quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cadela adota filhotes de leão com tigresa na China

Uma cadela “adotou” quatro filhotes de ligre (cruza de leão com tigresa) em um zoológico em Weihai, na província de Shandong, no oeste da China. As informações são da agência AP.

Os filhotes nasceram no dia 13 de maio e foram alimentados pela mãe durante quatro dias, e abandonados por ela após esse período por razões desconhecidas. Para cuidar e amamentar os recém-nascidos, os tratadores trouxeram uma cadela. Mesmo assim, dois dos filhotes acabaram por morrer de fraqueza.

Como nascem os ligres – Segundo o biólogo Roberto do Val Vilela, do setor de Mamíferos do Zoológico de São Paulo, esse animal é resultado do cruzamento de um leão com uma tigresa e pode atingir incríveis 4 m de comprimento e, com apenas três anos de vida, pode pesar meia tonelada.

Como ele pode ser tão grande? De acordo com Vilela, se acredita que seja resultado da falta de genes que condicionam a produção dos hormônios inibidores do crescimento. Acontece que esses genes nos leões são herança da mãe, enquanto que nos tigres eles são herdados do pai, ou seja, como o ligre é um cruzamento de um leão com uma tigresa, ele não tem esses genes.

O cruzamento entre os animais só ocorre por ação do homem, já que os hábitos das espécies são diferentes (os leões vivem em grupo e os tigres são solitários, por exemplo) e os dois não compartilham os mesmos territórios – com exceção de um parque na Índia.

Existe também o cruzamento entre tigre e leoa, chamado de tigreão. Não é tão comum quanto o ligre e pode exibir características de ambos os pais – podem ter pintas da mãe (leões têm o gene para pintas e as crias de leão são pintadas) e listras do pai.

Se pensarmos que recebe os genes que inibem o crescimento tanto de pai quanto de mãe, o tigreão deveria ser um animal pequeno, mas isso não ocorre e, apesar de não se aproximar do peso do ligre, frequentemente esse animal chega aos 180 kg. (Fonte: Portal Terra)

Fósseis de jacaré que viveu há 8 milhões de anos são achados no Acre

Fragmentos da mandíbulas de jacarés de médio porte que teriam vivido há 8 milhões de anos na Amazônia foram identificados por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC). Os fósseis haviam sido descobertos em 1999 no município de Senador Guiomard, às margens do Rio Acre, mas até então estavam guardados no Laboratório de Paleontologia da universidade.

Segundo o doutor em paleontologia e especialista em jacarés fósseis Jonas Pereira de Souza Filho, que também é professor associado da UFAC, é comum os laboratórios deterem material de campo que não é aberto nem estudado de imediato. Uma análise mais detalhada desse animal, que tinha cerca de 2,5 metros, está sendo feita. O réptil assemelha-se ao atual jacaretinga (Caiman crocodilus), que habita a região, mas a diferença é que aquele tinha um focinho mais alongado.

O nome oficial da nova espécie ainda está em discussão, mas deve homenagear a Amazônia. Os pesquisadores preparam agora um artigo científico sobre a descoberta, que deve ser apresentado em setembro durante um encontro na Argentina sobre paleontologia de vertebrados. O passo seguinte será publicar o achado em uma revista científica.

De acordo com Jonas Filho, o Acre está em uma zona de sedimentação propícia para a fossilização. Essas pequenas partes de mandíbulas, portanto, são o indício de que outros animais, ainda inéditos para a ciência, podem ser encontrados no futuro. “Ainda há muita coisa para se descobrir e falar sobre a nossa pré-história. Essa é apenas a ponta do iceberg da paleontologia”, disse.

Em 1986, foi localizada no Acre a peça mais completa do jacaré gigante Purussaurus brasiliensis, um dos maiores predadores que já viveu na Amazônia. Além disso, o estado é uma importante fonte de informações pré-históricas: nele já foram identificados quase 300 geoglifos, desenhos no solo que podem ter sido feitos por civilizações antigas. (Fonte: G1)

Bactérias podem ser responsáveis pela formação de granizo e neve

Em junho de 2010, uma chuva de granizo com pedras de mais de cinco centímetros de diâmetro no estado de Montana, Estados Unidos, levou a uma descoberta singular: bactérias podem ser as responsáveis pela formação de chuva, neve e granizo. “Estava no campus da Universidade [Estadual de Montana em Bozeman, nos Estados Unidos] quando começaram a cair estas pedras enormes, quebrando janelas. Coletamos-as e analisamos o que havia no centro delas e encontramos bactérias”, explicou Alexander Michaud, durante teleconferência para apresentação da pesquisa no 111° Encontro Geral da Sociedade Americana de Microbiologia, que terminou nesta terça-feira (24) em New Orleans, Estados Unidos.

