sexta-feira, 22 de julho de 2011

Britânico compara adiar acordo climático a tentar acalmar Hitler


Líderes mundiais que se opõem a um acordo global para combater a mudança climática estão cometendo um erro similar ao dos políticos que tentaram acalmar Adolf Hitler antes da Segunda Guerra Mundial, disse um ministro britânico na quinta-feira.
O ministro da Energia e Mudança Climática, Chris Huhne, disse que os governos precisam redobrar os esforços para encontrar um substituto ao Protocolo de Kyoto para as emissões, embora seja improvável que haja um avanço na conferência deste ano em Durban, na África do Sul. A crise econômica global tirou da agenda política a busca por um tratado legalmente vinculante para limitar as emissões que aquecem o planeta e os países não querem perder competitividade ao adotar sozinhos metas climáticas rigorosas, afirmou ele.
Em um discurso em que exortou os países a manter a pressão por um acordo climático, Huhne evocou a memória do líder britânico Winston Churchill e a luta contra a Alemanha nazista sob o comando de Hitler. “A mudança climática tem recebido menos atenção política agora do que há dois anos. Há um vácuo e as forças da pouca ambição estão preenchendo esse espaço”, disse ele. “Ceder às forças da pouca ambição seria um ato de apaziguamento climático.
“Esse é o nosso momento Munique”, acrescentou ele, referindo-se ao Acordo de Munique, um pacto de 1938 que deu a Hitler terras da antiga Tchecoslováquia numa tentativa frustrada de convencê-lo a abandonar novas expansões territoriais. “Winston Churchill…disse uma vez que ‘um conciliador é alguém que alimenta um crocodilo, esperando que ele o coma por último’.” O Protocolo de Kyoto, que controla as emissões de gás-estufa apenas nos países desenvolvidos, expira no fim de 2012. Os países em desenvolvimento querem estender Kyoto, mas Japão, Rússia e Canadá querem um acordo novo e mais amplo.
Os países mais pobres dizem que as nações ricas emitiram a maioria dos gases-estufa depois da Revolução Industrial e que devem estender o Protocolo de Kyoto antes de se esperar a sua adoção pelos países pobres. Huhne, no entanto, afirmou que não há tempo a perder se o mundo quer evitar temperaturas mais altas capazes de produzir uma mistura catastrófica de secas, tempestades, doenças e elevação do nível das marés.
“Não podemos esperar cada país se tornar igual, porque isso significaria esperar pela eternidade”, disse ele à plateia no instituto Chatham House, em Londres. “Em algum momento, devemos desenhar uma linha e dizer: isso começa agora. Isso começa aqui.” (Fonte: Portal iG)

Onda de calor mata mais de 20 pessoas nos Estados Unidos


Nos Estados Unidos, a forte onda de calor já matou 22 pessoas. Sensação térmica de 50°C no estado de Dakota do Norte. A quanto será então que vai a temperatura no painel do carro? O suficiente para assar biscoitos e a moça ainda avisa: “Estão muito quentes para comer agora”.
Em Ohio, para refrescar as crianças, um homem não teve dúvidas: abriu o hidrante na calçada para criar um chafariz. “Eu estou fazendo de tudo para me refrescar, mas está difícil”, diz outro. E no zoológico de Chicago, até os ursos ganharam picolés gigantes. Cerca de 140 milhões de americanos estão sofrendo com a onda de calor que já atinge 32 estados, onde foi até decretado estado de alerta. A região central do país é a mais afetada. Segundo os meteorologistas, a temperatura subiu por causa de uma massa de ar quente e úmido que saiu do Golfo do México e estacionou sobre grande parte do país.
Ao todo, já foram confirmadas 22 mortes por causa da onda de calor. Em um hospital, dezenas de garrafas de água foram distribuídas pelo ambulatório. É para ajudar a seguir a principal recomendação dos médicos: manter a temperatura do corpo baixa e não fazer muitos exercícios durante o dia.
Por causa do calor, a prefeitura divulgou uma lista com 600 prédios públicos que estão equipados com potentes aparelhos de ar-condicionado. Do lado de dentro, a temperatura é de 21°C, mas fora chega a quase 40°C. A ideia das autoridades é fazer com que esses lugares sejam utilizados pelas pessoas para se refrescar um pouco durante o dia. As piscinas públicas estão lotadas.
E é de seus frequentadores que sai a melhor descrição para os últimos dias nos Estados Unidos: “Muito, muito quente!”, conta um menino. (Fonte: G1)

