segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cientistas deixam floresta sem água para estudar efeitos da seca

Os cientistas alertam: os longos períodos de seca na Amazônia estão aumentando e a mudança climática pode ter efeitos devastadores sobre essa região. O professor Antônio Lola, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e sua equipe, investigam o que acontece quando chove menos na floresta.

Uma parte da mata foi artificialmente ressecada num projeto que é desenvolvido pelos pesquisadores da reserva de Caxiuanã, no Pará. Eles montaram uma cobertura de 10 mil metros quadrados para desviar a água que iria para o solo. A seca na Amazônia está relacionada à mudança no efeito estufa, um fenômeno natural, a maneira de a terra manter sua temperatura média constante.

No efeito estufa, raios solares chegam à terra e refletem na superfície. Parte do calor é retido pelos gases da atmosfera. Outra parte escapa de volta para o espaço. É um mecanismo que impede que o planeta esfrie demais.

O problema é que a poluição dos carros, das indústrias e das queimadas pelo mundo joga mais gases do efeito estufa na atmosfera. Com isso, o calor que antes ia para o espaço é retido pela atmosfera, esquentando o planeta.

A consequência dessa mudança é o aumento de ocorrências atípicas do clima, como o El Niño, que esquenta o Oceano Pacífico e diminui a chuva na Amazônia e o La Niña, que esfria as águas do Pacífico e aumenta a chuva na região.

Extremos – O meteorologista da Universidade Federal do Pará, Everaldo Souza, diz que a Amazônia não está preparada para os extremos que têm sido registrados de uns dez anos para cá.

“Você tem seis meses de muita chuva e você tem cinco meses de nenhuma chuva. Não tem como guardar essa água. A floresta precisa de um certo período de transição, uma certa sazonalidade”.

Com a pesquisa do meteorologista Antônio Lola, pesquisador da UFPA, pode-se ver na hora o que acontece com a floresta ressecada: “Houve grande mortalidade de árvores, principalmente árvores grandes. Isso é uma alteração muito grande na questão do carbono na questão da biomassa”.

A questão da biomassa, da quantidade de carbono que está fixado nas plantas, é outro ponto dos estudos. Os cientistas querem entender melhor as trocas de gases e energia entre a floresta e a atmosfera.

Qual é o estoque de carbono que existe ao todo na floresta? Nenhum cientista é capaz de dizer exatamente essa resposta. Mas, na floresta amazônica, há vários sensores espalhados em vários pontos. Eles ficam em torre para medir a troca de carbono que acontece entre a atmosfera e as árvores.

Os sensores são capazes de medir o quanto de carbono é capturado pela floresta e o quanto de oxigênio é liberado através da fotossíntese. Eles também medem o quanto de carbono é liberado e o quanto de oxigênio é consumido através da respiração das plantas. Em condições saudáveis, a floresta tira mais carbono do ar do que coloca e libera mais oxigênio do que consume.
A quantidade é pequena, se comparada com cerca de 2,3 bilhões de toneladas de carbono liberadas na atmosfera por causa do desmatamento. Por isso, é um engano chamar a Amazônia de pulmão do mundo. Mas mesmo assim a floresta precisa viver. Morta, ela iria jogar na atmosfera uma quantidade maior de gases do efeito estufa, através da decomposição das plantas, aumentando mais ainda o aquecimento global.

“Seria uma visão em pequena escala do que viria a acontecer se persistirem os desmatamentos desenfreados, as queimados em larga escala. A intensificação dos fenômenos do El Niño principalmente, ou seja, redução da chuva. Qualquer fenômeno que cause redução da chuva o cenário final seria de uma floresta morta” diz Lola. (Fonte: Globo Natureza)

Ministério das Cidades diz que país precisa investir R$ 420 bilhões em saneamento

O país terá que investir R$ 420 bilhões para oferecer água tratada, recolhimento de lixo e sistema de drenagem urbana a todas as residências e levar redes de esgoto para 90% da população nos próximos 20 anos.

A estimativa foi divulgada na quinta-feira (12) pelo secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, durante seminário sobre o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), dirigido a especialistas no setor e integrantes de prefeituras.

“É um plano de metas para o Brasil. Prevê, num horizonte de 20 anos, a universalização do serviço de saneamento. A meta é que cada cidadão tenha água tratada, coleta de esgoto, recolhimento de lixo – corretamente destinado em aterros sanitários – e drenagem urbana em torno de sua residência”, explicou Leodegar. “Com exceção do esgoto, que deve chegar a 90% de cobertura, as demais modalidades deverão estar totalmente resolvidas”.