As pedras de gelo foram divididas em quatro camadas, derretidas e tiveram sua composição analisada separadamente. Quanto mais os Michaud e seus colegas chegavam perto do núcleo do granizo, mais bactérias encontravam. “Elas estavam vivas, embora não fosse necessário que isto acontecesse para que pudessem formar o granizo”, explicou Brent Christner, da Universidade Estadual da Louisiana, que também participou do trabalho.

A presença delas na região atmosférica a partir da qual se forma o granizo é um indicador de que elas podem ser uma das responsáveis por sua formação. “O que podemos afirmar neste momento é que as bactérias tiveram parte na criação deste granizo. Agora o quanto importante é isto em escala global não sabemos ainda”, afirmou Christner.

Normalmente, minerais e outras particulados são considerados os responsáveis por aglutinar as partículas de água presentes nas nuvens até que elas fiquem grandes o suficiente para se transformar em chuva, neve ou granizo. Para que isto aconteça, no entanto, a água precisa estar a uma temperatura muito menor do que a existente normalmente nas nuvens. Ou seja: em teoria os minerais não deveriam ser os responsáveis por criar os núcleos que dão origem à chuva, ao gelo e ao granizo. A chave pode estar nas bactérias. “Conhecemos apenas 1% dos micróbios que são capazes de criar estes núcleos. Os 99% restantes precisamos descobrir ainda”, explicou Christner. (Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)

Noruega quer dinheiro de ‘ricos’ em energia limpa contra desmatamento

A Noruega quer encontrar uma forma de canalizar bilhões de dólares para investimentos em energias renováveis nos países em desenvolvimento, de forma a incentivar o regime de proteção às florestas tropicais.

Com alta arrecadação financeira devido à exploração de petróleo (é o 6º maior produtor do planeta), a nação nórdica quer que governos ricos e investidores privados participem de um plano denominado ‘Energia +’. O projeto promove as energias verdes, como a solar e eólica, no combate às mudanças climáticas e no desenvolvimento com baixo carbono.

Segundo o governo, apesar da criação do Fundo Verde (durante a Conferência do Clima de Copenhague, em 2009), onde os países desenvolvidos prometeram arrecadar US$ 100 bilhões anuais até 2020 para ações mitigação, poucas nações ricas delinearam os planos de como vão aumentar a ajuda sem impactar suas economias.

“Estamos tentando aprender com a conservação das florestas para criar um regime semelhante para a geração de energia, só que em níveis internacionais”, afirmou o ministro de meio ambiente e desenvolvimento internacional da Noruega, Erik Solheim. “A diferença é que no caso da energia, o setor privado será envolvido de maneira muito mais forte”, disse o ministro.

Em 2011, o país dobrou o apoio às energias limpas, passando para 1,6 bilhão de coroas (US$ 286,6 milhões) contra 800 millhões de coroas em 2010.

Ações – Em 2007, a Noruega prometeu US$ 537 milhões por ano para ajudar nações em desenvolvimento em projetos de combate ao desmatamento. O Brasil é um dos beneficiados e pode receber ajuda de US$ 1 bilhão até 2015 para aplicar no Fundo Amazônia. (Fonte: G1)

Yangtzé, o rio mais longo da Ásia, sofre sua pior seca em 50 anos

O rio Yangtzé, o mais longo da Ásia e em cuja bacia vive um terço da população chinesa (cerca de 400 milhões de pessoas), enfrenta a pior seca em 50 anos, devido à maior escassez de chuvas desde 1961, informou nesta segunda-feira (23) a agência oficial Xinhua.

As províncias do curso médio do rio (Jiangxi, Hunan e Hubei) são as mais afetadas, já que nelas as precipitações entre janeiro e abril foram entre 40% e 60% inferiores à média anual, destacou o diretor do centro de controle de inundações e secas do rio, Wang Guosheng.

A seca afeta os sistemas de irrigação, o abastecimento de água em algumas regiões e inclusive o transporte fluvial deste rio, uma das artérias do transporte de carga na China, e onde já foram vários os navios que encalharam devido ao caudal reduzido.

