quarta-feira, 25 de maio de 2011

Depois de dois anos de debate, Câmara aprova Código Florestal


Depois de quase dois anos de discussões, a Câmara aprovou na noite desta terça (24), por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção, o projeto do novo Código Florestal, legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais.
Com a aprovação, a matéria será enviada ao Senado, onde deverá sofrer modificações e será alvo de novos embates entre integrantes do governo, da base aliada na Casa e do movimento ambientalista.
Em uma sessão marcada por protestos de parlamentares ligados aos ambientalistas – que tentaram, sem sucesso, adiar a votação – e por manifestações de defensores do agronegócio, os deputados referendaram o texto elaborado pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No Senado, o relator da matéria será o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).
O projeto do Código Florestal, entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas Áreas de Preservação Permanentes (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
Depois de um longo período de negociações, o relator conseguiu garantir no texto dispositivo que isenta pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais – um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares.
Rebelo e os líderes partidários também conseguiram amarrar no texto a garantia de que atividades consolidadas em APPs, como o cultivo de maçã ou plantio de café, por exemplo, serão mantidas pelo governo. O impasse sobre a especificação de quais culturas poderão ser permitidas, no entanto, ainda deve ser resolvido no Senado.
O artigo que trata da anistia para quem desmatou até julho de 2008, previsto no texto de Rebelo, também será discutido com os senadores. Da mesma forma, o governo também vai trabalhar no Senado para incluir no texto do Código Florestal punições mais rigorosas para quem reincidir em crimes ambientais.
O acordo firmado entre os líderes partidários e o governo sobre pequenos produtores em áreas de preservação permanentes também deverá ser inserido no texto pelos senadores.
Trata-se da proposta que deve garantir a atividade de ribeirinhos nas margens dos grandes rios. O governo concordou em exigir de pequenos produtores, com atividades consolidadas em propriedades nas APPs de margens de rios, a recomposição da vegetação de apenas 20% da total da terra para áreas de até quatro módulos fiscais.
Emenda – Com a aprovação do texto principal do relator Aldo Rebelo, os deputados devem analisar agora emendas ao texto. Parte da base governista na Câmara, comandada pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), deve votar a favor de uma emenda que estende aos estados a decisão sobre a consolidação das Áreas de Preservação Permanente (APPs).
O governo é contra a emenda porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas em APPs. Mais cedo, a possibilidade de a base governista votar contra orientação do governo levou o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a afirmar que a presidente Dilma Rousseff “não hesitará” em vetar os pontos que estiverem em desacordo com a proposta do Planalto no texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
“Se perder [na votação da emenda], a presidente Dilma não vai hesitar em usar seu direito constitucional [de veto] para impedir que qualquer proposta que anistie desmatadores, que não proteja o meio ambiente, seja aprovada. A presidente Dilma não hesitará em usar suas prerrogativas constitucionais”, avisou Vaccarezza.
No momento da votação da emenda, Vaccarezza irá orientar por sua rejeição. Já o líder do PMDB deve recomendar a aprovação. Segundo Henrique Eduardo Alves, será nesse momento que a base deve aprovar a matéria, contra orientação do governo. “[Cândido] Vaccarezza [líder do governo na Câmara] disse que vai encaminhar decisão contrária (à emenda), mas a posição do PMDB é esta. A democracia é assim. Vamos votar, senão vai parar tudo na Câmara de novo”, disse mais cedo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.
Diante do evidente racha na base governista, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) afirmou que o partido será “solidário” com a posição do governo em relação ao relatório do Código Florestal. Berzoini disse que a bancada fechou questão contra a emenda. “Vamos acompanhar a posição do governo, não faremos uma apuração de posição”, disse Berzoini ao G1. (Fonte: G1)

