sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Coordenador da Rio+20 diz que Brasil terá de assumir liderança


O coordenador-executivo da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), Brice Lalonde, disse nesta quinta-feira (18) no Rio que a liderança brasileira será fundamental para que o encontro, que acontece no ano que vem, produza resultados concretos.
“Nós precisamos da liderança brasileira, porque as lideranças tradicionais desapareceram. Se a liderança não vier dos países emergentes, não haverá liderança suficiente”, afirmou o francês Lalonde, que está no Brasil para encontros com autoridades governamentais e líderes da sociedade civil.
Ele admitiu, porém, que questões internas como o aumento do desmatamento e a discussão em torno do novo Código Florestal podem pôr em xeque a liderança brasileira em questões ambientais. “Nós estamos obviamente preocupados, como todo mundo, mas temos que esperar para ver como essas situações vão se desenrolar”, disse ele ao ser questionado sobre o assunto em entrevista à imprensa.
Lalonde disse que o objetivo da Rio +20 não é produzir resultados imediatos, mas sim soluções de longo prazo para uma vida melhor no planeta. “Essa conferência pertence a uma família especial de conferências, que olham para o longo prazo, para o quadro geral. Será um grande check up para a humanidade e o planeta”, afirmou.
Foco em energias renováveis - Em termos mais concretos, Lalonde disse que o foco da conferência devem ser as energias renováveis. “Um dos mais importantes resultados da Rio+20 deve ser a formação de uma grande coalizão global para abaixar os preços das energias renováveis e torná-las mais competitivas com as energias sujas, como o carvão”, completou.
O francês cobrou que os países sejam menos egoístas e pensem mais no planeta. “O problema do planeta é que ninguém fala em nome do planeta, só há Estados que defendem seus próprios interesses. Precisamos ser mais solidários e pensar no planeta.”
Ele afirmou que a sociedade civil também tem um grande papel na luta por um mundo mais sustentável. “As mudanças cabem muito mais às pessoas do que aos governos. As pessoas têm de pressionar os governos, afinal é o seu futuro que está em jogo. Nós não podemos deixar a juventude numa situação onde ela vai ter que pagar as nossas dívidas, não apenas financeiras, mas ecológicas”, disse.
Questionado se a atual situação econômica global poderia tornar difícil para os governantes pensar em objetivos de longo prazo, Lalonde recorreu a uma metáfora. “Quando o teto está pegando fogo, você tem que apagar o fogo no teto, mas também deveria aproveitar para consertar a infraestrutura da casa. Muitas pessoas acreditam que essa crise é parcialmente causada pela escassez de energia. Devemos aproveitar para resolver esse problema.”
Lalonde, 65, recorreu ao passado para se dizer, apesar de tudo, otimista com a conferência. “Quando eu era jovem, a palavra ecologia nem sequer existia. Hoje, uma série de instituições foram criadas e compromissos foram adotados. Nessa conferência vai ser tomada alguma decisão enorme, radical, para mudar o mundo? Provavelmente não. Mas será um novo passo adiante. Porque as mudanças reais acontecem no dia a dia. É preciso olhar para trás, para ver o que mudou nos últimos 20 anos”, disse.
A Rio+20 acontece entre 4 e 6 de junho do ano que vem. Seu nome faz referência à Eco-92, conferência que reuniu chefes de Estado no Rio em 1992 para discutir desenvolvimento sustentável. (Fonte: Folha.com)

Ambientalistas preparam novos protestos contra construção da Usina de Belo Monte


Movimentos sociais e organizações ambientalistas preparam uma nova manifestação contra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). No próximo sábado (20), eles promovem mobilizações em 15 cidades brasileiras. Na segunda-feira (22), os protestos serão feitos em frente a embaixadas e consulados brasileiros em 20 cidades de 16 países.
O representante do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, Marco Antonio Morgado, diz que, mesmo com o início das obras da usina, autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em junho, o projeto não é considerado um fato consumado. “Queremos trazer a discussão de volta para a pauta, que estava sedimentada. Pelas ações que tramitam na Justiça, acreditamos que ainda é possível revogar o projeto e evitar que essa obra vá adiante.”
Na quarta-feira (17), o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) entrou com mais uma ação na Justiça para contestar o empreendimento. Dessa vez, o MPF pede a paralisação da obra pela violação de direitos de povos indígenas da região, que terão ser removidos de suas áreas tradicionais, o que é vetado pela Constituição.
Em São Paulo, o grupo espera reunir 4 mil pessoas na Avenida Paulista. Em Belém, a expectativa do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre é que 2 mil pessoas participem do protesto, inclusive representantes de comunidades indígenas do Xingu, que serão afetadas direta ou indiretamente pela obra.
Segundo Morgado, as manifestações vão pedir a paralisação de Belo Monte e a rediscussão de grandes projetos desenvolvimentistas. “A população brasileira não foi consultada. Belo Monte vai na contramão de uma perspectiva de sustentabilidade social e ambiental”. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

Novo ministro da Agricultura terá papel importante no diálogo entre o governo e o setor, diz presidenta da CNA