O secretário nacional reconheceu que as obras de saneamento da primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento atrasaram. Segundo ele, devido à falta ou a má qualidade dos projetos apresentados. A principal dificuldade foi a estrutura frágil do setor de saneamento, que durante anos teve pouca expressão, fazendo com que empresas deixassem de investir em equipamentos e prefeituras em projetos.

“Quando lançamos o PAC, em 2007, não havia projetos, licença ambiental ou regularização fundiária. O recurso foi disponibilizado, mas muitas obras não saíram ou demoraram. Hoje estamos com 83% das obras em andamento, mas ainda há um percentual não iniciado. Até 2012, teremos 80% das obras concluídas”.

Quanto à segunda fase do programa, ele demonstrou confiança de que haverá outra dinâmica no processo. “O PAC 2 vai ter mais velocidade. São R$ 45 bilhões para saneamento. Até julho deste ano, já teremos R$ 12 bilhões em projetos selecionados, prontos para começar.”

Uma das prioridades será acabar com os lixões, que devem ser transformados em aterros sanitários regulares, por meio da formação de consórcios regionais entre municípios. Atualmente, segundo Leodegar, ainda existem 3 mil lixões no país. O Ministério das Cidades dispõe de R$ 1,5 bilhão para investir no setor neste ano. (Fonte: Vladimir Platonow/ Agência Brasil)

Seca provoca problemas de navegação no maior rio da China

A seca que afeta a região central da China obrigou as autoridades a cortar a navegação marítima no curso médio do Yangtze, anunciou a Secretaria de Transportes Fluviais.

Segundo o jornal China Daily, o Yangtze registrou o menor nível em meio século.

Na altura da cidade de Wuhan, a profundidade do rio mais longo da China alcança apenas três metros. (Fonte: Yahoo!)

ONU alerta para “choque mortal” entre urbanização e mudança climática

A ONU advertiu na quinta-feira (12) que haverá um “choque mortal” entre a crescente urbanização do planeta e a mudança climática, e previu catástrofes naturais “sem precedentes” devido ao enorme impacto das cidades sobre o meio ambiente.

A análise consta do último relatório do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), apresentado nesta quinta-feira, que considera as cidades como “o verdadeiro campo de batalha” na luta contra a mudança climática, um fenômeno contra o qual a entidade têm de começar a tomar medidas “ativamente”.

“As cidades não só são grandes causadoras da mudança climática, mas com densidades cada vez maiores, também serão as mais afetadas quando a natureza contra-atacar”, disse o diretor-executivo da ONU-Habitat, Joan Clos, que apresentou o relatório na sede das Nações Unidas.

Clos lembrou perante a imprensa que 50% da população vive em zonas urbanas e que, nessas áreas, receberam um fluxo migratório “sem precedentes” proveniente das zonas rurais dos países em vias de desenvolvimento. “Temos um desafio enorme diante de nós. Precisamos encontrar e pactuar um novo modelo de crescimento baseado em energias renováveis e as cidades devem agir para transformar seus planos urbanísticos e de desenvolvimento”, indicou o diretor-executivo.

O texto pede às cidades que ajam “imediatamente” e indica que, se não forem adotadas medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e fomentar “um desenvolvimento urbano mais justo e sustentável do ponto de vista ambiental”, haverá “um choque mortal entre a urbanização e a mudança climática”.

“As cidades, com sua crescente demanda de consumo e estilo de vida, agravam o ritmo da mudança climática e aumentam os riscos”, aponta o relatório, que detalha que, embora as cidades ocupem apenas 2% da superfície terrestre, são responsáveis por 75% das emissões dos gases do efeito estufa.

O texto, intitulado “As cidades e a mudança climática: Relatório Mundial sobre os Assentamentos Humanos 2011″, ressalta que, até 2050, a situação ambiental poderia provocar 200 milhões de refugiados, que buscarão “novas casas ou novos países para viver”, devido ao transtorno que os desastres terão nas economias locais.

As cidades devem se preparar para “um ataque das poderosas forças da natureza: o aumento da temperatura dos oceanos, o degelo e o consequente aumento do nível do mar são uma ameaça para milhões de pessoas que vivem nas cidades litorâneas”, alertam os autores do relatório.

“As marés tormentosas, cada vez mais frequentes, provocam cheias e danos materiais, inundações, erosão do litoral, maior salinidade e obstruções à drenagem das correntes de água”, constata o relatório, que alerta para as graves repercussões no delta do Nilo, em cidades litorâneas em nível muito baixo, como Copenhague, e em comunidades insulares do Pacífico sul.

