quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Degradação da camada de ozônio é detectada sobre a Antártica


Alguns sinais de degradação na camada de ozônio que cobre a região da Antártica começaram a ser detectados, mas o grau de perda para 2011 tende a ser igual ao da média da década passada, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês). A entidade alertou, porém, que ainda é cedo para fazer previsões exatas sobre o nível de degradação para o fim do ano, informou a Agência Ansa.

A Organização Meteorológica Mundial divulgará um relatório nos próximos meses com as medições feitas desde janeiro. Ela explicou que, na região da Antártica, o buraco na camada de ozônio é recorrente nas estações de verão e inverno devido às temperaturas extremamente baixas registradas na estratosfera acima do continente polar e por causa da presença de substâncias que catalisam o processo.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), apesar da redução global da emissão de substâncias químicas que degradam a camada de ozônio, elas perduram na atmosfera por muito tempo e demora décadas para que as concentrações voltem ao nível ideal. (Fonte: Portal Terra)

Desmatamento da Amazônia Legal cai 40% em julho, segundo Imazon

O desmatamento na Amazônia Legal em julho de 2011 caiu 40% em comparação ao mesmo mês de 2010, mas nos últimos 12 meses a devastação do bioma cresceu 9%, de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um monitoramento paralelo ao oficial da cobertura florestal da região.
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (23), no mês passado a floresta perdeu uma área de 93 km², cinco vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha. Deste total, 41% ocorreu no Pará, seguido de Mato Grosso (23%), Rondônia (18%) e Amazonas (14%).
A queda no desmatamento também foi percebida pelo sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em julho passado, 224,9 km² de floresta foram derrubados na região no período, número 54% menor que o índice do mesmo mês de 2010.
De acordo com a pesquisadora Sanae Hayashi, do Imazon, o Pará foi o estado que mais apresentou decréscimo no último mês (queda de 51% na devastação), seguido de Mato Grosso (redução de 40%).
“Desde que foi detectado o avanço na destruição da floresta (em meados de março e abril), sentimos uma desaceleração no ritmo do desmatamento. Operações federais e programas que combatem a pecuária em áreas ilegais e a venda de madeira extraída de forma clandestina parecem ter dado algum resultado”, disse.
Balanço anual – No acumulado do ano (medição feita entre agosto/2010 a julho/2011), a floresta amazônica perdeu um total de 1.627 km², área maior que o tamanho da cidade de São Paulo. O montante é 9% superior ao número detectado pelo Imazon entre agosto/2009 e julho/2010.
Entretanto, a pesquisadora da organização ambiental alerta que os números de devastação poderão ser maiores. A confirmação ocorrerá apenas em meados de outubro, com os dados do Prodes, divulgados pelo Inpe e utilizados pelo Ministério do Meio Ambiente como dados oficiais.
No período de agosto/2009 a julho/2010, o Prodes identificou a perda de 6.451 km² de cobertura vegetal da Amazônia. “A nossa expectativa é que ocorra aumento. O governo tem que abrir os olhos e continuar com a fiscalização pesada, principalmente nestes meses de seca na Amazônia e com grande ocorrência de queimadas”, disse Sanae. (Fonte: Globo Natureza)

