quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Resíduos sólidos: educação é prioritária para mudança de comportamento


A mudança de comportamento da sociedade em relação aos resíduos sólidos, com o componente educacional que começa em casa e nas escolas. O engajamento e a mobilização popular para garantir o controle social na construção das políticas públicas para a gestão desses resíduos. Essas têm sido as bases dos debates na 2ª Audiência Pública, realizada na região Sul, que reúne os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Reunidos em Curitiba, os mais de 400 participantes da audiência, a exemplo do que já ocorreu em Campo Grande (MS), discutem a destinação ambientalmente correta de diversos tipos de resíduos; a questão econômica relacionada ao tema; e a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis.
Na abertura do evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou a importância do engajamento de todos na busca de soluções imediatas para um dos maiores problemas econômicos e sociais que o Brasil vem enfrentando. “Por isso estamos convidando a todos para esse engajamento. É essencial a participação da sociedade brasileira para que haja uma mudança de comportamento com relação aos resíduos. Sem essa participação e esse compromisso formal de todos os cidadãos não teremos como implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)”.
O secretário de Meio Ambiente do Paraná, Jonel Nazareno Iurk, compartilhou a tese da importância da participação popular e da mudança de comportamento para que a implementação da nova política seja efetiva. Segundo ele, a gestão compartilhada e a responsabilidade de todos sobre o destino dos resíduos “lança um novo olhar sobre a questão”. Iurk disse que a Lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos passou a ser um divisor de águas com relação à percepção que se tem da geração de resíduos no Brasil.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, reiterou que não se constrói políticas públicas sem a participação social. “Para chegarmos a bons resultados, é necessária a responsabilidade compartilhada”. O secretário garantiu que não se construirá uma nova realidade sem a participação de todos os atores.
Bonduki alertou que a situação atual dos resíduos no Brasil não é boa. Falta, segundo ele, principalmente informação, conforme o indicado pelo diagnóstico realizado pelo Instituto de Políticas Econômicas (Ipea). Ele informou, por exemplo, que 75% dos municípios brasileiros têm lixões e que isso tem de ser interrompido. “A alteração dessa realidade passa pela mudança de modelo. Temos de começar a mudar tudo isso a partir de nossas casas, no processo de produção industrial, para que tenhamos menos quantidade de resíduos indo parar nos aterros”.
Ele disse ainda que é preciso mudar a mentalidade de que resíduos se constituem problemas. “Eles são recursos que vão gerar riquezas”.
O representante dos Catadores de Materiais Recicláveis, Alexandre Cardoso, alertou para a situação de exclusão do sistema econômico vivida pela sua categoria. “Quando o catador é incluído, toda sua família é incluída e a economia cresce”, disse.
O representante do Ipea, Albino Alvarez, que apresentou aos participantes o diagnóstico produzido pelo Instituto, disse que o Brasil precisa aprender com a região Sul a preocupação com o destino dos resíduos. “Aqui essa preocupação é mais enraizada. É uma questão de educação. O conjunto de experiências da região Sul deve ser compartilhada com o restante do País”, disse.
Audiências - As audiências Públicas fazem parte do processo de construção do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Assim como a Consulta Pública, disponível no sítio eletrônico do Ministério do Meio Ambiente, elas são instrumentos que o Estado utiliza para conversar com a população. Por meio delas, torna-se possível garantir a participação da sociedade na construção das políticas públicas.
Estão previstas cinco audiências até o início de dezembro deste ano. A primeira ocorreu em Campo Grande (MS) e reuniu todos os estados do Centro-Oeste. A segunda está sendo realizada na região Sul e a terceira está marcada para a cidade de São Paulo e, na sequência, serão realizados os encontros das regiões Nordeste (Recife) e Norte (Belém). (Fonte: Suelene Gusmão/ MMA)

Londres inicia instalação de ‘ponte solar’ com mais de 4.400 painéis


Começou a instalação de 4.400 painéis fotovoltaicos na ponte férrea de Blackfriars, que atravessa o Rio Tâmisa, em Londres. A ponte, construída originalmente em 1886, é uma estação de trem, cuja plataforma será coberta pelo dispositivo de geração de energia até o próximo ano.
De acordo com o diário “The Guardian”, a área total das placas solares será de 6 mil metros quadrados, que gerarão 900 mil kWh por ano. Isso seria suficiente para abastecer 300 casas, informa o “Financial Times”.(Fonte: Globo Natureza)