Seca revela túmulo imperial do século 14 na China


A forte seca que atinge o centro e o leste da China permitiu o descoberta no leito de um lago de um túmulo imperial de seis séculos de antiguidade, informou neste domingo (21) a agência oficial Xinhua.
Para os arqueólogos, o túmulo foi construído por volta do ano 1386 pelo imperador Zhu Yuanzhang, fundador da dinastia Ming (1368-1644), em uma região agora ocupada pelo lago Hongze, que devido à falta de chuva diminuiu de volume.
A sepultura foi inundada em 1680, quando o rio Amarelo, o segundo mais longo da China, mudou seu leito e uniu-se ao rio Huai (desde então, seu principal afluente), alagando a área (o Amarelo teve seu curso alterado diversas vezes).
Os especialistas revelaram que em 1960 outra forte estiagem apontava para presença de restos arqueológicos no lago. Naquela época, no entanto, a água não diminuiu tanto quanto agora para deixar à mostra toda a estrutura. (Fonte: Folha.com)

Cientistas brasileiros criam dentes com células-tronco


Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tentam desenvolver dentes a partir de moldes biodegradáveis e células-tronco. Os primeiros experimentos, feitos em ratos, já mostraram resultados positivos e os cientistas conseguiram criar dentes nos animais.
“Não é que os ratos “gerem” dentes”, explica a cirurgiã dentista Mônica Duailibi. “Foi possível encontrar incisivos centrais, por exemplo, nas estruturas que nós implantamos. Numa primeira fase, implantamos células num omentum de rato. Omentum é uma película que reveste todas as vísceras. Usamos essa estrutura porque ela é extremamente vascularizada e essa vascularização permite a nutrição das células que a gente está implantando”, explica.
É nesse molde que as células-tronco são depositadas e nele cresce o dente. “Entretanto, nesses primeiros ensaios, nós não tínhamos o controle da forma do dente, nem do seu volume”, diz a pesquisadora.
Trabalhando nas pesquisas desde 2001, Mônica e Silvio Duailibi – que também são professores da universidade – continuaram a desenvolver o projeto até que, em 2008, publicaram os resultados dos implantes que fizeram nas mandíbulas dos animais.
“Esses implantes também foram positivos, mas isso em caráter experimental. Agora nós avançamos nas pesquisas e estamos coletando células de descarte de dentes humanos e processando essas células em laboratório, analisando em quanto tempo elas mineralizam, qual é a estabilidade delas e a saúde destas células. Estamos colocando isso num arcabouço, que tecnicamente se chama de scaffold, na forma de dentes, e estamos implantando isso em animais que não tem imunidade, que é pra não causar rejeição”, disse a pesquisadora.
Engenharia tecidual – Todo o processo se baseia nas técnicas da chamada engenharia tecidual, que procura reunir os princípios da biologia com técnicas da engenharia, principalmente a computacional. Com a união das técnicas, é possível elaborar a forma dos dentes e alcançar não só a reparação, mas a regeneração.
“Nós fazemos uma tomografia computadorizada que vai dimensionar volumetricamente a estrutura, que pode ser um molar, pré-molar, canino ou um central, por exemplo. Essas informações são passadas por meio de um software pra um aparelho de prototipagem rápida, também conhecido como fabricação aditiva. Essas informações geram uma estrutura tridimensional”, explica a pesquisadora.
Essa estrutura, utilizando material bioreabsorvível ou biocompatível, tem completa aceitação no organismo, fazendo com que as células se amoldem e se diferenciem dentro dela. Após o processo de diferenciação celular, o organismo reabsorve os elementos e deixa a estrutura do dente feita. “Então, com essa estratégia, é possível regenerar dentes, e não mais repará-los, apenas”, diz.
Rejeição – A rejeição não é um fator problemático quando o próprio receptor fornece as células. Mas em casos onde isso não é possível, a pesquisadora diz que optaria pela tecnologia já disponível nos dias de hoje, que é a dos implantes metálicos.”
A engenharia tecidual só será bem vinda se você conseguir fazer com que o doador e o receptor sejam os mesmos indivíduos, para que não se tenha rejeição. Se você só conseguir células de indivíduos diferentes, você tem que submeter este individuo à drogas imunossupressoras. É como um transplante de órgãos.
“E você vai se deparar com outra situação, que é a dos efeitos colaterais dessas drogas. Então se eu tiver que optar entre reabilitar uma boca e submeter um indivíduo para uma nova terapia, que utilize células diferentes, eu creio que a tecnologia que a gente tem disponível hoje seja melhor que a terapia residual”, diz a cirurgiã dentista.
Os cientistas ainda não têm certeza de que o material biológico possa ser devolvido para os indivíduos sem o risco de promover a formação de um tumor, ou de outro tecido que não era o esperado.
“Mas a nossa pesquisa infere que, num futuro, a gente possa devolver para o paciente uma estrutura exatamente igual ao dente original. Ou seja, eu vou implantar lá no interior do osso algo que vai erupcionar como erupcionaria um dente normal. Isso é a esperança de se criar uma terceira dentição para quem precisa, para as pessoas que tenham um problema genético de não ter dentes, ou que os tenham perdido acidentalmente por algum trauma ou doença”, diz a pesquisadora. (Fonte: Angela Joenck Pinto/ Portal Terra)

