terça-feira, 17 de maio de 2011

Possível gravidez de panda ‘celebridade’ causa frenesi em Taiwan

A possível gravidez de uma celebridade está provocando uma onda de especulações e frenesi em Taiwan. A celebridade em questão é Yuan Yuan, uma panda gigante.

Yuan Yuan é um dos dois pandas gigantes presenteados a Taiwan pela China em 2008 para simbolizar a melhoria das relações entre os dois governos.

O zoológico de Taipei, capital de Taiwan, diz que Yuan Yuan vem demonstrando sinais de gravidez – está dormindo mais, comendo menos e demonstra um mal-humor pouco usual.

Especialistas da província chinesa de Sichaun, onde os pandas nasceram, afirmaram aos veterinários do zoológico que a mãe de Yuan Yuan havia demonstrado os mesmos sinais quando ficou grávida.

Yuan Yuan foi inseminada artificialmente em fevereiro, porque o casal de pandas do zoológico não demonstrou interesse em procriar pelo caminho mais comum.

Zoólogos acreditam que eles podem simplesmente ser jovens e inexperientes demais para manterem relações sexuais.

Bom presságio – Os criadores de Yuan Yuan terão que esperar até junho ou julho para descobrir com certeza se ela está grávida – apenas duas semanas antes do possível nascimento da cria.

Isso porque embriões de panda são tão pequenos que não aparecem nos exames precoces de ultrassonografia. Além disso, Yuan Yuan não gosta de ser examinada, então os veterinários do zoológico estão evitando perturbá-la.

Se a gravidez for confirmada, as autoridades chinesas também terão motivo para comemorar. O nascimento de um novo panda seria considerado pela China como um bom presságio para as relações com Taiwan.

Taiwan tem um governo independente desde a revolução comunista na China, em 1949, mas o governo chinês a considera uma ‘província rebelde’ que faz parte de seu território.

Não é coincidência que os nomes dos dois pandas presenteados a Taiwan, Tuan Tuan e Yuan Yuan, quando falados junto, significam “reunião” em chinês. (Fonte: G1)

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”. (Fonte: Portal iG)

Pesquisa com célula-tronco no Brasil segue ritmo do exterior

As pesquisas com células-tronco se mostram uma promessa na medicina regenerativa. Cientistas de diversos países apostam que inúmeras doenças, entre elas o diabetes, o mal de Parkinson e as lesões de medula possam ser tratadas pela substituição ou correção de células ou tecidos defeituosos. Para a diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) e professora da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, o trabalho feito no Brasil “está em um ritmo comparável com o do exterior”.

“Há vários estudos sendo feitos. No Centro do Genoma a gente faz pesquisas que chamamos de pré-clínicas, ou seja, nós estamos injetando células-tronco de diferentes modelos em animais, com resultados bem interessantes”, afirma a professora.

Além de tratar doenças, a terapia celular com células-tronco pode representar um grande avanço nas técnicas de transplante de órgãos existentes atualmente. Se as pesquisas derem certo, no futuro deverá ser possível fabricar tecidos e órgãos em quantidade suficiente para todos, colocando um fim nas longas filas de transplante.

Ao contrário das demais células, as células-tronco possuem grande capacidade de transformação. Elas são encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal. Outra característica é a capacidade de autorreplicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas.

A diferença entre os tipos de célula-tronco, porém, indica o uso que poderá ter. Nesse aspecto, as embrionárias (CTE) se destacam por serem as únicas capazes de gerar todos os tecidos humanos. Entretanto, a possibilidade de obter as células de embriões não utilizados e congelados em clínicas de fertilização gera controvérsias. Os opositores da medida argumentam que as pesquisas poderiam gerar um comércio de embriões. Eles também questionam a destruição dos embriões, alegando não ser ético destruir uma vida para salvar outra.

Os argumentos são rebatidos pela equipe do CEGH, que defende que as células obtidas de embriões de má qualidade, que não teriam potencial para gerar uma vida, mantêm a capacidade de criar linhagens de células-tronco embrionárias em laboratório e, portanto, de gerar tecidos. Ao usar células-tronco embrionárias com potencial baixíssimo de gerar indivíduos para pesquisas, o Centro de Estudos do Genoma Humano acredita que estaria contribuindo para preservar vidas.