MMA seleciona projetos na Mata Atlântica até 30 de julho


Está aberta a Chamada Pública para seleção de projetos voltados para promoção das cadeias de produtos da sociobiodiversidade. Serão investidos R$ 640 mil em iniciativas de pesquisa e diretrizes para manejo sustentável do fruto da juçara, erva-mate e pinhão e de promoção da cadeia de valor do pinhão no centro-sul do estado do Paraná e região metropolitana de Curitiba.
Poderão participar organizações sem fins lucrativos, com mais de 12 meses de existência legal. O edital está disponível no endereço www.mma.gov.br/pda e as propostas devem ser enviadas até o dia 30 de julho de 2011.
Os temas que serão financiados inserem-se nas ações de implementação do Plano Nacional para Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB), coordenado conjuntamente pelos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Conab.
A chamada é do Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA), do Ministério do Meio Ambiente, que incentiva a experimentação de tecnologias sustentáveis, do fortalecimento da organização social e do gerenciamento de ações que conciliem a conservação dos recursos naturais com o desenvolvimento econômico e social com vistas à melhoria da qualidade de vida. (Fonte: Carlos Américo/ MMA)

Diamantes revelam movimentos da Terra há 3 bilhões de anos


Reza o ditado que os diamantes são eternos. Uma pesquisa mostrou que além da durabilidade (eles somente podem ser derretidos a temperaturas superiores a 5.500 °C) eles também revelam os segredos do funcionamento das placas tectônicas, as responsáveis pela formação de montanhas a fossas oceânicas, e cuja movimentação causa terremotos e tsunamis.
No trabalho, publicado no periódico científico Science nesta quinta-feira (21), Steven Shirey, do Instituto Carnegie de Washington, nos Estados Unidos, e Stephen H. Richardson, da Universidade de Cape Town, na África do Sul, descobriram que essas placas passaram por uma grande transformação há cerca de 3 bilhões de anos que levou os continentes começaram a se movimentar e colidir da forma como acontece até hoje.
A análise foi feita com base em incrustações minerais dentro de diamantes trazidos à superfície por vulcões com profundidade de cerca de 200 quilômetros. Mais especificamente, os pesquisadores pegaram dados já publicados de mais de quatro mil dessas inclusões e descobriram que apenas as mais recentes, com menos de 3 bilhões de anos, tinham um tipo de inclusão chamada eclogita – sua presença é um sinal de que provavelmente as placas oceânicas começaram a pressionar por cima da placa continental e se afundaram no manto terrestre. “Não ficamos surpresos com a ‘descoberta’ , mas com o fato de encontrarmos um padrão tão claro nos dados analisados. O que nos surpreendeu foi que não percebemos o significado da falta de eclogitas nos diamantes mais antigos até agora”, afirmou ao iG Shirey.
Os motivos que levaram a esta transformação nas profundezas da Terra não são totalmente claros ainda, mas os autores acreditam que a chave esteja na temperatura. “Nossa hipótese é que há três bilhões de anos o manto esfriou o suficiente para que as placas tivessem movimentos maiores, deslizando mais uma em cima das outras do que era possível anteriormente”, explicou Shirey. (Fonte: Portal iG)

