no Senado.Os bispos criticam dois pontos da proposta: a mudança nas regras para as APPs (Áreas de Preservação Permanente) e a chamada anistia aos desmatamentos antigos.
“Anistiar é um problema. Não é possível que todo esse desmatamento seja esquecido”, afirmou dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB e bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT).A lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, veta a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz). A regra foi resultado de iniciativa popular que obteve em um abaixo-assinado 1,6 milhão de assinaturas, a maior parte delas captada em paróquias de todo o país.
“Se não fosse a Igreja, a Ficha Limpa não teria tantas assinaturas. Gostaríamos de fazer um pouco de pressão agora”, disse dom Steiner.O secretário-geral da CNBB criticou o fato de a votação na Câmara dos Deputados ter sido influenciada pelo “jogo político”.Questionado sobre o motivo de o abaixo-assinado não ter sido organizado antes da votação do Código Florestal na Câmara, ele respondeu: “Não esperávamos que a Câmara tomasse a atitude que tomou.”
Mortes no campo - A CNBB criticou ainda o governo pela falta de “medidas preventivas”, que poderiam ter evitado as recentes mortes de líderes extrativistas na região Norte do país.
“O governo já tomou algumas medidas cabíveis, mas não pode agir somente quando acontecem esses fatos dolorosos”, disse o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB. (Fonte: Larissa Guimarães/ Folha.com)

CTNBio libera para comercialização algodão e milho geneticamente modificados

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira (16) a liberação comercial de algodão geneticamente modificado tolerante ao herbicida glifosato. O pedido de liberação foi feito pela multinacional Monsanto.

O presidente da Comissão, Edilson Paiva, disse que o glifosato não traz risco à saúde da população. “A missão da comissão [CTNBio] é analisar ideologicamente esses organismos geneticamente modificados. Se foi aprovada pra liberação comercial, é que as análises mostraram que ele deve ser tão seguro quanto as suas versões convencionais”, disse. A comissão também liberou o pedido da Du Pont do Brasil para a comercialização do milho transgênico desenvolvido pela empresa.

A CTNBio aprovou ainda duas vacinas contra doenças que afetam as aves, a bouba, que causa lesões nas pernas e na cabeça do animal; e a laringotraqueite , doença respiratória altamente contagiosa causada por um herpes vírus. As duas vacinas, segundo Edilson Paiva, são produzidas por técnicos de engenharia genética e vão ser usadas no combate à doenças aviárias, na indústria de produção de carne de aves. (Fonte: Agência Brasil)

Lâmpada misteriosa está acesa há 110 anos nos EUA

Uma lâmpada em uma central de bombeiros na Califórnia está acesa há 110 anos e ninguém sabe como ou por que ela ainda não parou de funcionar. A lâmpada foi acesa em 1901 na cidade de Livermore, norte da Califórnia e foi apagada apenas por alguns cortes de energia e a mudança de prédio dos bombeiros em 1976.
A lâmpada famosa e misteriosa tem até um comitê formado em seu centenário. O presidente é o chefe de divisão dos bombeiros aposentado, Lynn Owens. ‘Ninguém sabe como é possível uma lâmpada funcionar por tanto tempo’, disse Owens.

Ele acrescenta que a corrente baixa que alimenta a lâmpada de 60 watts pode ter prolongado sua vida, mas ninguém descobriu porque ela continua brilhando. E Owens afirma que cientistas de todos os Estados Unidos já foram ver a lâmpada. A lâmpada entrou para o livro Guinness World Record e já virou atração turística de Livermore.

“A lâmpada foi criada por um inventor chamado Adolphe Chaillet, que foi convidado pelo governo do Estado de Ohio para fundar uma fábrica de lâmpadas no século dezenove. Ele aceitou o convite e criou uma lâmpada especial”, um presente para os bombeiros, afirmou Steve Bunn, que faz parte do comitê do centenário. Bunn disse que, no começo pensou que a lâmpada centenária era um objeto comum, mas depois descobriu que ela custou muito mais do que as outras e sua fabricação, à mão, deu muito mais trabalho.

E a lâmpada famosa já demonstra isto na aparência de seus filamentos. “A primeira coisa que fiz quando olhei para cima foi notar que o filamento escrevia a palavra ‘no’ (não, em inglês). Mas, então, olhei de outro jeito e vi que de fato ela dizia ‘on’, (ligada em inglês)”, conta Steve Bunn. Os 110 anos da lâmpada dos bombeiros de Livermore são comemorados em junho. (Fonte: G1)

Sérvios criam carregador de celular público movido a energia solar

Estudantes da Sérvia criaram o primeiro carregador público de celulares movido a energia solar.
O aparelho estoca energia por até um mês para uso em períodos de pouca luminosidade. Os criadores do dispositivo são todos estudantes da Universidade de Belgrado.

Com a criação, eles se tornaram também os mais jovens e únicos representantes de um país não-integrante da União Europeia a receber um prestigioso prêmio entregue aos principais inventores da Europa. (Fonte: G1)

Desmatamento na Amazônia Legal cresceu 72% em maio, aponta Imazon

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (17) pela organização ambiental brasileira Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) aponta que a Amazônia Legal perdeu 165 km² de florestas devido ao desmatamento em maio, número que é 72% superior ao registrado no mesmo mês de 2010, quando a floresta perdeu 96 km² por corte raso (destruição total da mata).


Gerados a partir de imagens de satélite, os dados apresentam ainda um crescimento de 24% no desmatamento entre agosto de 2010 e maio de 2011, no comparativo com agosto de 2009 e maio de 2010. De acordo com o Imazon, desapareceu da Amazônia, nos últimos dez meses, uma área superior ao tamanho do município do Rio de Janeiro. Devido à cobertura de nuvens, que atrapalha os satélites, o instituto monitorou 47% da área florestal na Amazônia Legal em maio. A região central e norte do Pará, e os estados do Amapá e Roraima estiveram mais de 80% encobertos.


O índice está próximo aos 27% de crescimento na devastação registrados pelo sistema de detecção de desmatamentos em tempo real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), utilizado pelo governo federal como fonte oficial para combater os crimes ambientais no bioma. Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, o acumulado de 24% é preocupante e poderá aumentar se não houver um controle. “Mas ainda não significa que a derrubada da vegetação vai voltar a níveis estratosféricos. Até 2004, existia um desmatamento anual de 24 mil km². Entretanto, o governo deve ficar em alerta porque os índices que apenas caíam anualmente, agora, voltaram a subir”, disse Veríssimo.


Evolução – De acordo com o levantamento do Imazon, na avaliação dos últimos 10 meses o estado de Mato Grosso foi o que mais registrou desmatamento (saltou de 288 km² para 558 km², alta de 94%). O Pará registrou decréscimo de 33% na devastação da floresta, mas ainda derrubou uma área equivalente a 19 vezes o tamanho da ilha de Fernando de Noronha (PE). Segundo o pesquisador, em Rondônia, por exemplo, tem ocorrido derrubada da floresta por influência de obras federais como a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira.


“Os municípios com grave situação de devastação da floresta no Pará também tem relação com a construção dos canteiros de obra da usina de Belo Monte, no rio Xingu. O município de Altamira, segundo o Imazon, foi responsável por desmatar 22 km² em maio deste ano”, afirmou Veríssimo.


De acordo com o pesquisador, o que tem acontecido também é uma derrubada da vegetação devido à especulação em volta do novo Código Florestal, que modifica as regras na legislação ambiental e rural do país. “É uma incerteza que tem gerado o desmatamento especulativo e não produtivo. Muita gente tem feito isso para garantir terra”, afirmou. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)