Jovem decide amputar mão e substituí-la por prótese mecânica


O sérvio Milo perdeu os movimentos do braço direito em um acidente de motocicleta dez anos atrás. Cirurgias conseguiram recuperar o braço parcialmente, mas sua mão ainda é incapaz de fazer movimentos básicos.
Por causa disso, ele optou por amputar a mão disfuncional, para colocar uma prótese mecânica em seu lugar.
Milo, que tem 26 anos, diz que a solução de amputar sua mão é a melhor que pode imaginar, depois de viver uma década com uma mão deficiente.
A cirurgia está sendo oferecida pelo cirurgião austríaco Oskar Aszmann, da Universidade Médica de Viena, que a descreve como uma “reconstrução biônica”.
Aszmann diz que a ideia de dar uma mão artificial ao paciente veio depois de observar suas dificuldades após tantos anos convivendo com os problemas da falta de movimento na mão.
O repórter da BBC Neil Bowdler explica que, apesar dos recentes avanços na ciência dos membros biônicos, mesmo algumas próteses de ponta ainda têm limitações de movimentos.
Já nova geração de mãos biônicas oferece mais flexibilidade e é capaz até mesmo de girar a partir do pulso.
Sensores – A prótese mecânica funciona captando os mesmos impulsos cerebrais que controlariam a mão natural. Os sinais são detectados através de sensores dentro da prótese.
Em 2010, um jovem chamado Patrick, de 24 anos, foi a primeira pessoa no mundo a escolher a troca por uma mão biônica, também em Viena.
Ele perdeu as funções da mão depois de ser eletrocutado no trabalho. Hoje, ele consegue abrir rapidamente uma garrafa e até amarrar os sapatos, usando os mesmos sinais que utilizava para controlar sua mão real.
A experiência de Patrick ajudou Milo a decidir-se pela operação.
Mas remover partes vivas do corpo humano, mesmo que danificadas, levanta sérias questões éticas.
Bennet Foddy, especialista em ética médica da Universidade de Oxford, diz que é sempre difícil certificar-se de que o paciente sabe o que está fazendo e que não se arrependerá.
Para ele, na medida em que a tecnologia evolui, podemos ter mãos biônicas melhores do que as mãos naturais, e pessoas com mãos saudáveis querendo fazer substituições.
Mas Oskar Aszmann diz que não tem problemas com a ideia de cortar a mão natural de Milo, já que a reconstrução biológica dos movimentos seria um processo longo e, possivelmente, ele ainda teria uma mão disfuncional no fim. (Fonte: Portal iG)