Nas cidades litorâneas do Norte da África, espera-se um aumento da temperatura de 1 a 2 graus centígrados, o que poderia fazer subir o nível do mar e expor entre 6 e 25 milhões de habitantes a enchentes. Além disso, o texto indica que, na América Latina, “entre 12 e 81 milhões de habitantes poderiam testemunhar maiores tensões relacionadas à água antes da década de 2020″. (Fonte: Portal iG)

Consumo de recursos naturais pode aumentar 3 vezes no mundo, diz ONU

O consumo mundial de recursos naturais pode ser triplicado até 2050, a 140 bilhões de toneladas por ano, caso não sejam tomadas medidas drásticas para frear a superexploração, advertiu a ONU.

O programa da ONU para o meio ambiente (PNUE) ressalta em um informe – publicado na quinta-feira (12) – que as reservas a um bom preço e qualidade de certos recursos essenciais como o petróleo, o ouro e o cobre já estão se esgotando.

Com uma população de 9,3 bilhões de pessoas esperadas para o ano de 2050 e com países em desenvolvimento cada vez mais prósperos, o PNUE adverte que “as perspectivas de níveis de consumo cada vez mais elevadas vão muito além do que é provavelmente viável”.

O informe indica que os governos devem fazer mais com menos, e de maneira mais rápida que o ritmo de crescimento econômico.

Atualmente, nos países desenvolvidos, uma pessoa consome em média 16 toneladas de minerais, combustíveis fósseis e biomassa por ano, contra 4 toneladas na Índia, segundo o informe.

O PNUE considera necessário refletir integralmente sobre a exploração dos recursos e prever “investimentos massivos” nas inovações tecnológicas, econômicas e sociais a fim de conquistar, pelo menos, o congelamento dos níveis atuais de consumo de recursos nos países ricos. (Fonte: G1)

Celulares fazem abelhas abandonar colmeia e morrer, diz estudo

Celulares podem estar confundindo e até matando abelhas ao redor do mundo, segundo uma pesquisa realizada por Daniel Favre do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça. O estudo foi realizado em 2009, mas só foi publicado agora, em maio de de 2011. Para o experimento, Favre gravou os sons de abelhas expostas a sinais electromagnéticos emitidos por celulares, e observou a produção de sons semelhantes ao que abelhas produzem quando abandonam a colmeia.

Favre expôs a abelha a ondas de celulares por 20 horas. O pesquisador fixou esse período porque, segundo ele, estudos anteriores já mostraram que a exposição prolongada a celulares fez com que abelhas não mais encontrassem o caminho de volta para a colmeia, e deixando-a praticamente vazia entre 5 e 10 dias.

Mas já no período de 20 horas no experimento, as abelhas fizeram sons como se estivessem no processo de abandono da colmeia – quando elas saem para dar lugar a outras abelhas em um ninho “congestionado”.

No entanto, elas permaneceram na colmeia, o que significa que elas estavam confusas ou que outros processos poderiam se iniciar com uma exposição mais prolongada. De acordo com Favre, foi o primeiro estudo envolvendo a gravação de sons de abelhas quando expostas à emissões electromagnéticas de celulares.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado em 2010 revelou uma queda global na população de abelhas. Para a ONU, isso é motivo de preocupação porque entre os 100 produtos agrícolas responsáveis por 90% dos alimentos consumidos mundialmente, 71 são polinizados por abelhas.

Segundo o relatório, o uso de químicos, mudanças climáticas e poluição podem estar ligadas à essa diminuição. Com o novo estudo de Daniel Favre, o uso de celulares também pode entrar a lista de possíveis responsáveis. (Fonte: G1)

Avião movido a energia solar faz seu primeiro voo internacionalAvião movido a energia solar faz seu primeiro voo internacional

O avião experimental Solar Impulse decolou nesta sexta-feira (13) do aeroporto militar suíço de Payerne para fazer o seu primeiro voo internacional, rumo a Bruxelas, capital da Bélgica.

O avião do suíço Bertrand Piccard decolou às 6h40 (3h40 de Brasília), com mais de duas horas e meia de atraso por causa de uma leve neblina.

O Solar Impulse, que tem a envergadura de asa de um Boeing 777, entrou para a história da aeronáutica ao fazer em julho de 2010 o primeiro voo de 24 horas sem interrupção, e apenas com a propulsão de painéis solares e suas baterias. Seu primeiro voo havia sido feito um ano antes.

