terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tempestades em SP e no RJ vão até triplicar nos próximos 60 anos

A ocorrência de tempestades em São Paulo e no Rio de Janeiro não vai parar de crescer. A constatação é de um estudo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), que mostra que o aumento da temperatura das águas do oceano Atlântico devido ao aumento do aquecimento global é a causa direta dessa previsão.

O levantamento concluiu que as tempestades na região Sudeste serão duas vezes maiores dentro de 60 anos, se comparado ao volume atual. Nas regiões litorâneas, a ocorrência de fortes chuvas será três vezes mais intensa. A previsão leva em conta o ritmo de aquecimento do oceano Atlântico nos últimos 60 anos. As águas ficaram 0,6ºC mais quentes. No mesmo período, a temperatura do planeta subiu 0,8ºC. Com a perspectiva que esse ritmo seja mantido, podemos esperar cada vez mais chuvas daqui para frente.

“A coisa vai piorar, do ponto de vista climático. As chuvas vão aumentar, isso é fato. Reverter isso é diminuir a emissão dos gases do efeito estufa. No curto prazo, é uma tarefa improvável. O que resta é nos prepararmos para minimizar os efeitos”, afirmou o coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe, Osmar Pinto Junior. Além do aumento da temperatura nos oceanos, a urbanização e os efeitos do feito estufa intensificam o problema nas grandes cidades. São Paulo é um exemplo clario disso. Enquanto a temperatura média em regiões tropicais cresceu 0,6ºC, a capital paulista ficou, em média, 2ºC mais quente nos últimos 60 anos. 

Para tentar prevenir o aumento das chuvas, o Inpe começou a instalar um novo sistema de medição de raios, que vai permitir identificar e prever tempestades severas. Batizado de BrasilDAT, ele vai permitir que sejam identificada a incidência de raios que ocorrem apenas no céu. Atualmente, só são identificados as descargas que atingem o solo.

A nova rede terá investimentos de R$ 10 milhões, e contará com 75 novos sensores que cobrirão todo o Brasil. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste terão o sistema implementado até o fim do ano. No ano que vem, a BrasilDAT estará em todo o país.

“As descargas permitem retratar a intensidade de uma tempestade. O sistema vai permitir que se tenha essa informação com cerca de meia hora de antecedência”, observou Pinto Junior. Ele, no entanto, reconheceu que ainda é preciso melhorar o sistema de comunicação entre diversos órgão e entidades, para se prevenir de catástrofes. “Ainda precisamos de um sistema de emergência adequado”, completou. (Fonte: Cirilo Junior/ Folha.com)

Brasil desenvolve segunda maior rede de monitoramento de raios para evitar catástrofes naturais

As tempestades severas como as ocorridas no início do ano na região serrana do Rio serão cada vez mais comuns e violentas no Brasil, segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com a entidade norte-americana Massachussets Institute of Technology (MIT). Para evitar que as tempestades se tornem catástrofes climáticas, o país está desenvolvendo novas tecnologias, dentre elas, a segunda maior rede do mundo de monitoramento de raios e a maior da região tropical do planeta. A maior dessas redes, atualmente, é a dos Estados Unidos.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (8) durante a 14ª Conferência Internacional de Eletricidade Atmosférica no Rio de Janeiro, considerado o maior evento mundial sobre o tema.

De acordo com engenheiro Osmar Pinto Júnior, coordenador do evento e do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe, a rede BrasilDAT, desenvolvida pelo Inpe e pela Eletrobras Furnas, cobrirá, com 75 novos sensores e 33 já existentes, todo o território nacional e irá identificar descargas elétricas no solo e nas nuvens, associadas às tempestades.

“Quem retrata a severidade de uma tempestade capaz de causar um desastre são as descargas dentro das nuvens. Se a rede já estivesse funcionando na época das tempestades na Serra, a tragédia teria sido evitada, pois ela seria capaz de detectar com confiabilidade a tempestade com cerca de 20 a 30 minutos de antecedência”, explicou o coordenador do Elat.