Estudo aponta sete medidas para evitar Alzheimer


Pesquisadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos do mal de Alzheimer em todo o mundo. Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.
 De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos. Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.
Causas – As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida. Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta. Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco. 
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo. Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física. Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.
Educação – O fator que parece causar a maior porcentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de atividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).
Juntos, estes sete fatores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença. ‘Nos surpreendeu descobrir em nosso modelo que os fatores de estilo de vida, como o baixo nível educacional, falta de atividade física e tabagismo parecem contribuir para um número maior de casos de Alzheimer do que as doenças cardiovasculares’, disse Deborah Barnes, que liderou o estudo.
‘Mas isto sugere que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem ter um impacto dramático no número de casos de Alzheimer no decorrer do tempo’, acrescentou. A pesquisadora destacou, no entanto, que estes são apenas cálculos matemáticos e serão necessários estudos mais amplos em várias populações para comprovar estes dados. Mesmo assim, segundo os pesquisadores, estes cálculos são uma ’suposição importante ‘ e qualquer coisa que ajude a evitar a grande carga que esta doença significa para os serviços de saúde é positiva. (Fonte: G1)

Pesquisadores reproduzem em laboratório movimentos celulares


Pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (21) finalmente ter reproduzido um padrão de movimento dos filamentos celulares, conhecidos como cílios. E pasme, ele é o mesmo das grandes “olas” feitas por torcedores em estádios de futebol.
Para entender como estes movimentos ocorrem, pesquisadores grudaram proteínas capazes de se movimentar usando filamentos (chamados microtúbulos) como trilhos e descobriram que eles simplesmente se auto-organizam e começam a realizar movimentos similares aos dos cílios. Mais ainda: ao juntar mais microtúbulos e proteínas motoras ao sistema todo eles começam a se movimentar de forma sincronizada da mesma forma que um grupo de cílios trabalhando em conjunto– um movimento similar às “olas”.
A diferença é que o sistema descrito no periódico científico Science tinha muito menos elementos do que um sistema biológico real. “Ficamos muito surpresos ao observar movimentos espontâneos em nosso sistema. Cílios e flagelos biológicos que têm este mesmo comportamento possuem mais de 600 peças encaixadas com precisão e regularidade ímpares. O fato de sermos capazes de observar um fenômeno similar com apenas quatro peças foi certamente surpreendente. Por outro lado trabalhos teóricos anteriores já previam resultados similares ao que observamos logo não foi completamente inesperado.
De qualquer forma é importante enfatizar que experimentos são sempre difíceis de realizar e dão errado em 90% dos casos. Por isso toda vez que obtemos resultados é uma surpresa agradável”, explicou ao iG Zvonimir Dogic, da Universidade de Brandeis, nos Estados Unidos, um dos autores do artigo. O movimento sincronizado da estrutura criada pelos pesquisadores é, porém, ainda bem menor do que de um sistema biológico real. “Queremos determinar quais componentes podem ser usados para aumentar a velocidade do batimento das estruturas que criamos artificialmente”, afirma Dogic. Este tipo de trabalho, segundo os pesquisadores, pode ainda permitir que se construa no futuro materiais capazes de se movimentar e transportar fluidos. (Fonte: Alessandro Greco)

Aumenta o número de bovinos com suspeita de contaminação radioativa no Japão


O Japão detectou um novo grupo de quase 850 vacas que podem ter sido alimentadas com feno contaminado radioativamente, fazendo que com que o número de bovinos sob suspeita chegue a 1500, segundo um resultado de uma pesquisa conhecida nesta quinta-feira (21).
Ao menos 835 novos bovinos suspeitos de estarem contaminados foram enviados das províncias de Iwate (norte), Akita (norte), Gunma (centro), Niigata (costa oeste), Gifu (centro) e Shizuoka (centro-sul), segundo a imprensa. Anteriormente já havia sido detectado um lote de 650 bovinos distribuidos em fazendas nas regiões de Niigata, Fukushima (nordeste), Yamagata (centro) e Saitama (região de Tóquio).
O governo japonês proibiu na terça-feira (19) a venda de carne de gado criado em Fukushima, quatro meses após o acidente nuclear na região. De acordo com informações, os 650 animais foram alimentados com feno contaminado com césio radioativo e vendidos em todo o país, o que gerou um alarme entre os consumidores. “Demos ordem ao governador de Fukushima para parar com as vendas na região”, afirmou Yukio Edano, porta-voz do Governo.
Provocado pelos terremoto e tsunami gigantes que destruíram a região, o acidente nuclear da central de Fukushima Daiichi – o mais grave já registrado no mundo desde Chernobyl, em 1986 – causou o vazamento de resíduos radioativos para a atmosfera, solo e águas ao redor da usina. O desastre provocou ainda a evacuação de mais de 80 mil pessoas que residiam em um raio de 20 km ao redor da central. (Fonte: Ambiente Brasil)

