quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cientistas debatem no Senado o novo Código Florestal

Pesquisadores de instituições como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participaram nesta terça-feira (5) de debate no Senado sobre o projeto de lei do novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. A reunião contou com a participação de senadores das comissões de Meio Ambiente e de Agricultura, onde o texto está em análise, antes de seguir para o plenário do Senado.

Para o professor Pedro Aleixo, da SBPC, os senadores “são responsáveis por encontrar um ponto de equilíbrio” na proposta analisada pelo Congresso. Acrescentou que chegou o momento de um acordo que não prejudique a expansão agrícola do país nem, tampouco, a preservação dos biomas brasileiros. “Não adianta para o país uma solução em que uma parte vai ganhar. Chegou a hora de um acordo”. Neste sentido, ele ressaltou que o trabalho da comunidade científica será sempre a busca desse ponto de equilíbrio nas discussões com os senadores.

O representante da Embrapa, Celso Manzato, disse que não há conflito entre a preservação das áreas de proteção permanente (APP) e a necessidade de crescimento da produção agrícola no país. Ele defende que a preservação das matas em propriedades privadas garante a manutenção de aquíferos, controla pragas e assegura o desenvolvimento sustentável da própria agricultura. “A preservação dessas áreas em terras que não tem potencial para o plantio contribui para a polinização das plantas e o controle de pragas, que é um problema que já nos preocupa e está em estudo”.

Para o pesquisador, a preservação das matas está diretamente ligada ao maciço investimento público para “reconfigurar o espaço produtivo do país”. Ele destacou que será necessário aplicar recursos em pesquisas que possam melhorar o potencial da pecuária intensiva, sem a necessidade de ampliação das áreas de pastagem, por exemplo.

Já o pesquisador da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Elíbio Rech Filho propôs aos senadores que seja montada uma “força-tarefa” com o objetivo de fornecer as informações necessárias aos senadores durante o processo de análise do novo código. Para ele, não faz sentido pensar em uma proposta que exclua dos debates as pessoas que vivem no campo, sejam agricultores de larga escala ou que dependem da terra para sobreviver. A lógica que deve nortear a discussão, segundo ele, é a que agrega crescimento econômico, inclusão social, preservação ambiental e desenvolvimento humano. (Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil)

Rio+20 poderá gerar órgão mundial destinado à preservação do meio ambiente

Autoridades de países que são alvos de críticas internacionais por causa da forma como tratam a preservação ambiental e o estímulo à economia verde, deverão participar da Conferência Rio+20, de 28 de maio a 6 de junho de 2012, na área do Porto do Rio de Janeiro. A expectativa, segundo os organizadores, é que a China, Índia e os Estados Unidos enviem emissários do primeiro escalão do governo para os debates. As discussões da cúpula poderão gerar a proposta de criação de um órgão específico internacional para a área ambiental.
O órgão, em estudo, ficará subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorre com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – que será comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva.

A ideia é que a sede do novo órgão, responsável pela área ambiental, seja na África. Atualmente só há uma agência da ONU para cuidar do tema, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja sede fica no Quênia. Criado em 1972, o programa tem o objetivo de fortalecer as ações mundiais de desenvolvimento sustentável.

As autoridades brasileiras e estrangeiras, porém, concluíram que é necessário ampliar os esforços em nível mundial, pois hoje não há uma definição universal sobre economia verde nem foram estabelecidos os instrumentos, aceitos de forma global, para o desenvolvimento sustentável. (Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil)

Envelhecimento terá ‘cura’ daqui a 25 anos, diz cientista

Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas de longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para “curar” o envelhecimento, extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
“Eu diria que temos uma chance de 50% de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos”, disse De Grey numa entrevista antes de uma palestra no Britain’s Royal Institution, academia britânica de ciências.

“E por ‘decisivo’ quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje”, acrescentou. De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma “manutenção” regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.

Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. “A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o dano molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico”, explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de “Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível”), com sede na Califórnia.

Tendência - Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.

Só no Japão já existem mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos. Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.

As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de US$ 20 mil para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são “tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado”. Ninguém levou a bolada.

O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de “pseudociência”. Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens “existe em um meio-termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar.” (Fonte: Folha.com)

Vazamento de petróleo na China vai causar danos no longo prazo

Os dois vazamentos de petróleo da estatal chinesa CNOOC na baía de Bohai, no Mar Amarelo, podem ser muito prejudiciais para a região a longo prazo, segundo especialistas citados pela agência oficial “Xinhua”.
“Devido ao frágil meio ambiente de Bohai – um mar fechado com limitada capacidade de ‘autolimpeza’ -, o impacto do vazamento pode ser muito complicado”, destacou Cui Wenlin, responsável de controle ambiental na Administração Oceânica Estatal da China (SOA).

Outro encarregado da SOA (que gerencia as águas territoriais do país), Wang Bin, lembrou que “a influência de um vazamento de petróleo em um ecossistema oceânico é longa e lenta”. Nesta terça-feira, o órgão reconheceu que os vazamentos causaram uma maré negra de “pelo menos 840 quilômetros quadrados”, uma área consideravelmente maior que os 200 metros quadrados inicialmente declarados pela petrolífera estatal CNOOC, co-proprietária da área onde aconteceram os acidentes nos dias 4 e 17 de junho.