No Brasil, a Lei de Biossegurança aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2008, autoriza a realização de pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias, porém impõe certos limites. No caso das CTE, só podem ser pesquisados os embriões estocados em clínicas e considerados excedentes, por não serem colocados em útero, ou inviáveis, por não apresentarem condições de desenvolver um feto.

Já as células-tronco chamadas mesenquimais (CTM) têm o potencial de formar vários tecidos importantes, como músculo, osso, cartilagem e tecido adiposo e estão presentes em grande quantidade no tecido do cordão umbilical. Mas foram as células IPS (Induced Pluripotent Stem-cells, em inglês) que se tornaram uma espécie de “coringa” das pesquisas.

Em 2007, dois grupos independentes de pesquisadores japoneses e americanos mostraram que seria possível reprogramar células adultas – fibroblastos retirados da pele – e fazê-las voltar ao estágio de células-tronco embrionárias, por meio da ativação de alguns genes. A técnica, iniciada em camundongos, foi posteriormente replicada com células humanas e hoje é rotina em vários laboratórios ao redor do mundo.

Novas fontes de células-tronco – A equipe do Centro de Estudos do Genoma Humano também descobriu novas fontes de células-tronco. A primeira foi obtida do músculo orbicular do lábio. Os pacientes portadores de fissura lábio palatina, normalmente chamada de lábio leporino, precisam realizar uma cirurgia corretiva. Neste procedimento, pequenos fragmentos do músculo orbicular do lábio são regularmente descartados e, a partir deles, células podem originar osso, cartilagem, músculo e gordura “in vitro“.

Esta nova fonte de células-tronco poderá ser utilizada para a realização de enxertos ósseo alveolares nos pacientes portadores de fissuras lábio palatinas, eliminando a necessidade de remover osso do próprio paciente para realização do enxerto, e abrindo novas perspectivas para a terapia celular em regeneração óssea. Outra fonte descoberta por acaso é a trompa de falópio, também descartada em cirurgias de esterilização.

Os pesquisadores brasileiros desenvolvem estudos relacionados ao uso de células-tronco e terapia celular em doenças neuromusculares, síndromes e malformações congênitas craniofaciais. “Esperamos que, em não muito tempo, a gente possa começar a fazer pesquisas clínicas (com pacientes). Mas é importante deixar claro que ainda são pesquisas. Quando se fala de pessoas, já recebemos no dia seguinte um milhão de e-mails de gente se oferecendo como cobaias, e não é assim. Esses estudos estão ainda em fase de pesquisa e no momento são realizados somente em modelos animais”, diz a cientista Mayana Zatz.

“Os estudos são muito promissores, mas ainda não permitem a aplicação em seres humanos. Há esperanças, mas por enquanto, não é possível definir prazos”, afirma. (Fonte: Portal Terra)

Pesquisa identifica micróbios criadores de oxigênio em lagoas da Venezuela

Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá encontraram nas profundezas das lagoas venezuelanas tapetes de micróbios que contêm bactérias fotossintéticas e que são criadoras de um oásis de sedimentos ricos em oxigênio dos quais pequenos animais se alimentam.

Os micróbios que habitam essas lagoas baixas em oxigênio propiciam condições similares às que havia há 555 milhões de anos, de quando datam os primeiros fósseis de animais móveis, segundo um artigo publicado neste domingo na versão online de “Nature Geoscience”.

Os cientistas, liderados pelo pesquisador Murray Gingras, analisaram os tapetes de micróbios que cobrem partes do fundo das lagoas e descobriram que a concentração de oxigênio é muito maior nelas em comparação com as zonas onde não existem as mencionadas bactérias.
De acordo com o estudo, nenhum animal habita essas lagoas, salvo pequenos caranguejos e larvas que vivem sobre os sedimentos carregados de oxigênio, cujo nível decresce drasticamente durante a noite.