Tubarão de 500 kg pula dentro de barco na África do Sul


Um tubarão branco de 500 kg e três metros de comprimento conseguiu pular dentro de um barco de pesquisa na África do Sul, na última segunda-feira. O fato ocorreu enquanto pesquisadores da vida marinha trabalhavam na cidade costeira de Mossel Bay, no sudeste do país, em um projeto que visa identificar tubarões brancos e analisar as populações da espécie na África do Sul.
A especialista de campo Dorien Schroder e outros seis tripulantes atiravam sardinhas ao mar para atrair tubarões e, desta forma, fazer fotos de suas barbatanas dorsais para identificar cada um deles e estimar quantos tubarões vivem na baía da região. “Geralmente, quando fazemos isto, um certo número de tubarões fica em volta do barco”, disse à BBC Schroder, que faz pesquisas para a organização Oceans Research, como parte do Projeto Grande Tubarão Branco.
“Foi quando ouvi um barulho e, quando me virei, um grande tubarão branco estava no ar, logo acima de uma das minhas estagiárias.” Schroder conta que, “por sorte, a estagiária deu um passo em minha direção”, e, devido a isso, o tubarão não caiu em cima dela. “Mais tarde, ela me disse que pensou que eu saberia o que fazer, e por isso foi na minha direção.”
Ajuda
A pesquisadora agarrou a estagiária pela camiseta e a levou até outra parte do barco. O tubarão, por sua vez, caiu e inicialmente ficou com metade do corpo dentro do barco. Mas, segundo Schroder, “devido ao fato de os tubarões apenas de moverem para frente, ele entrou totalmente no barco”.
“E, claro, ele estava em pânico, não pensou que cairia no barco, (o tubarão) pensou que cairia na água. Então ele ficou se debatendo”, disse. “Todos os estagiários foram para outra parte do barco e nós esperamos o tubarão se acalmar para fazermos alguma coisa”, afirmou. No entanto, devido ao peso do tubarão, Dorien e os estagiários tiveram de pedir ajuda para tirá-lo do barco. Pelo rádio, a pesquisadora chamou outros dois cientistas da Oceans Research que estavam em terra, e um dos diretores da organização, Ryan Johnson, foi para o local.
“Nós recebemos um pedido de socorro pelo rádio, da Dorien, fomos até lá e, em quatro pessoas, esperávamos tirar o tubarão (do barco). Mas, quando chegamos lá e vimos a situação, percebemos que não ia ser assim: ele tinha três metros e 500 kg e queria morder”, disse Johnson à BBC.
“Depois de algumas tentativas de jogar ele de volta ao mar, entramos em contato com as autoridades portuárias e pedimos ajuda (para tirar o tubarão do barco).”O cientista afirma que deve ter sido uma “experiência incrivelmente estressante para o tubarão” e diz que os cientistas tentaram jogar água no tubarão durante todo o tempo.Segundo Johnson, depois de conseguir mais ajuda junto a um barco de pesca, o tubarão foi retirado do barco pela cauda, pendurado em cordas.
Desorientado – O diretor da Ocean Research diz que o tubarão estava desorientado e estressado devido à experiência dentro do barco. “Devido ao estresse que ele passou, ele nadou pela baía, que era um lugar estranho para ele), e em direção à praia”, afirma Johnson.
Os cientistas foram então para a água, a fim de tentar ajudar o tubarão a sair da praia. Depois de algumas tentativas sem sucesso, eles decidiram amarrar o animal em um dos barcos e levá-lo ao mar, onde ele foi solto.
Schroder disse à BBC que, depois do encontro com o grande tubarão, o barco já está de volta à água.“Algumas coisas se quebraram, a fibra de vidro se rompeu quando o tubarão caiu lá, mas consertamos no mesmo dia e ele (o barco) já voltou para a água”, disse. (Fonte: Portal iG)