O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), é um conhecedor das expectativas do agronegócio e pode vir a ser um “importante interlocutor” do governo na estruturação de uma política agrícola mais moderna. A avaliação é da presidenta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Segundo ela, Mendes Ribeira, que até quarta-feria (17) era líder do governo no Congresso, votou com os interesses do setor em vários momentos. “Até mesmo porque o seu estado tem uma força muito grande do agronegócio.”
Embora o novo ministro da Agricultura não seja um produtor rural, Kátia Abreu destacou que ele entende os problemas do setor, justamente por ser de um estado onde o setor agrícola tem grande importância.
De acordo com a senadora, um dos principais desafios de Mendes Ribeiro, em seu início de gestão, será o de fazer a ponte entre o Congresso e a presidenta Dilma Rousseff nas negociações do novo Código Florestal, em tramitação no Senado.
“Tenho certeza que ele tem ótima relação com a presidenta. Essa afinidade entre o ministro e a presidenta o fortalece e sua opinião pode prevalecer em várias circunstâncias”, assinalou Kátia Abreu Por isso, acrescentou, tenho certeza que essa proximidade vai ajudar nas negociações envolvendo o setor.
Quanto à nova política agrícola, ela disse que já há um acordo praticamente formatado com o Banco do Brasil, Ministério da Agricultura e Ministério da Fazenda. A proposta, completou, aguarda apenas uma decisão da presidenta. O grande empecilho para a sua implementação, ressaltou a senadora, é a aprovação do novo Código Florestal pelo Congresso. (Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil)

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida


Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.
O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.
O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.
“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.
Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.
Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.
Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.
Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global. (Fonte: G1)

Leilão de energia reserva contratou 1,2 mil megawatts de usinas eólicas e de biomassa


O leilão de energia reserva realizado na quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou 1.218,1 megawatts (MW) de potência instalada de 41 usinas, das quais 34 eólicas e sete com combustível de biomassa (bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de madeira).
Foram comercializados 460,4 megawatts médios (MWmed) de energia, com um preço médio por megawatt-hora (MWh) de R$ 99,61, um deságio médio de 31,8% em relação ao preço-teto, que era de R$ 146 por MWh. O deságio representa economia de R$ 3,7 bilhões no custo da energia.
O investimento total para a implantação das usinas contratadas no leilão de energia reserva é R$ 3,26 bilhões e o início de suprimento é a partir de 1º de julho de 2014.
O objetivo do leilão de reserva é contratar um estoque de geração de energia elétrica além do necessário para atender à demanda dos consumidores, a fim de aumentar a segurança e a garantia de fornecimento de eletricidade no país.
Na quarta-feira (17), a Aneel promoveu o primeiro leilão de energia A-3 (energia gerada de empreendimentos que ainda estão por ser construídos) do ano, que comercializou 1.543,8 MWmed de 51 usinas, das quais uma hidrelétrica (Jirau), 44 eólicas, duas usinas termelétricas a gás natural e quatro a biomassa. O investimento total para implantação das usinas contratadas no leilão será de R$ 6,54 bilhões e os empreendimentos devem começar o suprimento de energia em março de 2014. (Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil)

Cão farejador pode ser usado para detectar câncer de pulmão, diz estudo


Cães farejadores podem ser a nova arma para detectar os primeiros estágios do câncer de pulmão em humanos, segundo aponta um estudo divulgado pelo European Respiratory Journal, publicação médica sobre o sistema respiratório. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do hospital Schillerhoehe, na Alemanha.
Os cães foram treinados para detectar compostos orgânicos que evaporam com facilidade (VOCs, na sigla em inglês) e que estão ligados à presença do câncer. Durante o estudo, 200 voluntários – saudáveis, com câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica – tiveram a sua respiração “analisada” pelos cachorros treinados.
Os animais usados identificaram 71 pessoas com câncer de pulmão de um total de 100 possíveis. Os animais também foram eficientes em mostrar que outras 372 amostras – de um total de 400 – não apresentavam tumores.
Os primeiros estágios da doença nem sempre estão associados com sintomas e a descoberta precoce pode ser acidental. Já a técnica de detectar câncer de pulmão por meio de amostras do ar exalado por pacientes já havia sido desenvolvida, porém era considerada de difícil aplicação pelos especialistas.
No trabalho com os cães, os cientistas conseguiram não só identificar os tipos específicos de VOCs, mas também a saber afastar a influência da fumaça do tabaco na detecção. Como consequência, a equipe alemã conseguiu identificar marcadores estáveis para confirmar a presença de tumores no pulmão e que não se confundem com o cigarro, odores de comida e drogas.
Câncer de pulmão é causa de morte mais comum por tumor maligno no mundo. Já na Europa, a doença é a segunda mais frequente entre homens e mulheres, provocando 340 mil óbitos por ano no continente. (Fonte: G1)