Nos últimos dias, a CNOOC recebeu fortes críticas por supostamente ter ocultado o acidente – seu primeiro comunicado oficial foi apenas em 1º de julho. Nesta terça-feira, a petrolífera estatal culpou a sua sócia ConocoPhillips pelo acidente, já que a empresa americana é a encarregada das prospecções nas jazidas exploradas em Bohai. A CNOOC e a ConocoPhillips são sócias conjuntas na jazida Penglai 19-3, onde houve um dos vazamentos.

A SOA informou que 70 metros cúbicos de água misturada com petróleo cru foram limpos na zona afetada, mas “uma pequena quantidade” de óleo continua na superfície. O órgão também destacou que embora a lei chinesa estabeleça que as multas por contaminação marinha em projetos petrolíferos estejam fixadas em 200 mil iuanes (US$ 30.770), as autoridades estudam a possibilidade de aplicar uma quantia “muito maior” à ConocoPhillips. A CNOOC publicou nesta quarta-feira um comunicado insistindo que os vazamentos estão “controlados” e que a empresa americana é a responsável pelo “trabalho diário” nas plataformas onde ocorreram os acidentes.

A petrolífera chinesa acrescentou que, apesar de não ter responsabilidade direta nos incidentes, tomou medidas para reduzir sua gravidade, embora os trabalhos de limpeza correm a cargo da ConocoPhillips. (Fonte: Portal iG)

MMA faz consulta nacional sobre controle de produtos perigosos

O Ministério do Meio Ambiente começou nesta quarta-feira (6) uma consulta nacional para reunir informações sobre o cumprimento das obrigações brasileiras no controle do comércio de produtos químicos perigosos. A tarefa faz parte do acordo firmado pelo País na Convenção de Roterdã.

“Queremos sair daqui com um plano de ação para aprimorar nossas ações”, afirma Sérgia Oliveira, diretora de Qualidade Ambiental na Indústria, do MMA. A maior parte dos produtos que fazem parte do acordo internacional são agrotóxicos. E o Brasil é considerado referência positiva no cumprimento do tratado.
Sérgia Oliveira citou o Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior, do MDIC) como um dos importantes instrumentos para controlar a entrada e saída do Brasil de produtos que ofereçam riscos ao meio ambiente e à saúde da população.

O encontro será realizado até esta quinta-feira (7). Entre os participantes está Gerold Wyrwal, representante do Secretariado da FAO e Pnuma (Organizações das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação e para o Meio Ambiente) na Convenção de Roterdã.

Participam do encontro promovido pelo MMA técnicos dos ministérios da Saúde, Indústria e Comércio, Agricultura e Fazenda, que representam instituições como Receita Federal, Ibama, Anvisa. Também estão entre os participantes representantes de associações da indústria química. (Fonte: Cristina Ávilla/ MMA)

Estudo: Brasil seria um dos 10 mais destruídos por asteroide

Cientistas da Universidade Southampton, na Inglaterra, criaram um ranking de países que mais sofreriam no caso da queda de um asteroide na Terra. Na lista de 10 nações, o Brasil ocupa o 9º lugar, o que significaria que o País sofreria graves perdas estruturais e ocorreria um grande número de mortes na população. As informações são do site do jornal britânico The Telegraph.

O estudo foi divulgado poucos dias após uma pedra do tamanho de um ônibus passar a 12 mil km de distância da Terra. Apesar de seu tamanho, o meteoro dificilmente resistiria à passagem pela atmosfera terrestre e se desintegraria antes de colidir com a superfície do planeta. Mas a proximidade de sua rota com a Terra e o fato de que ele não foi detectado até cinco dias antes de sua passagem foram o bastante para levantar preocupações.

De acordo com os pesquisadores britânicos, a China, por sua grande população, enfrentaria as piores consequências no caso da queda de um asteroide em seu território. No ranking, seguem Indonésia, Índia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Itália, Inglaterra, Brasil e Nigéria. A lista foi compilada com um software chamado NEOimpactor, a partir da análise de dados fornecidos pelo programa de objetos próximos à Terra da Nasa. (Fonte: Portal Terra)

Pata de sapo pode ajudar a desenvolver novo tipo de ‘band-aid’

Sapos que vivem em árvores possuem patas grudentas que os ajudam a se manterem presos aos galhos. Apesar disso, seus pés nunca estão sujos, graças a um muco que, embora melequento, também é autolimpante. Por isso, cientistas estão estudando esses animais para desenvolver uma nova forma de curativo para machucados.

O segredo, segundo os pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, não é apenas o muco, mas também o desenho da sola dos pés desses animais. Para gerar a substância, os sapos precisam friccionar o pé. E pequenas estruturas em formato hexagonal permitem exatamente isso: partes da pata se mantêm em contato com a superfície, mantendo a produção de muco adesivo constante.