Nos próximos meses a bacia do Yangtzé entrará na estação de chuvas, na qual as fortes precipitações frequentes no verão na região, unidas à atual seca do terreno, poderiam piorar esta temporada as inundações, que já no ano passado causaram milhares de mortos na bacia.
A seca obrigou a liberar água da represa das Três Gargantas, situada em seu curso alto e considerada o maior projeto hidráulico do mundo.

O Yangtzé mede 6.397 quilômetros, e seu delta, no qual fica a cidade de Xangai, é a região mais rica do gigante asiático. (Fonte: Folha.com)

Maior desmatamento detectado pelo Inpe fica dentro de terra indígena

O maior foco de desmatamento detectado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em abril na Amazônia Legal é uma área de 68,8 km² dentro da Terra Indígena Maraiwatsede, em Mato Grosso – o equivalente a 43 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A reserva é palco de uma disputa entre fazendeiros e índios xavantes.

Segundo informações do Inpe, as imagens de satélite dão a impressão de que se trata de uma área que vem sendo degradada há algum tempo, visto que um polígono semelhante a esse foi detectado em setembro de 2009. A imensa área fica próxima à única aldeia xavante dentro dessa terra.

A Terra Maraiwatsede tem uma história problemática. Nos anos 60, os índios xavantes que ali habitavam foram transferidos para outras regiões pelo governo militar, para darem espaço a um projeto agrícola. Na época da Eco 92, a empresa proprietária da fazenda criada no local decidiu devolver a área aos xavantes. No entanto, posseiros dos arredores ocuparam a terra antes que a volta dos indígenas ocorresse.

Em 1998, veio a homologação da terra e o reconhecimento do direito dos xavantes à reserva. Mas até hoje há disputas judiciais em que os fazendeiros, que seguem na terra indígena, questionam sua saída da região.

Enquanto não saem, os posseiros seguem desmatando a terra indígena para aumentar sua produção. Na semana retrasada, um grupo de 125 indígenas invadiu uma das fazendas que, segundo alegam, estaria arrendando terras para a formação de mais pasto.

Transferência – Na semana passada, na tentativa de dar uma solução ao conflito entre fazendeiros o governo de Mato Grosso entregou ao Ministério da Justiça um documento propondo a transferência da reserva indígena para uma nova área, também localizada na região do Araguaia. A Funai, órgão subordinado ao ministério, que é responsável pela questão indígena no país, logo em seguida publicou um comunicado rechaçando essa possibilidade.

“A proteção constitucional garantida às terras indígenas veda qualquer possibilidade de transação das áreas reconhecidas como de uso tradicional, visto que são indispensáveis à sobrevivência física e cultural dos povos indígenas, nos termos do artigo 231 da Constituição Federal”, argumenta a Funai. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Natureza)

Nível do mar pode subir mais que previsto pela ONU, afirma Austrália

Estudo divulgado nesta segunda-feira (23) pelo governo da Austrália aponta que o nível do mar pode subir entre 0,5 e um metro até 2100 devido ao aquecimento global. O índice é superior à expectativa do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) que previa uma elevação entre 0,18 e 0,76 metro para o mesmo período.

“A estimativa plausível de aumento da água do mar até 2100, em comparação com o ano 2000, é de 0,5 a um metro”, cita o relatório com o título ‘A década crítica’, publicado pela Comissão de Mudanças Climáticas australiana. O documento também lembrou também que o nível do oceano aumentou aproximadamente 20 centímetros desde 1880.

Ainda de acordo com a pesquisa, uma elevação em 50 centímetros já causaria sérios impactos em cidades costeiras como Sidney e Melbourne, que sofreriam graves inundações.

Menos poluição – O estudo ainda comenta o processo de ‘descarbonização’ da economia do país, para minimizar as emissões de dióxido de Carbono (CO2) e uso de energia limpa até 2050. Segundo o chefe da comissão, Tim Flannery, a Austrália tem exatamente oito anos e sete meses para cumprir a meta de reduzir em 5% as emissões até 2020, em comparação com os níveis de 2000.

A maior nação da Oceania é também uma das mais poluentes em termos per capita, com uma taxa cinco vezes maior que a da China, devido às exportações de carvão e outros recursos naturais. A Austrália assinou o Protocolo de Kyoto em 2007 e atualmente discute a possibilidade de implantar um imposto sobre as emissões de carbono. (Fonte: G1)

Número de desastres climáticos triplicou desde 1980, diz ONG britânica

O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam.

Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países.

A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.

O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central.

Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas.

“Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais”, afirmou.

“Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.”

Ajuda humanitária – Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial.
Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos.

No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente.

Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados.

Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015.

“O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas”, diz Jennings. (Fonte: G1)