A Região Sudeste já está coberta pela rede e a previsão é que as regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste estejam cobertas até julho de 2012. A rede deve custar cerca de R$ 10 milhões aos cofres públicos.
O Brasil é recordista em número de raios que atingem o solo em todo o planeta, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano, responsáveis pela morte de uma média de 130 pessoas, além de prejuízo de R$ 1 bilhão aos setores público e privado. A cada 50 pessoas que morrem no mundo por causa de raios, uma reside no Brasil.

Osmar ressaltou, no entanto, que é fundamental uma interligação entre a Defesa Civil, as prefeituras e o setor elétrico na prevenção de tragédias e a criação de uma legislação voltada para a proteção das redes elétricas de distribuição contra desastres naturais.

“Não há nada de apocalíptico no aumento de raios. Podemos ter o triplo de raios e um número menor de mortes e de prejuízos se melhorarmos os sistemas de proteção e a conscientização da população. Nosso sistema político deve ser modificado para criar leis de longo prazo”, declarou o engenheiro.

Ele criticou o fato de as empresas de energia serem penalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em casos que envolvem desastres naturais quando, na verdade, não existe uma legislação que dê suporte para as redes de distribuição nas cidades. “Deve haver a compreensão de que, em uma catástrofe, a empresa não pode ser culpada, ela precisa de uma legislação que dê suporte para enfrentar um problema como esse.” (Fonte:Flávia Villela/ Agência Brasil)

Usinas eólicas são destaque do leilão de energia para 2014

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 321 projetos para participar dos próximos leilões de energia marcados para os dias 17 e 18 deste mês. O destaque ficou para a quantidade de projetos de implantação de usinas eólicas (que usam a força dos ventos para produzir eletricidade). Dos 14 mil megawatts (MW) de potência instalada habilitados, 6 mil MW podem ser ofertados pelas 240 usinas eólicas cujos projetos foram apresentados para participar dos leilões. Os leilões de energia visam à contratação de fornecimento a partir de 2014. 

Além das usinas movidas por aerogeradores (eólicas), também foram habilitados dez projetos para produção de energia por usinas térmicas a gás natural, que somam 4.388 MW de potência instalada. As 43 plantas térmicas à biomassa (principalmente bagaço de cana-de-açúcar) habilitadas, a maioria em São Paulo, ofertarão mais 2,7 mil MW.

No dia 17, o leilão será aberto a todas as fontes de energia. Já o leilão do dia 18 é exclusivo para contratação de energia reserva e é limitado aos projetos de usinas eólicas e de biomassa. A maioria dos projetos habilitados pela EPE vão disputar os dois leilões. A maioria dos projetos eólicos será implantada nos estados do Nordeste, enquanto as termelétricas à gás predominam nos estados do Rio e Maranhão.

Apenas um empreendedor se habilitou para participar do leilão do dia 17 com oferta de energia hidrelétrica. É o projeto de ampliação da Usina Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, que vai agregar à planta mais 450 MW. Já as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) vão participar do leilão com 27 projetos que somam 443 MW de potência instalada. Os editais dos dois leilões estão disponíveis na página da Agência Nacional de Energia Elétrica na internet. (Fonte: Agência Brasil)

Óleo vaza de embarcação naufragada e atinge região costeira da Índia

A guarda costeira da Índia continua monitorando nesta segunda-feira (8) o vazamento de óleo que contaminou o Mar Arábico, após um navio mercante carregado com combustível ter afundado nas proximidades Mumbai.
Um dos locais afetados é a praia de Juhu, onde policiais monitoram diariamente os danos. De acordo com as autoridades indianas, produtos químicos têm sido espalhados no mar no intuito de reduzir o impacto do vazamento.

Estima-se que o navio levava um carregamento de 325 toneladas de óleo combustível e 56 toneladas de diesel. A Marinha local resgatou 30 tripulantes que eram da Indonésia, Jordânia e Romênia, depois de receber um sinal de socorro. (Fonte: Globo Natureza)

Cientistas criam mosquito infértil para reduzir transmissão da malária

A engenharia genética pode ser uma arma contra as doenças transmitidas por insetos. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (8) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” mostrou que é possível esterilizar os mosquitos Anopheles gambiae – transmissores da malária – e soltá-los na natureza, e que isso reduziria o risco de epidemias.

