quarta-feira, 4 de maio de 2011

FeSBE 2011

Data: 24 a 27 de agosto
Local: Centro de Convenções Sulamerica - localiza-se na Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas - Cidade Nova - RJ



Como ocorre todos os anos, a EXPOFeSBE (feira de expositores da Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental - FeSBE) será realizada no Centro de Convenções SulAmérica.

A EXPOFeSBE contará com a presença de cerca de 5.000 participantes.

Programação:



Quarta-feira (24/08)
13h00-16h00Espaço reservado para as Sociedades Científicas
16h00-18h00Painéis
18h00-18h30Intervalo
18h30-19h00Sessão de Abertura
19h00-20h00Conferência de Abertura
Quinta-feira (25/08)
08h00-09h00Cursos
09h00-09h15Intervalo
09h15-11h15Módulos Temáticos e Simpósios
11h15-11h30Intervalo
11h30-13h30Módulos Temáticos e Simpósios
13h30-15h30Painéis
15h30-16h00Intervalo
16h00-17h00Conferências
17h00-17h30Intervalo
17h30-18h30Conferência Plena
18h30-21h30Assembléia das Sociedades Científicas
Sexta-feira (26/08)
08h00-09h00Cursos
09h00-09h15Intervalo
09h15-11h15Módulos Temáticos e Simpósios
11h15-11h30Intervalo
11h30-13h30Módulos Temáticos e Simpósios
13h30-15h30Painéis
15h30-16h00Intervalo
16h00-17h00Conferências
17h00-17h30Intervalo
17h30-18h30Conferência Plena
18h30-21h30Assembléia Geral da FeSBE
Sábado (27/08)
08h00-09h00Cursos
09h00-09h15Intervalo
09h15-11h15Módulos Temáticos e Simpósios
11h15-11h30Intervalo
11h30-13h30Módulos Temáticos e Simpósios
13h30-15h30Painéis
15h30-16h00Intervalo
16h00-17h00Conferências
17h00-17h30
17h30-18h30
Intervalo
Conferência de Encerramento
18h30-19h30Encerramento
Cerimônia de Premiação

Europa pode estar mergulhando por baixo da África


A Europa pode estar começando a mergulhar sob a África, dando origem a uma nova zona de subdução com o potencial de aumentar o risco de terremotos no Mediterrâneo ocidental, informam cientistas.
Zonas de subdução formam-se quando placas tectônicas colidem, com uma placa mergulhando por baixo da outra e no manto terrestre. Às vezes essas colisões são graduais, as frequentemente elas ocorrem em grandes saltos que podem desencadear terremotos.
Como as zonas de subdução geralmente se localizam no leito marinho, terremotos nessas áreas podem causar tsunamis, como o que devastou parte do Japão em março.
Por milhões de anos, a placa Africana, que contém parte do leito do Mediterrâneo, vem se deslocando para o norte, rumo à placa eurasiana, numa taxa de cerca de um centímetro ao ano.
Agora, estudos de terremotos recentes na região indicam que uma nova zona de subdução pode estar se formando onde as placas se encontram, ao longo da csota da Argélia e do norte da Sicília.
“A formação de novas zonas de subdução é muito raro”, disse o líder do estudo, Rinus Wortel, geofísico da Universidade de Utrecht, na Holanda.
Mudança de papéis – De acordo com Wortel, a situação oposta existia há cerca de 30 milhões de anos, quando a placa africana estava mergulhando sob a eurasiana, ao longo de uma ampla zona de subdução ao longo do Mediterrâneo ocidental. Ali, as rochas densas do leito marinho africano estavam sendo arremessadas sob a placa europeia.
Ao longo de milhões de anos, a África deslocou-se tão ao norte que nada do leito marinho ligado á placa restou na região. Tudo o que ficou foram as rochas do continente, que são mais leves que o leito marinho e não mergulhariam, disse ele.
Mas as placas continuaram a convergir, acumulando tensões tectônicas. Parte dessa tensão foi aliviada quando a placa eurasiana se dobrou para produzir as cordilheiras dos Alpes, do Cáucaso e de Zagros.
Com base na localização e nos movimentos de tremores recentes ao longo dos limites da placa, a equipe de Wortel acredita que a subdução recomeçou – mas, desta vez, com a Europa deslizando para baixo da África.
A nova zona de subdução, anunciada durante reunião da União de Geociência da Europa, em Viena, é uma descoberta estimulante, disse Wortel, porque essas regiões tendem a existir por muito tempo, em termos geológicos.
Risco subestimado? – Outros cientistas estão intrigados pela possibilidade de uma nova zona de subdução, mas mantêm-se cautelosos.
“Não ouvi a palestra, mas é perfeitamente plausível”, disse Seth Stein, professor de Geofísica da Universidade Northwestern (EUA), por e-mail. Por exemplo, outras partes da região do Mediterrâneo – como a Itália continental – têm assistido a mudanças nos últimos dois milhões de anos, declarou.
Mas decifrar essas mudanças é um processo muito complexo, disse Chris Goldfinger, diretor do9 Laboratório de Tectônica Ativa e de Mapeamento do Leito Marinho da Universidade Estadual do Oregon (EUA).
“Eu teria de passar uma semana com os dados antes de poder opinar se eles têm algum valor”, disse.
O líder do estudo acrescentou que a formação de uma zona de subdução é um processo lento: “Acontecem numa escala de tempo de vários milhões de anos”.
Por exemplo, disse, a maioria das zonas de subdução estabelecidas são marcadas por gigantescas trincheiras submarinas. Uma trincheira semelhante deve se formar no Mediterrâneo – mas não de um dia para o outro.
Wortel acredita que os dados podem implicar que o risco de terremoto no oeste do Mediterrâneo vem sendo subestimado, e pode estar aumentando.
“Normalmente, não é considerada uma região de enorme atividade sísmica, não da magnitude que vimos no Japão”, declarou Wortel.
Esse pode ser um caso de complacência histórica. “Só porque algo não aconteceu em centenas de anos, não quer dizer que não exista risco”.
De fato, lembrou, 70.000 pessoas morreram em Messina, na Itália, em 1908, quando um terremoto de magnitude 7,1 causou ondas com altura estimada de 12 metros.
E um dos mais devastadores terremotos da história europeia ocorreu a oeste do Gibraltar em 1755, lançando uma onda gigante sobre Lisboa e matando, segundo algumas estimativas, mais de 100.000 pessoas. (Fonte: Portal iG)