Segundo os especialistas, as espécies pré-históricas que viviam sobre sedimentos no fundo do mar, poderiam ter explorado em seu benefício os altos níveis de oxigênio destes tapetes de micróbios, da mesma forma que fazem as contemporâneas. (Fonte: Portal Terra)

Avião-robô flagra crime ambiental em voo de teste em SP

Um avião-robô que ainda está sendo testado pela polícia voltou do primeiro voo com o flagrante de um crime ambiental no interior de São Paulo. Três equipamentos iguais são testados pela Polícia Ambiental em voos experimentais de patrulha. A Polícia Federal também tem um projeto de pequenos aviões não tripulados. O plano é começar em setembro o uso destes equipamentos voadores na fiscalização de fronteiras.

O avião desenvolvido pela Universidade de São Paulo em São Carlos, no interior do estado, tem computador de bordo e um câmera capaz de fazer imagens até durante a noite. Tudo é enviado na hora para uma estação em terra. Funciona com controle remoto e no piloto automático.

“Ele obedece toda marcação que é feita tanto em termos de altitude, longitude e latitude. Então ele consegue determinar pontos específicos onde ele deve fazer fotografia ou onde deve fazer filmagem”, disse a pesquisadora Kalinka Castelo Branco, pesquisadora da USP.

O interesse da polícia pelo aparelho cresceu assim que o avião voltou do voo de testes com flagrantes de crimes ambientais. Imagens mostram uma área degradada do rio Mogi-Guaçu, no interior de São Paulo. A comparação com imagens de satélites feitas há oito anos mostra que o rio teve o curso alterado pela ação de dragas.

Os donos de uma fazenda que drenou uma várzea protegida por lei e o dono de um porto de areia foram multados e vão responder por crime contra o meio ambiente. “A área terá de recuperada por meio de projeto dentro de um prazo que se não for cumprido pode ensejar novas sanções”, disse capitão da Polícia Ambiental, Luiz Gustavo Biagioni. “Tecnologia é fundamental para melhorar o padrão de qualidade de seu serviço”, disse o comandante da Polícia Militar, coronel Gilmar Ogawa. (Fonte: G1)

UNFCCC: postura dos EUA sobre clima é um “sério freio de mão”

A presidente da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, afirmou em visita recente aos Estados Unidos que a postura norte-americana quanto aos esforços mundiais de combate as alterações climáticas é um “sério freio de mão”. Feita em pleno solo americano, a declaração pode ser entendida como uma resposta a opinião do enviado da Casa Branca para assuntos sobre Mudanças Climáticas, Todd Stern, que afirmou em abril que um acordo na 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP17) é “praticamente impossível”.

A cúpula, que será realizada em Durban (África do Sul), será promovida pela ONU, da qual a UNFCCC é vinculada. Há uma grande dissonância entre a incapacidade política de Washington com o potencial do país para liderar o mundo rumo a um futuro de energias limpas e menos dependente dos combustíveis fósseis, segundo a costarriquenha que preside a UNFCCC. No entanto, a pouco mais de seis meses para a COP17, Figueres ainda acredita que os Estados Unidos irão mudar de posicionamento, ao adotar reduções obrigatórias nas emissões dos cases causadores do efeito estufa – embora o país tenha se recusado a assinar o Protocolo de Kyoto, que estabelece o compromisso às nações industrializadas.

“A expectativa é que os EUA assumam sua responsabilidade histórica como o maior emissor de todos os tempos”, projetou Figueres. Na opinião da representante da ONU, este é o momento dos países concentrarem esforços para acelerar as negociações sobre o clima.”Isto significa confrontar a questão do futuro do Protocolo de Kyoto, o único acordo atual que contém compromissos assumidos pelas nações industrializadas”, Christiana Figueres.

O primeiro período do tratado termina em 2012. Até o momento, ainda é incerto se haverá uma segunda fase. “O que os governos devem encarar é que já existe a possibilidade de que ocorra um intervalo entre o fim do Protocolo de Kyoto e o início de um novo acordo. Quanto mais tempo levarem para decidir sobre esse assunto, maior será o intervalo. Acredito que ninguém quer isso”, acrescentou a presidente da UNFCCC. Nesse sentido, Figueres sugeriu acelerar a criação de novas instituições climáticas, capazes de financiar a transferência de tecnologias para mitigação e adaptação ao aquecimento global. (Fonte: Portal Terra)

Um terço dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado

Cerca de um terço dos alimentos produzidos por ano no mundo é desperdiçado, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pela agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO).