Gelo e metano são encontrados em planeta anão


Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) descobriram que o planeta anão 2007 OR10 – o Branca de Neve – é um mundo gelado, com cerca de metade de sua superfície coberta de gelo, que pode ter sido derivada de erupções vulcânicas. Também observaram que o planeta anão tingido de vermelho pode ser coberto por uma fina camada de metano.
“Você começa a ver esta bela imagem do que já foi um mundo pequeno ativo com vulcões e uma atmosfera, e é agora apenas algo congelado, morto, com uma atmosfera que está lentamente desaparecendo”, diz Mike Brown, professor de astronomia planetária e autor principal de um artigo a ser publicado no Astrophysical Journal Letters.
O planeta anão – Branca de Neve, que foi descoberto em 2007 por Meg Schwam, orbita o Sol na borda do Sistema Solar e é aproximadamente metade do tamanho de Plutão, o que o torna o quinto maior planeta anão conhecido. Na época, Brown tinha suposto que o planeta anão era um corpo gelado que tinha quebrado ao colidir com outro planeta anão chamado Haumea, sendo então apelidado de Branca de Neve em função de sua cor presumida.
Observações posteriores revelaram que Branca de Neve não é branco e sim um dos mais vermelhos objetos do Sistema Solar. Além disso, foi verificado que sua superfície estava coberta de gelo de água. “Isso foi um grande choque”, diz Brown. “Gelo de água não é vermelho”. Ainda que seja comum gelo no Sistema Solar, ele é quase sempre branco.
Quaoar, descoberto em 2002 também com a ajuda de Brown, é outro planeta anão que é vermelho e coberto de gelo de água. Ligeiramente menor do que o Branca de Neve, ele ainda é grande o suficiente para ter tido uma atmosfera e uma superfície coberta de vulcões. Contudo, não poderia manter compostos voláteis – como metano, monóxido de carbono ou nitrogênio – por tanto tempo.
“Essa combinação vermelho-e-água é que me disse: metano”, explica o pesquisador.
O último suspiro de Branca de Neve – “Estamos basicamente olhando para o último suspiro de Branca de Neve. Por 4,5 bilhões de anos, Branca de Neve tem estado sentado lá fora, perdendo lentamente a sua atmosfera e agora existe apenas um pouco dela à esquerda”, afirma Brown.
Embora Branca de Neve mostre claramente a presença de gelo de água, a evidência da existência do metano ainda não é definitiva. Para descobrir, os astrônomos terão de usar um telescópio maior. Outra tarefa, diz Brown, é dar ao planeta anão um nome oficial, uma vez que Branca de Neve foi apenas um apelido, que agora não faz mais sentido para descrever esse objeto muito vermelho. (Fonte: Portal Terra)

Reserva marinha mexicana quintuplica número de peixes em 10 anos


Uma reserva marinha na costa oeste do México conseguiu quase quintuplicar seu número de peixes em dez anos, segundo um estudo envolvendo várias instituições sob coordenação do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia, San Diego. O projeto de recuperação na área do Parque Nacional Cabo Pulmo, no Estado da Baja Califórnia, foi fruto do entusiasmo e dedicação da população local que, incomodada pela devastação do ecossistema, estabeleceu o parque em 1995 e desde então se dedica a protegê-lo.
“As mudanças mais importantes que observamos é que o número de espécies no parque quase duplicou, e o número de indivíduos e seu tamanho, que em conjunto são os quilos de peixes, aumentaram mais de 460%”, disse à BBC o biólogo marinho Octavio Aburto-Oropeza, do Instituto Scripps. “Em apenas uma década, o parque ganhou cerca de 3,5 toneladas por hectare”, afirmou.
Segundo o pesquisador, a população da região de Cabo Pulmo decidiu interromper a atividade pesqueira em 1995, e desde então virou o seu “guardião”. “Pediram ao governo que declarasse a área como Parque Nacional, e eles mesmos se dedicam a vigiá-lo, cuidar dele em muitos aspectos, principalmente na redução da contaminação e da proteção de espécies em perigo, como as tartarugas marinhas”, disse.
Experiência inspiradora – Cabo Pulmo tem 71 km quadrados e é quase 70 vezes maior que a maioria das reservas estudadas até hoje. Entre as espécies mais comuns na área estão a garopa do golfo (Mycteroperca jordani), garopa sardineira (Mycteroperca rosacea), pargo cinza (Lutjanus novemfasciatus), pargo amarelo (Lutjanus argentiventris) e cavalinha (Seriola lalandi). Para os autores do estudo, publicado no site de artigos científicos PLoS One (Public Library of Sciences), a experiência da reserva é “comovente”.
“É surpreendente que as comunidades de peixes em um recife superexplorado possam se recuperar até chegar a níveis comparáveis com os de recifes remotos, lugares prístinos onde nunca ocorreu a pesca humana”, avaliou Aburto-Oropeza. Para o especialista mexicano, o projeto mexicano ensina que o sucesso de projetos de proteção de áreas marinhas começa com a participação e a liderança das comunidades locais.
Aburto-Oropeza diz que a criação de áreas marinhas ao largo da costa mexicana, ou em qualquer região costeira do mundo, pode “elevar significativamente a produtividade dos oceanos, o que pode gerar benefícios econômicos para as comunidades costeiras”.  Por último, avalia, é importante divulgar a experiência de Cabo Pulmo para interessados em outras partes do mundo.
“Poucos legisladores no mundo estão conscientes de que o tamanho e a abundância dos peixes pode aumentar extraordinariamente em muito pouco tempo, a partir do momento em que se estabelece a proteção ambiental e se cria uma reserva marinha”, defende. “Divulgar o que ocorreu em Cabo Pulmo contribuirá para os esforços de conservação dos ecossistemas marinhos e a recuperação das economias costeiras.” (Fonte: G1)