Estudo quebra mito de que beija-flor bebe por canudinho


Desde que a teoria foi aplicada pela primeira vez, em 1833, os ornitólogos presumiram que beija-flores bebem por ação capilar: o pássaro enrola sua língua bifurcada em forma um canudinho e o líquido desce por esse tubo por tensão superficial.
“Alguém um dia resolveu que era assim e nunca esse conceito foi mudado ”, diz Margaret A. Rubega, professora adjunta de ecologia da Universidade de Connecticut. Agora, ela e seu aluno Alejandro Rico-Guevara relatam em “The Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS – a publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos) que não é tão simples assim.
Usando uma câmera de vídeo de alta velocidade, os pesquisadores fotografaram 30 beija-flores de 10 espécies enquanto bebiam em um alimentador. Eles também procederam com exames microscópicos de necropsia em línguas de outros 20 pássaros. O relatório foi publicado no dia 2, na internet.
As extremidades da língua de um beija-flor são traçadas com lamelas, membranas constituídas por pectatos de cálcio e magnésio. A língua fica úmida quando se depara com o néctar, as duas pontas da língua ficam muito próximas e as lamelas são como placas sobrepostas. Então a ponta da língua se divide e as lamelas se estendem de cada bifurcação. Conforme o pássaro passa sua língua sobre a superfície do líquido, as pontas da língua se unem e as lamelas se enrolam para dentro, capturando o néctar. Nesse momento, diz Rubega, a ação capilar provavelmente move o líquido pela garganta.
Os pesquisadores descobriram o mesmo processo ao manipular as línguas dos pássaros mortos. Isso quer dizer que não é necessária mais energia por parte do pássaro – passar a língua sobre a superfície do líquido é suficiente para captar o néctar.
“A língua mede menos de 1 milímetro de comprimento”, afirma Rico-Guevara. “E fica escondida dentro de uma flor. Mas, se você usar alimentadores planos para evitar distorção, verá o que acontece. É impressionante”.(Fonte: Portal iG)

Cientistas registram como besouro ataca e mata sapo


Sapos e lagartos que comem insetos não são novidade para a ciência, mas pesquisadores israelenses publicaram um trabalho mostrando que besouros do gênero Epomis são capazes de atacar e matar anfíbios muito maiores que eles para se alimentar.
Duas espécies de Epomis foram flagradas em campo se alimentando de anfíbios anuros (sapos e rãs) e lagartos. Em laboratório, os pesquisadores da Universidade de Telavive colocaram esses insetos junto com anfíbios, produzindo um vídeo impressionante que mostra como acontece o ataque.
Em cerca de 10 minutos de luta, o besouro imobiliza um sapo. Segundo os autores, a pesquisa joga nova luz sobre a relação entre vertebrados e invertebrados na cadeia alimentar. (Fonte: Globo Natureza)