A doença mata cerca de 800 mil por ano e, segundo a Organização Mundial da Saúde, uma criança africana morre por conta desse mal a cada 45 segundos. “Na luta contra a malária, muitos esperam que a capacidade de controlar o mosquito vetor vá ser um dia uma parte chave do nosso arsenal”, disse a pesquisadora Flaminia Catternuccia, que liderou o estudo.

Os cientistas do Imperial College, de Londres, no Reino Unido, conseguiram neutralizar um gene necessário para a produção de esperma nos machos da espécie. O estudo concluiu que as fêmeas não são capazes de perceber se um macho é ou não fértil. A fêmea do A.gambiae cruza apenas uma vez durante a vida. No ato sexual, seus ovos são fecundados; ela passa por mudanças, faz uma refeição – de sangue – e, em seguida, põe os ovos.

Segundo a pesquisa, esses hábitos não foram alterados pela esterilização dos machos. Isso significa que, pelo menos teoricamente, a alteração genética feita pelos pesquisadores vá funcionar como um método de controlar a população de mosquitos. No ano passado, uma outra pesquisa, também britânica, conseguiu resultados semelhantes para o Aedes aegypti, que transmite a dengue. (Fonte: G1)

Fiocruz detecta vírus da febre do Nilo Ocidental pela 1ª vez no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou – pela primeira vez no Brasil – a presença do vírus da febre do Nilo Ocidental, responsável por uma doença com características parecidas com as da dengue. Os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) descobriram anticorpos contra a ameaça em cinco cavalos da região do Pantanal. Segundo a Fundação, o vírus já havia sido detectado em outros países da América Latina. Inédito em solo nacional, a ameaça costuma ser transmitida por insetos a humanos. Antes disso, os invertebrados precisam entrar em contato com animais como cavalos e aves.

Segundo o portal do Ministério da Saúde, a transmissão entre humanos não é possível. Normalmente, as aves são consideradas como as principais responsáveis por contaminar os vetores (insetos) pois podem servir como “reservatório” para o vírus durante um tempo mais prolongado. Os primeiros sintomas da doença são febre acompanhada de mal-estar, anorexia, náusea, vômito, dor nos olhos e de cabeça. Nos casos graves, pode ocorrer encefalite, doença neurológica que pode levar à morte quando se desenvolve em pessoas de idade avançada.

A infecção cerebral foi identificada pela primeira vez em 1937, na Uganda. Já a primeira epidemia ocorreu na década de 50, em Israel, quando o vírus foi apontado como causador da doença. Nos Estados Unidos, há indícios da doença desde 1999. (Fonte: G1)

Clonagem de gado é mais rentável que de pets

A clonagem de gado tem sido mais bem-sucedida devido ao valor comercial dos animais de boa qualidade: os criadores mostram-se dispostos a pagar dezenas de milhares de dólares pelo clone de uma vaca ou de um cavalo premiado. Certo tipo de gado também é mais fácil e mais barato de clonar do que os cães, explica John Woestendiek, autor de “Dog, Inc.: The Uncanny Inside Story of Trying to Clone Man’s Best Friend” (“Cão, S.A: a Estranha História de Bastidores sobre a Tentativa de se Clonar o Melhor Amigo do Homem”, em tradução literal).

Com sede em Austin, Texas, a empresa de clonagem ViaGen é uma das duas principais empresas de clonagem de gado dos Estados Unidos. “Produzimos cavalos clonados a partir de doadores estéreis que agora se reproduzem com eficácia e oferecem oportunidades de genética que não eram possíveis com os doadores”, diz Lauren Aston, porta-voz da ViaGen, à AFP. “Produzimos vacas leiteiras que ganharam concursos internacionais”, acrescenta.