Planeta tem 8,7 milhões de espécies conhecidas, aponta levantamento


O mundo possui 8,7 milhões de espécies vivas – com 6,5 milhões delas vivendo na terra e 2,2 milhões na água – segundo um levantamento divulgado nesta terça-feira. A contagem exclui animais procariontes – que possuem células sem membrana para cercar o núcleo, local onde se encontra os cromossomos – como bactérias e vírus. Os dados do “censo” foram foram publicados na revista de livre acesso PLoS Biology.
Mas o número está longe de ser definitivo. Os mesmos cientistas que fizeram a contagem acreditam que ainda existem 91% espécies aquáticas e 86% terrestres a serem descobertas, descritas e catalogadas. Há também uma “margem de erro” na contagem atual: podem existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos.
Os dados foram reunidos pela equipe do Censo da Vida Marinha, responsável por divulgar em 2010 um mapa da distribuição das espécies em 25 áreas do mundo. Coordenados por Camilo Mora, cientista da Universidade do Havaí, os censores afirmam ter o número mais preciso já obtido por taxonomistas
Importância – Até então, a estimativa das espécies conhecidas na Terra era baseada na opinião de cientistas, o que tornava o número total de espécies um mero chute, já que as estimativas variavam de 3 milhões até 100 milhões de seres vivos.
Para a equipe de Camilo Mora, a humanidade se esforça para preservar os animais, mas não faz ideia exatamente sobre quantas espécies existem. “Se nós não soubéssemos – mesmo a ordem de grandeza (1 milhão, 10 milhões, 100 milhões) – dos habitantes de uma nação, como iríamos planejar o futuro de um país?”, explica o cientista.
A incerteza se reflete até mesmo em trabalhos minuciosos como da União Internacional para a Conservação da Natureza, que fez um trabalho para conhecer as espécies conhecidas e listar as ameaçadas.
Conhecida como Lista Vermelha, a relação indica a existência de 59.508 espécies monitoradas, 19.625 delas em perigo de extinção. Isso significa que apenas 1% dos seres vivos conhecidos recebe algum tipo de controle de uma das principais instituições do ramo.
O nome e a classificação de uma espécie ainda segue o esquema definido pelo taxonomista sueco Carolus Linnaeus (Carlos Lineu em português) há 253 anos (1758). A taxonomia de Lineu – com dois nomes em latim para descrever a espécie, escritos em itálico – serviu para identificar, até agora, 1,25 milhão de espécie. Dessas, um milhão são terrestres e 250 mil são aquáticas.
Outras 700 mil espécies já teriam sido descobertas, mas a descrição e a classificação ainda não chegaram aos bancos de dados principais no mundo.
Para resolver o problema usando as técnicas atuais, seriam necessários 300 mil taxonomistas, trabalhando durante 1,2 mil anos e gastando um total de US$ 364 bilhões. Mas o desenvolvimento de técnicas de pesquisa com o DNA dos animais já começou a reduzir os custos para identificar os seres vivos.
Camilo Mora destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Ele destaca que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.(Fonte: Globo Natureza)