Rio de Janeiro inaugura primeira escola ecológica do país


A primeira escola ecológica do país foi inaugurada nesta sexta-feira (20) em um dos bairros mais carentes do Rio de Janeiro, Santa Cruz, zona oeste da cidade. O Colégio Estadual Erich Walter Heine tem instalações que captam a água da chuva para ser usada nos sanitários, jardins e na limpeza da escola, com economia de 50% da água potável. As lâmpadas LED em todo o edifício reduzem em até 80% o consumo de energia.
O formato de cata-vento da construção e o telhado verde reduzem a temperatura, em uma região em que ela ultrapassa 40 graus Celsius no verão. A escola está entre as 121 instituições no mundo com certificação Leed Schools (de liderança em energia e design ambiental) e é a primeira escola de ensino médio profissionalizante da região, que tem um dos menores índices de desenvolvimento humano do município.
A iniciativa faz parte de um convênio entre o governo do estado e a empresa Thyssenkrupp CSA. O investimento de R$ 11 milhões foi arcado integralmente pela siderúrgica, a maior da América Latina.
O diretor de Sustentabilidade da empresa, Luiz Cláudio Castro, explicou que a construção da escola estava prevista no projeto de compensação por liberação de carbono, e que a ideia de uma construção sustentável surgiu para contribuir para reduzir os gases de efeito estufa.
Desde fevereiro, cerca de 200 alunos estudam na escola que foi oficialmente inaugurada nesta sexta-feira com a conclusão da piscina e da quadra poliesportiva. O estudante Leonardo Andreol, 15 anos, passou na prova seletiva para o colégio que oferece especialização em administração, com um computador por aluno e lousas digitais, com acesso à internet. “É uma escola diferente e aqui estou aprendendo que se a gente não conservar a natureza agora vai ficar bem difícil para as próximas gerações”.
O professor de química Agnaldo Pereira dos Santos disse que esta é a primeira vez que vê seu trabalho ser valorizado em seus 16 anos de magistério. “É muito gratificante, porque a gente [professores] já está há um bom tempo no estado e nunca havia visto uma resposta desta, com laboratório desta qualidade e alunos dedicados”.
O governador do estado, Sérgio Cabral, visitou a escola e em seu discurso a alunos, moradores, pais e professores, prometeu um notebook para cada estudante do estabelecimento. “O que vocês encontraram aqui é totalmente diferente da realidade das escolas do estado. Aqui, vocês vão aprender a ser empreendedores. Por isso sei que vão curtir e cuidar de cada metro quadrado e se dedicar muito para saírem com uma formação extraordinária”. (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)

Paraplégico consegue levantar e se mover após tratamento com estímulo elétrico


Um americano que perdeu os movimentos do tronco para baixo após sofrer um acidente de carro agora consegue se levantar, graças a um estímulo elétrico em sua espinha dorsal. Rob Summers, do Estado de Oregon, disse que ficar de pé sozinho ‘é uma sensação incrível’.
Ele consegue mover voluntariamente seus dedos do pé, quadris, joelhos e tornozelos, além de andar em uma esteira com ajuda de terceiros, segundo pesquisa publicada no periódico especializado The Lancet. Mas um especialista britânico adverte que o caso não deve ser interpretado como a descoberta da cura para casos de paraplegia.
Eletrodos – Summers foi um bem-sucedido jogador de basquete até 2006, ano em que foi atropelado e teve sua espinha dorsal danificada.Com isso, sinais enviados pelo seu cérebro, que antes ‘viajavam’ pela espinha dorsal, foram bloqueados, e ele ficou paralisado. Agora, médicos implantaram 16 eletrodos em sua espinha.
Summers começou a ensaiar diariamente tentativas de se levantar e mover as pernas, enquanto sinais eletrônicos eram enviados para a espinha dorsal. Em questão de dias, ele conseguiu se levantar sozinho e, depois, obteve controle sobre suas pernas, de forma a dar alguns passos, por curtos períodos de tempo e com o amparo de ajudantes.
Ele recobrou, também, controle sobre funções corporais, como o funcionamento de sua bexiga. ‘Nenhum de nós acreditou’, disse o professor Reggie Edgerton, da Universidade da Califórnia.
Para Summers, ‘foi uma longa jornada, de incontáveis horas de treinamento, que mudaram a minha vida completamente’. ‘Para alguém que, durante quatro anos, não pôde mover sequer um dedo, ter a liberdade e a habilidade de levantar sozinho é uma sensação incrível’, disse.
Advertências – Há outros quatro pacientes na fila para receberem tratamento semelhante ao de Summers.
O estudo prova que o estímulo elétrico pode ter sucesso, mas, para o professor Geoffrey Raisman, do Instituto de Neurologia da universidade britânica UCL, ainda que o caso seja de grande interesse, a aplicação desse tipo de tratamento no futuro ‘não pode ser julgada com base em apenas um paciente’.
‘Do ponto de vista das pessoas que sofreram lesões na espinha dorsal, futuros testes do procedimento podem criar mais uma abordagem de obter benefícios. Não se trata da cura.’
A médica Melissa Andrews, do Centro de Recuperação Cerebral, de Cambridge, ‘as pessoas devem ler (o estudo) e saber que a possibilidade existe, mas pode não chegar amanhã. É o mais perto (da cura a paralisias) que já chegamos, e a melhor esperança no momento’.
Para Summers, sua história é uma ‘mensagem de esperança para pessoas paralíticas quanto à (possibilidade) de andar novamente. É uma grande possibilidade’. (Fonte: G1)