Segundo o estudo, que foi elaborado entre agosto de 2010 e janeiro deste ano pelo instituto sueco SIK, 1,3 bilhão de toneladas de alimento são desperdiçados por ano. A quantidade equivale a mais da metade de toda a colheita de grãos no mundo.

O estudo afirma que o mundo emergente e os países desenvolvidos desperdiçam aproximadamente a mesma quantidade de alimentos: 670 milhões de toneladas por ano nos países ricos e 630 milhões nos países em desenvolvimento.

No entanto, eles seguem um padrão diferente de desperdício. Nos países mais pobres ou em desenvolvimento, a maior parte dos alimentos é perdida durante o processo de produção e transporte. Já nas nações mais ricas, a maior parte do desperdício acontece quando os alimentos já foram comprados pelos consumidores.

Segundo o relatório da FAO, nos países ricos muitos alimentos vão para o lixo antes mesmo de expirar a data de validade.

As médias de desperdício per capita também são muito maiores em países industrializados. Na Europa e América do Norte, cada pessoa desperdiça entre 95 a 115 quilos de alimentos por ano. Na África Subsaariana, a média per capita é de seis a 11 quilos.

Impacto ambiental – O relatório destaca o impacto negativo do desperdício no meio ambiente. “Isso invariavelmente significa que grande parte dos recursos empregados na produção de alimentos é usada em vão, e que os gases que provocam o efeito estufa causados pela produção de alimentos que é perdido ou desperdiçado também são emissões em vão”, afirma o relatório.
 
O documento da FAO afirma que no mundo emergente o problema maior é a falta de estrutura produtiva. Já nos países ricos, o principal fator seria o comportamento dos consumidores.
A quantidade total de alimentos desperdiçados nos países industrializados apenas pelos consumidores (222 milhões de toneladas) é quase equivalente à quantidade total de alimentos produzidos na África Subsaariana (230 milhões de toneladas).

Na América Latina, o maior índice de desperdício se dá na produção de frutas e vegetais. Segundo a FAO, mais de 40% das frutas e vegetais produzidos são desperdiçados durante o processo de produção, pós-colheita e embalagem.

Os dados do relatório “Perdas alimentares globais e desperdício alimentar” serão discutidos em um congresso internacional promovido pela FAO em Dusseldorf na próxima semana, intitulado Save Food!. (Fonte: Portal iG)

Aquecimento global deve ser superado em breve, diz físico

O aquecimento global é um problema importante para o físico teórico Michio Kaku, cocriador da teoria das cordas e um dos principais divulgadores de ciência na atualidade, mas com data marcada para acabar. “O aquecimento não irá durar para sempre, irá durar de 10 a 20 anos”, afirma o norte-americano.

A aposta de Kaku para dispensar os combustíveis fósseis no futuro é a fusão nuclear. Esta é a maneira pela qual o Sol gera energia. Os átomos de hidrogênio, com apenas um próton e um nêutron, se fundem para formar hélio. No processo, nem tudo o que está nos átomos de hidrogênio é convertido e uma parte é liberada na forma de energia.

A cada segundo, o sol converte 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio em seu centro, onde a temperatura pode atingir 15 milhões de graus Celsius.

A produção por fusão nuclear ainda não existe na Terra. Mas para o cientista, isso é apenas questão de tempo. “Os franceses e a União Europeia estão investindo 10 bilhões de euros para fazer o primeiro reator de fusão nuclear”, lembra Kaku. “A fusão nuclear será uma opção real daqui a 20 anos.”

Kaku se refere ao projeto Iter, um reator experimental que está sendo construído em Cadarache, no sul da França. A usina seria composta por um equipamento chamado Tokamak, em formato de rosquinha – o nome formal em geometria é toroide. O calor liberado ali serviria para gerar vapor e, como consequência, movimentar turbinas para a obtenção de eletricidade.

Sobre o projeto – Os materiais combustíveis seriam o deutério e o trítio, duas “versões” do hidrogênio com um e dois nêutrons a mais, respectivamente.