Cientistas descobrem gene relacionado ao surgimento do câncer


Cientistas encontraram um gene cuja ausência provoca a aneuploidia – uma anomalia ligada ao surgimento o câncer. Essa anomalia consiste na mudança do número normal de cromossomos no núcleo de algumas células. A não ser nos casos em que o indivíduo tem alguma síndrome específica, as células humanas têm 46 cromossomos cada – exceto espermatozoides e óvulos, que têm 23.
A pesquisa publicada pela revista Science detectou que 20% das amostras de câncer no cérebro (glioblastoma multiforme), na pele (melanoma maligno) e nos ossos (sarcoma de Ewing) não produziam a proteína STAG2, por consequência de alguma mutação num gene com o mesmo nome.
Durante a divisão celular, esse gene é responsável pela separação de cromossomos repetidos. Dessa forma, a ausência do gene aumenta as chances de que as células resultantes da divisão tenham um número irregular de cromossomos. Essas células têm potencial para desenvolver o câncer.
“Há tempos, os cientistas têm buscado a base genética para a aneuploidia nas células cancerosas, e nosso estudo traz uma percepção substancialmente nova para esse processo”, afirmou Todd Waldman, um dos cientistas envolvidos na pesquisa.
“Nos cânceres que estudamos, mutações no STAG2 parecem ser o primeiro passo para a transformação de uma célula normal numa célula cancerosa”, prosseguiu. “Agora, estamos vendo se o STAG2 pode sofrer mutações na mama, no colo, no pulmão e em outros cânceres comuns nos seres humanos”. (Fonte: G1)

Gorila do Zoológico de BH ganha duas companheiras da Inglaterra


O gorila Idi Amin, morador do Zoológico de Belo Horizonte, vai ganhar duas companheiras. Segundo a Fundação Zoobotância, a intenção é transformar o Zoológico da capital em um centro de reprodução da espécie.
Imbi e Kifta, as duas fêmeas que vão desembarcar na capital mineira, moravam na Inglaterra. A previsão é as duas companheiras cheguem ao Zoológico de BH nesta sexta-feira (19). Elas vão passar 40 dias no Hospital Veterinário antes de serem colocadas com o macho. Cada uma delas tem 11 anos, e já têm capacidade de reprodução.
Idi Amin tem 37 anos e está sozinho há aproximadamente 27. Quando chegou em Belo Horizonte, vindo da França, o gorila estava acompanhado de uma fêmea, a Dadá, que morreu três anos depois, vítima de infecção generalizada. Em 1984, Cleópatra fez companhia para Idi Amin por poucos dias, morrendo por problemas de saúde. Desde então, o animal de 1,80 m e 200 quilos estava sozinho e nunca teve filhos.
De acordo com a Fundação Zoobotânica, em cativeiro, os gorilas costumam viver cerca de 50 anos. (Fonte: G1)

Cinco países africanos criam maior área protegida do mundo


Cinco países da África Austral assinaram esta quinta-feira em Luanda um tratado criando uma ampla zona protegida, de tamanho correspondente à metade da França, nas bacias dos rios Zambeze e Okavango, que tem por vocação se transformar em um paraíso do ecoturismo.
A área protegida de Okavango-Zambeze, situada entre os territórios de Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue, deve permitir religar catorze parques nacionais e reservas naturais entre estes países, e, sobretudo, as Cataratas Victoria e o delta do Okavango.
“É a maior zona protegida com vocação turística do mundo”, afirmaram seus promotores, durante a assinatura do tratado, à margem de uma cúpula da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Luanda.
O projeto tem por objetivo a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, o estímulo ao ecoturismo e o compartilhamento dos recursos da região.
A região é rica em espécies raras, especialmente leopardos, cães selvagens africanos, rinocerontes e antílopes negros. Também é habitada por cerca de 250.000 elefantes. (Fonte: Portal iG)

Navio de Hong Kong libera gás tóxico no porto de Santos/SP


Um navio de Hong Kong foi multado em R$ 107 mil na quarta-feira (17) por emitir gás tóxico durante a operação no porto de Santos.
A partir de denúncias da população sobre o mau cheiro, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Guarujá constataram a irregularidade na embarcação MJ Promise I, que descarregou 31.623 toneladas de enxofre provenientes da Rússia no Terminal Marítimo de Guarujá.
“Ao final do descarregamento, o enxofre fica molhado e vira uma lama preta e malcheirosa. Essa lama de enxofre tem a concentração de sulfito e sulfeto e, com isso, libera o gás sulfídrico e o dióxido de enxofre, caracterizando o odor de ovo podre”, diz em nota a secretaria.
Resultado da decomposição do enxofre, o gás sulfídrico é altamente irritante e pode ser fatal dependendo da concentração. O dióxido de enxofre é um dos principais causadores da chuva ácida.
O enxofre é uma matéria-prima importada em forma de pó amarelo, utilizada principalmente pelas indústrias de fertilizantes e farmacêutica para a fabricação de ácido sulfúrico.
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) também recebeu reclamações de moradores tanto de Santos quanto de Guarujá, mas durante vistoria não constatou o odor fora do terminal – o que caracterizaria irregularidade. Depois de aplicar a multa ao navio, a companhia estuda uma possível penalização do terminal.(Fonte: Felipe Caruso/ Folha.com)