Ministério das Cidades fará consultas públicas para definir política de saneamento


Depois de duas audiências públicas realizadas nesta semana para discutir os rumos para uma política efetiva de saneamento em todo o país, o secretário de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, disse que as discussões foram positivas. Tanto na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara, na última quarta-feira (18), como no ministério, nesta sexta (20), “recebemos muitas sugestões, e elas serão privilegiadas” na definição do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), afirmou ele.
A próxima etapa, segundo Tiscoski, será a abertura de consultas públicas, via internet, de modo a viabilizar a conclusão da proposta do Plansab e sua inclusão no Plano Plurianual (PPA) em meados de agosto ou início de setembro. O objetivo, disse ele, é criar um marco legal no setor de saneamento, que está sem planejamento estratégico desde os anos 80.
“Queremos estabelecer metas para os próximos 20 anos para termos bons serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas”, ressaltou o secretário. A ideia, acrescentou, é constituir o eixo central da política federal para o saneamento básico, em articulação com estados e municípios, nos termos da Lei 11.445/07.
O Plansab será portanto, no seu entender, um “instrumento fundamental para a retomada da capacidade orientadora” do Estado na condução da política de saneamento e para a definição das metas e estratégias de governo para o setor, com vistas à universalização do acesso aos serviços básicos de saneamento como um direito social. (Fonte: Stênio Ribeiro/ Agência Brasil)

Ministra diz que conservar a biodiversidade deve fazer parte da rotina de todos


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou nesta sexta-feira (20), no dia Dia Internacional da Biodiversidade, que a discussão sobre o tema não está restrita à proteção de plantas e animais.
“A sociedade brasileira tem que entender o que significa a conservação da biodiversidade no seu dia a dia”, defendeu. “É importante que cada um entenda o que significa biodiversidade e o que isso tem a ver diretamente com a qualidade de vida, qualidade do crescimento econômico e do desenvolvimento social do país”, completou a ministra.
Nos últimos 20 anos, o Brasil perdeu cerca de 333 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica. Mesmo com toda essa destruição, o país detém a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação – mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, o que equivale a 8,5% do território brasileiro.
Segundo Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), atualmente 10% de toda a biodiversidade brasileira é responsável por 50% dos fármacos e cosméticos produzidos no mundo inteiro.
“Conservar a nossa biodiversidade é garantir o nosso futuro no ponto de vista ambiental e econômico porque, a partir dessa biodiversidade, podemos garantir a sustentação do ser humano na Terra”, completa Rômulo.
Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, o grande desafio do Brasil é definir estratégias para os próximos anos, compatíveis com as metas internacionais aprovadas na 10ª Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP-10), que ocorreu em outubro de 2010 em Nagoia, no Japão. “Nosso compromisso é finalizar isso para a Conferência Rio+20, no ano que vem, para aprovar quais serão as estratégias e metas por meio de um amplo diálogo com a sociedade”, afirma. “Preservar a biodiversidade não é função só do governo, e sim de cada um de nós”, completa Bráulio.
O Dia Internacional da Biodiversidade foi instituído pela Organizações das Nações Unidas (ONU) em 1993, originalmente em 29 de dezembro. A partir de 2000, a data passou a ser comemorada no dia 22 de maio. Biodiversidade é o termo usado para designar a variabilidade de organismos vivos (flora, fauna, fungos e micro-organismos) existentes no planeta e responsáveis pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. (Fonte: Agência Brasil)