Para a produção ser viável, o reator teria de ser capaz de aguentar temperaturas de até 150 milhões de graus Celsius. Nessa “fornalha”, os elétrons se separam dos átomos e os gases dentro da “rosquinha” viram plasma – um estado da matéria diferente, com o gás carregado eletricamente.

Até o momento, um dos principais desafios à fusão nuclear é fazer plasma liberar tanta energia quanto consome. Até hoje, os cientistas só conseguiram fazer o plasma liberar 70% da energia investida. Os cientistas do Iter esperam produzir 500 MW, contra os 50 MW necessários para fazer o reator funcionar.

Antes da era nuclear – Apesar de não parecer se importar com a duração do aquecimento global, Kaku lembra dos efeitos do fenômeno e teme pelo futuro do local onde mora. “Eu vivo em Manhattan, em Nova York. Talvez no futuro nós precisemos de diques contornando a ilha”, diz.

“Até chegar à era nuclear [da fusão], nós iremos prejudicar muito o meio ambiente, algumas cidades ficarão debaixo d’água. Nós sabemos que isso já acontece em Veneza, na Itália, por exemplo.”

Se a fusão nuclear ainda não chega, o físico também lembra de tecnologias alternativas como a energia solar, como fontes de energia mais limpas. “A ciência realmente pode nos salvar [do aquecimento global]. O custo da energia solar, por exemplo, cai a cada ano. Ainda é muito cara, na média chega a ser duas vezes mais cara que a gerada por combustíveis fósseis. Mas daqui a dez anos ela poderá ser muito competitiva”, acredita Kaku. (Fonte: Mário Barra/ G1)

“Lixo não existe. Resíduos sólidos são matéria-prima a ser reaproveitada”, diz especialista

A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo.

Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.

“Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma formanatural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe.”

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroeletrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmontagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. “Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos.”

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. “As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30.”

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento , e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

“Estamos facilitando a estrutura hospitalar”, explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios. (Fonte: Ana Lúcia Caldas/ Radiobrás)

Pesquisadores descobrem por acaso ’super repelente’ de insetos

Uma equipe de pesquisadores na Universidade Vanderbil, nos Estados Unidos, descobriu acidentalmente uma nova classe de repelentes de insetos milhares de vezes mais eficaz que a maioria dos produtos no mercado, informou nesta segunda-feira a revista “Proceedings” of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os cientistas, liderados por Laurence Zwiebel, professor de ciências biológicas e farmacologia na Universidade de Nashville (Tennessee), descobriram que o repelente é eficaz não só contra os mosquitos mas contra todo tipo de insetos, desde moscas a traças e formigas.

“Não foi como se estivéssemos procurando isso”, comentou David Rinker, um estudante que realizou os experimentos junto com outros alunos, mas “se trata de uma anomalia que notamos durante as provas”.

As provas, segundo PNAS, foram realizadas como parte de um projeto interdisciplinar de pesquisa para o desenvolvimento de novos métodos no controle da propagação da malária.

Estas provas consistiam no transtorno do sentido do olfato dos mosquitos, e têm o apoio da Iniciativa Global de Saúde, financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates através dos Institutos Nacionais de Saúde.

É muito cedo para determinar se este composto específico pode atuar como base para um produto comercial mas, segundo os autores, é o primeiro de sua classe e poderia ser usado para o desenvolvimento de compostos similares com características apropriadas para a venda a público em geral.

O descobrimento é resultado do novo conhecimento que os cientistas adquiriram sobre a natureza do sentido do olfato dos insetos.

Embora o sistema olfativo do mosquito esteja situado em suas antenas, uma década atrás os biólogos pensavam que funcionava no nível molecular da mesma maneira que funciona nos mamíferos.

Recentemente, os cientistas descobriram de maneira surpreendente que o sistema olfativo dos mosquitos e outros insetos é fundamentalmente diferente.

Após muitos testes com técnicas de engenharia genética, descobriram a primeira molécula que estimula diretamente ao co-receptor olfativo e a batizaram de VUAA1.

A Universidade Vanderbilt já iniciou os trâmites para obter a patente desta classe de compostos e negocia com empresas interessadas na produção e comercialização dos compostos, com um enfoque especial no desenvolvimento de produtos que reduzam a propagação da malária no mundo. (Fonte: Portal Terra)