Para a equipe do Solar Impulse, este primeiro voo internacional com destino ao aeroporto de Bruxelas – onde deve pousar às 16h de Brasília – constitui “um grande desafio técnico”. (Fonte: G1)

Sinais da seca na Europa ocidental são captados por satélite

As consequências da primavera “excepcionalmente seca” que a Europa Ocidental está vivendo são visíveis nos dados de umidade do solo recolhidos por um satélite. As imagens foram apresentadas nesta sexta-feira (13) em forma de mapa pela Agência Espacial Europeia (ESA).

De acordo com as imagens, o planalto norte e o vale do Ebro, na Espanha, apareciam com um solo notavelmente mais seco em abril que no mesmo mês do ano passado, da mesma forma que a maior parte do território francês (a exceção do extremo oeste), Bélgica e centro e sul da Alemanha.

“A seca está causando sérios problemas para agricultores e responsáveis da gestão dos recursos hídricos, e aumenta o risco de incêndios florestais”, ressaltou a agência em comunicado.

O SMOS, nome pelo qual o satélite é conhecido, está em órbita há 18 meses, e desde então mede a escala global a umidade armazenada no terreno assim como a salinidade da superfície dos oceanos, elementos importantes para realizar prognósticos sobre a temperatura, a umidade ambiente e o nível de precipitações.

A estimativa da quantidade de água armazenada na região das raízes – até uma profundidade de um ou dois metros – é útil para a agricultura e para melhorar as previsões meteorológicas. (Fonte: Portal iG)

Ministro do Japão defende revisão do cronograma para normalizar situação da Usina de FukushimaMinistro do Japão defende revisão do cronograma para normalizar situação da Usina de Fukushima

O ministro da Indústria do Japão, Banri Kaieda, defendeu nesta sexta-feira (13) a revisão do cronograma para a estabilização da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, depois das últimas avaliações sobre o estado do reator número 1. Segundo ele, talvez seja necessário fazer uma nova avaliação sobre os prazos fixados para a regularização do sistema de até nove meses.

O comando da Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina, informou que o objetivo é normalizar a situação no prazo de seis a nove meses, mantendo permanentemente a baixas temperaturas o combustível. A previsão foi divulgada em meados de abril.

Kaieda afirmou que a Tepco deverá reexaminar em breve este calendário com base nos resultados das análises mais recentes. Na quinta-feira [12], a administradora informou que as medições mostraram que o nível de água no reator número 1 era baixo, indicando que o combustível entrou em fusão por ausência de esfriamento do sistema.

A usina sofreu uma série de danos depois do terremoto seguido por tsunami, em 11 de março. As falhas nos reatores geraram vazamentos e explosões radioativas na região. Cidades inteiras foram esvaziadas e as famílias retiradas das casas até que a situação esteja sob controle e sem risco de contaminação. (Fonte: Agência Brasil)

Cientistas tentam encontrar sinais de vida em 86 planetas

Um radiotelescópio localizado na zona rural da Virgínia Ocidental começou a pesquisar sinais de vida alienígena em 86 planetas com condições atmosféricas semelhantes às da Terra, disseram astrônomos americanos nesta sexta-feira (13).

O telescópio gigante começou a apontar para cada um dos 86 planetas, a partir de uma lista de 1.235 possíveis planetas previamente identificados pelo telescópio Kepler, da Nasa, e irá coletar informações de cada um deles 24 horas por dia.

“Ainda não estamos certos de que todas esses planetas são habitáveis, mas eles, com certeza, são lugares muito bons para se procurar por extraterrestres”, disse o estudante da Universidade de Berkeley (Califórnia), Andrew Siemion.

A missão é parte do projeto Pesquisa por Vida Inteligente Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês), que foi lançado em meados dos anos 80. No mês passado, no entanto, o SETI anunciou que iria interromper projetos estimados em 50 milhões de dólares devido à déficits orçamentários.

Astrônomos esperam agora pelo Telescópio Green Bank, uma nova versão de um telescópio anterior que foi derrubado por uma tempestade em 1988, que quando pronto ajudará a fornecer informações sobre planetas capazes de sustentar vida, ainda que em pequena escala.

“Nós temos escolhido planetas com temperaturas agradáveis – entre zero e 100 graus celsius – porque eles possuem um potencial maior de conter vida”, disse o físico Dan Werthimer, cientista da SETI.

O projeto deve levar até um ano para ser concluído e contará com a ajuda de uma equipe de um milhão de astrônomos que trabalham de casa, conhecidos com SETI@home. (Fonte: Portal iG)