A pesquisa foi apresentada durante a Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Glasgow. (Fonte: G1)

Novo mamífero é descoberto em parque nacional do Rio de Janeiro

Um novo mamífero foi descoberto por pesquisadores brasileiros no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, na região de Macaé (RJ). Chamado de ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca), a nova espécie foi descrita por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O nome foi uma homenagem aos goytacazes, índios que habitavam a região litorânea do norte fluminense. Além disso, o ratinho-goytacá tem parentesco com espécies que vivem no cerrado.
Novos estudos serão realizados para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A espécie foi descrita em junho, em artigo publicado na revista internacional Journal of Mammalogy.

Características – O recém-descoberto mamífero brasileiro habita moitas da árvore clusia, muito comum na parte aberta da restinga. Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio a bromélias ou mesmo galhos da clusia. À noite, procura por alimentos como coquinhos de guriri ou juruba, uma famosa palmeirinha que deu nome ao parque.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves. (Fonte: Globo Natureza)

Tempestade em Saturno tem raios 10 mil vezes mais fortes que os da Terra

Observações feitas com a sonda espacial Cassini e com telescópios terrestres mostram que uma grande tempestade na atmosfera de Saturno tem mais de dez raios por segundo, cada um deles 10 mil vezes mais fortes do que os vistos na Terra, de acordo com resultados de dois trabalhos independentes apresentados nesta quarta-feira (6) na revista científica “Nature”.

Tempestades são comuns na atmosfera do gigante planeta gasoso, tanto quanto na Terra. Elas duram de alguns dias a muitos meses e cobrem uma área média de cerca de 2 mil quilômetros. Mas eventos tão grandes como o analisado agora são chamados de “Grandes Manchas Brancas” e são mais raros: acontecem cerca de uma vez por ano de Saturno – o que equivale a 29,5 anos terrestres.

Essa tempestade começou a surgir em dezembro de 2010 e passou de 10 mil quilômetros de área. Ela é a mais intensa observada até agora pelos astrônomos. Os pesquisadores acreditam que eventos do tipo podem se formar com a mudança de estações no planeta.

Os trabalhos também mostram que os ventos da alta atmosfera de Saturno são fortes o suficiente para não mudarem de direção, mesmo com a enorme tempestade atravessando o planeta. Segundo os cientistas, isso indica que eles são parecidos com os que são observados no vizinho Júpiter. (Fonte: G1)

Espécies desconhecidas estão em hotspots

A maioria das espécies ainda não descobertas vive em hotspots conhecidos – regiões que foram identificadas pelos cientistas como prioritárias para conservação da biodiversidade. A conclusão é de um estudo que será publicado em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com os autores da pesquisa, os resultados reforçam que os esforços recentes de conservação têm sido bem direcionados e deverão ajudar a diminuir as incertezas a respeito das prioridades na área. Outra conclusão do trabalho é que o risco de extinção para muitas das espécies ainda não conhecidas é maior do que se estimava até então.

“O estudo mostra que a maioria das espécies desconhecidas se esconde em algumas das paisagens mais ameaçadas no mundo. Isso aumenta significativamente o número de espécies ameaçadas ou em risco de extinção”, disse Stuart Pimm, professor da Nicholas School of the Environment na Universidade Duke e um dos autores.

Com recursos limitados e ameaças crescentes à natureza, pesquisadores que atuam no estudo da biodiversidade há tempos decidiram identificar áreas nas quais as ações de conservação pudessem salvar o maior número de espécies.

Essas áreas consideradas prioritárias são chamadas de hotspots da biodiversidade: locais com número incomum de espécies endêmicas e nos quais as taxas de perda de habitat são extremas. O problema é que o conhecimento das espécies é seriamente incompleto, com um número muito elevado de espécies desconhecidas.

“Sabemos que temos um catálogo da vida incompleto. Se não conhecemos quantas espécies existem, ou onde elas vivem, como poderemos estabelecer locais prioritários para conservação? E se as áreas que ignoramos forem as que têm mais espécies desconhecidas”, disse outro autor do estudo, Lucas Joppa, da Microsoft Research em Cambridge, Reino Unido.

Para lidar com esse dilema, Joppa e colegas criaram um modelo computacional que integra efeitos taxonômicos durante o transcorrer do tempo de modo a estimar quantas espécies de plantas com flores – que formam a base do conceito de hotspot de biodiversidade – ainda existem para serem descobertas.

Em seguida, o conjunto de dados foi comparado com os dados existentes de regiões atualmente identificadas como prioritárias para a conservação. Os dois conjuntos de dados bateram. O modelo estimou que seis regiões identificadas como hotspots – do México ao Panamá; Colômbia; do Equador ao Peru; do Paraguai ao sul do Chile; o sul da África; e Austrália – contêm 70% de todas as espécies desconhecidas.

“É um grande alívio saber que os locais em que mais investimos recursos são os mesmos que abrigam a maioria das espécies ainda não descobertas”, disse David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, outro autor da pesquisa.

“Os resultados do estudo realmente validam todo o tempo e esforço que temos colocado na luta pela preservação da biodiversidade global. Agora, podemos continuar a tentar salvar esses locais únicos e ameaçados”, disse Norman Myers, da Universidade Oxford, que lançou o conceito de hotspot em 1998. (Fonte: Agência Fapesp)