Parente próximo dos humanos comia grama


Um parente próximos dos ancestrais humanos que viveu entre 2,3 milhões e 1,2 milhão de anos atrás terá de trocar de apelido. O Paranthropus boisei – chamado há décadas de “homem quebra-nozes” por sua mandíbula forte e grande e seus molares que, em teoria, mastigavam alimentos duros – gostava mesmo era de comer grama.
O estudo publicado nesta segunda-feira na no periódico especializado PNAS mostrou que a dieta dele era definitivamente diferente do que se imaginava, segundo Thure Cerling, da Universidade de Utah, que liderou a pesquisa.”Foi uma surpresa. Não esperávamos encontrar uma fração tão grande de grama na dieta de nossos ancestrais ou de seus parentes imediatos. Não há nenhum babuíno moderno que seja um comedor de grama”, afirmou Cerling ao iG. Ou seja: o Paranthropus boisei não competia por comida com outros primatas que comiam frutas, folhas e nozes, mas com os ancestrais das vegetarianas zebras.
O estudo foi feito analisando o esmalte de 24 dentes de 22 indivíduos da espécie que viveram entre 1, 9 e 1,4 milhão de anos na região norte e central do Quênia, na África. Os pesquisadores mediram os isótopos de carbono presentes nos dentes para inferir a dieta do hominídeo que mostrou ser, em média, 77% composta de gramíneas. “Isto provavelmente fez com que fossem necessárias adaptações especiais no sistema digestivo do Paranthropus o que levanta a questão de quanto tempo foi preciso para eles desenvolverem esta especialidade, onde ela se desenvolveu e assim por diante.”, explicou Cerling. E completou: “Devemos ir em frente e testar, com o método dos isótopos, outras espécies da linhagem humana e seus parentes próximos. Há muito trabalho a ser feito com espécies que são mais velhas do que a analisada por nós. Isto pode trazer insights sobre como essa especialização na dieta [do Paranthropus boisei] ocorreu.”
Um outro estudo feito em 2009 com base nas marcas encontradas nos dentes de “Homens Quebra-Nozes” havia identificado que ele comia frutas macias e gramas. Combinado com o estudo atual ele traz a certeza de que o “Quebra-Nozes” gostava mesmo era de moleza.
O primeiro fóssil de Paranthropus boisei foi descoberto em 1959 pelo casal de paleontólogos Louis e Mary Leakey – o atual estudo teve a participação de Meave Leakey, mulher de Richard Leakey, filho da dupla. Com uma idade de 1,75 milhão de anos foi primeiramente conhecido como Zinjanthropus boisei depois comoAustralopithecus boisei e finalmente ganhou um gênero próprio passando a se chamar Paranthropus boisei.(Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)