Segundo cálculos da ViaGen, 3.000 cabeças de gado foram clonadas desde Dolly. Atualmente, segundo Aston, são clonados no mundo entre 200 e 300 vacas e de 200 a 300 porcos ao ano. A empresa cobra US$ 165 mil (cerca de R$ 265 mil) para clonar um cavalo, US$ 20 mil (RS 32 mil) por uma vaca e US$ 2.500 (RS$ 4 mil) por um leitão.

Os clones de gado da ViaGen não nasceram com más-formações e seus investidores não entendem por que a BioArts obteve resultados negativos quando clonou cães. (Fonte: Folha.com)

União é mais duradoura entre elefantes com menos ‘amigos’

Um estudo recente com elefantes asiáticos mostra que a estrutura social é complexa e o comportamento dos animais varia bastante. Como parte da sua tese de doutorado na Universidade da Pensilvânia, Shermin de Silva e colegas acompanharam aproximadamente 300 fêmeas de elefantes que vivem no Parque Nacional Uda Walawe, no Sri Lanka, por cerca de dois anos.

Na comunidade de elefantes estudada, um grupo de cinco elefantes aparentou estar sempre junto, mas cerca de 16% dos elefantes mudaram completamente seus cinco companheiros principais durante o período de duração do estudo. “Se pensarmos sobre isto, a quantidade de tempo para ser dedicada aos companheiros diminui conforme o número de amigos que ele tem”, explica Silva.

“Quanto menor o número de amigos, mais forte é a união com esses poucos”, completa. Embora cada grupo possa ter até 16 membros, a maioria dos elefantes se agrupou em três. Além disso, alguns mantiveram os mesmos companheiros por muito tempo e outros mudaram totalmente de parceiros. “Há muitas variações individuais”, afirmou o pesquisador. “Cada elefante é livre para escolher seus próprios companheiros”, conta.
O motivo dos elefantes preferirem mudar de círculo social não está claro, diz ela, cujo estudo está na edição deste mês da revista “BMC Ecology”. (Fonte: Folha.com)

Chimpanzés gostam de ajudar os demais, conclui estudo

Chimpanzés fêmeas gostam de ajudar espontaneamente as demais, ao invés de agir de forma egoísta, algo que sugere que o comportamento altruísta pode não ser exclusivamente humano, afirmam cientistas em um estudo publicado esta segunda-feira (8). 

Cientistas do Centro de Pesquisa Nacional de Primatas Yerkes, no estado da Geórgia, Estados Unidos, testaram sete chimpanzés fêmeas para ver se observações do comportamento generoso da espécie em campo combinavam com as decisões tomadas em laboratório. Uma vez colocados diante de dois símbolos coloridos, um deles garantindo uma porção de bananas para dois e outro, apenas para a chimpanzé responsável pela seleção, os animais demonstraram a tendência de fazer a escolha social, destacou o estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Estudos anteriores sugeriram que os chimpanzés tendem a agir de forma egoísta nos chamados testes pró-sociais. Os cientistas também descobriram que as chimpanzés agiram com mais generosidade quando a parceira à espera lembrava à que fazia a escolha sobre sua presença, mas sem agir ou assediá-la para que escolhesse a porção para dois. “Ficamos entusiasmados em descobrir que cada uma das fêmeas escolhia a opção que garantia alimento para ela e para sua parceira”, afirmou Victoria Horner, diretora da pesquisa.
“Também foi interessante para mim observar que ser excessivamente persistente não funcionou com aquelas que faziam a escolha. Revelou-se muito mais produtivo manter a calma e lembrá-las de que estavam ali de tempos em tempos”, acrescentou.

Os cientistas disseram acreditar que este estudo é mais apropriadamente projetado para julgar o comportamento dos chimpanzés do que estudos anteriores porque coloca o parceiro à espera à vista de quem faz as escolhas. “Sempre fui cético sobre as descobertas negativas feitas anteriormente e sua interpretação”, disse o co-autor da pesquisa, Frans de Waal. “Este estudo confirma a natureza pró-social dos chimpanzés com um teste diferente, melhor adaptado à espécie”, disse. (Fonte: Portal iG)