Frigorífico é multado por receber gado de área desmatada no Pará


Um frigorífico em Xinguara (PA) foi multado em mais de R$ 500 mil por receber mil cabeças de gado de uma fazenda embargada por desmatamento ilegal da floresta amazônica. A propriedade se localiza em São Félix do Xingu (PA) e pertence ao dono do frigorífico, segundo o Ibama. Ele foi notificado a apresentar documentos sobre a destinação da carne.
O órgão ambiental havia fiscalizado a fazenda desmatada ilegalmente e notificou o dono a retirar o gado dali, mas a determinação não foi cumprida. O Ibama afirma que a propriedade não possuía cadastro na Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e que as Guias de Transporte Animal (GTA) utilizadas para transporte do rebanho eram todas de uma fazenda vizinha, o que caracteriza fraude de documentação.
Havia uma superestimativa do rebanho declarado no registro de movimentação de animais da fazenda que fornecia as GTAs. A propriedade foi multada em R$ 1 milhão por comercializar gado ilegal e fornecer informações falsas ao utilizar as guias.
‘Bois do desmatamento’ – Há dois anos, o Ministério Público Federal e o Ibama entraram na Justiça Federal com ações contra empresas acusadas pelo desmatamento, no Pará, de uma área de 1,57 mil km². As ações pediam indenização de R$ 2 bilhões às fazendas dos “bois do desmatamento” e aos frigoríficos que compravam gado dessas áreas.
Além disso, o MPF-PA encaminhou a 69 empresas clientes desses frigoríficos recomendações para que boicotassem sua carne. Grandes varejistas, como Pão de Açúcar, Wal-Mart e Carrefour aceitaram as recomendações e deixaram de comprar carne oriunda do Pará. (Fonte: Globo Natureza)

Medalhista paraolímpico caminha com pernas robóticas


O medalhista paraolímpico Dave MacCalman, de 30 anos, foi o primeiro comprador do exoesqueleto de US$ 150 mil criado pela empresa Rex Bionics, da Nova Zelândia. O equipamento permite que paralíticos “voltem a andar” com a ajuda de pernas robóticas.
Desenvolvido durante sete anos, o exoesqueleto suporta o peso de uma pessoa para que ela consiga se mover usando as duas pernas. O robô é operadora por um controle joystick.
MacCalman ficou paralítico depois de sofrer uma lesão medular ao mergulhar em um rio. “É difícil descrever como é estar de pé novamente”, disse ao site da Nova Zelândia “3 News”. MacCalman ficou sabendo sobre o exoesqueleto quando ele foi lançado pela Rex e se ofereceu para testar o equipamento. (Fonte: G1)

Câmara dos Deputados adota segurança especial para votação do novo Código Florestal


A Câmara decidiu adotar um esquema especial de segurança para a votação do novo Código Florestal, que deve ser analisado entre terça (3) e quarta-feira pelo plenário da Casa.
Pelas regras, só terão acesso ao plenário, às galerias e ao Salão Verde (espaço que dá acesso ao plenário) pessoas credenciadas pelas lideranças partidárias. Autoridades e servidores terão acesso livre.
A entrada nos edifícios da Câmara poderá ser suspensa quando mais de 3 mil pessoas já estiverem nas dependências da Casa. Nas galerias, 300 pessoas terão assento. No auditório, outras 400 poderão acompanhar a votação.
As medidas de segurança foram adotadas a pedido da bancada ruralista. Deputados ligados ao agronegócio querem evitar que ocorram protestos de ambientalistas durante a votação do texto. Na análise da proposta na comissão especial, no ano passado, ativistas do Greenpeace tentaram interromper a votação tocando apitos e falando palavras de ordem.
A votação do Código está prevista acontecer até quarta-feira. Nesta terça-feira, os líderes partidários devem se reunir para confirmar se o texto estará em pauta. O novo Código Florestal determina como deve ser a preservação de rios, florestas e encostas, sem prejuízos para a produção de alimentos e a criação de gado.(Folha.com)