Parque aquático é interditado no Rio por uso irregular de poços artesianos


Um dos maiores parques aquáticos da América Latina, o Rio Water Planet, em Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, foi interditado nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os fiscais constataram a existência de oito poços artesianos sem outorga (autorização para a perfuração e utilização do poço artesiano), cada um com captação superior a 5 mil litros de água por hora, além de despejo irregular de esgoto, na rede de águas pluviais.
De acordo com a presidente do Inea, Marilene Ramos, o uso de poços artesianos sem autorização causa inúmeros problemas à saúde da população. “Essa utilização sem outorga do uso da água tem dois problemas, o ambiental e o de risco para saúde humana, pois ela não passou por uma análise de qualidade para verificar se é ou não adequada para o uso”, disse.
Marilene Ramos declarou, ainda, que o parque foi notificado e multado por crime ambiental. E o valor da multa, pode variar entre R$ 5 mil e R$ 1 milhão, de acordo com a legislação ambiental. “O parque iniciou um processo para receber a outorga, porém ele não deu andamento ao processo. Não entregou os estudos, e por isso foi pedida a vistoria, e como foi constatado uso de água dos poços irregular, ele foi interditado”.
Ela explicou que o despejo de esgoto, após passar pela estação de tratamento do parque, ia para a rede de águas pluviais, o que não é permitido, uma vez que existe uma rede de esgoto na região. (Fonte: Agência Brasil)

Ministra nega relação entre votação do Código Florestal e desmatamento


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta segunda-feira (3) que o debate sobre o Código Florestal no Senado não vai estimular o aumento do desmatamento como foi relatado por secretários estaduais de Meio Ambiente no início do ano, quando o projeto foi discutido e aprovado pela Câmara dos Deputados. A discussão dos deputados sobre o texto da lei que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais teria criado uma “expectativa de anistia”.
“A discussão do código, segundo os secretários nos informaram, gerou expectativa de anistia ao se desmatar. Isso já não existe mais. É claro que o debate não está acontecendo por aí. O debate no Senado vai levar ao aprimoramento do texto e teremos, sim, um texto que possa ser aceito pela sociedade brasileira com segurança jurídica, e que não leve a novos desmatamentos”, disse a ministra.
“Não entendemos como um caminho qualquer medida que leve a novos desmatamentos de áreas preservadas. Somos completamente contrários à redução de áreas de proteção permanente, a não ser o que a lei possa permitir com interesse social e utilidade pública. Nada que induza a risco ambiental é posição que o governo vai defender”, disse a ministra.
As áreas de proteção permanente (APPs), são locais específicos, como as margens dos rios e os topos de morros, que devem ser conservados em todas as propriedades, segundo a legislação.
No último dia 21 de setembro, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no Senado aprovou o texto que precisa ainda passar por outras 3 comissões, antes de ser levado à votação em plenário. Na Câmara, o texto foi aprovado em maio em meio a polêmica e bate-boca.
Na CCJ, os senadores examinaram apenas a constitucionalidade do texto, e não o mérito. “As emendas apresentadas serão analisadas nas comissões de mérito”, explicou o presidente da comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). São 96 as emendas apresentadas que estão a cargo de outras comissões. (Fonte: Débora Santos/ G1)

Cientistas criam camundongos autistas para estudar a doença


Cientistas americanos anunciaram nesta segunda-feira (3) ter criado camundongos autistas, eliminando um grupo de genes, com a esperança de avançar no diagnóstico e no tratamento desta doença em seres humanos. Estudos anteriores já tinham sugerido que causas genéticas podem ser as responsáveis por este transtorno do desenvolvimento, que pode causar dificuldades de relacionamento social, reprodução de movimentos repetitivos, sensibilidade a certas luzes e sons, além de problemas de comportamento.
Algumas crianças autistas têm uma pequena supressão no cromossomo 16, que afeta 27 genes, razão pela qual cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York decidiram tentar alterar geneticamente um grupo de cobaias para que tivessem a mesma mutação genética. “A ideia de que esta supressão pudesse ser a causa do autismo era emocionante”, disse a professora Alea Mills, uma das autoras do estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências. “Assim, nos perguntamos se retirar o mesmo conjunto de genes nos ratos teria algum efeito”, acrescentou. 
A pesquisa demonstrou que os camundongos alterados apresentaram comportamentos similares aos observados em pessoas com autismo: hiperatividade, dificuldade para dormir, para se adaptar a novos ambientes e a execução de movimentos repetitivos. “Os camundongos com a supressão agiram de forma completamente diferente dos camundongos normais”, explicou Guy Horev, outro cientista. Os pesquisadores também descobriram que aproximadamente a metade dos camundongos autistas morreu pouco após seu nascimento. Estudos futuros poderão revelar se este déficit genético pode estar relacionado com mortes inexplicáveis de bebês.
Ao examinar o cérebro dos camundongos em exames de ressonância magnética, os cientistas conseguiram identificar quais regiões são alteradas nos animais autistas. Este conhecimento pode ajudar os cientistas a determinar a base fisiológica do autismo, que afeta cerca de 1% das crianças nos Estados Unidos, e possivelmente levar a diagnóstico e tratamento precoces. As crianças que têm autismo, caracterizado por uma série de transtornos relacionados com uma química cerebral anormal, costumam ser diagnosticados por volta dos três anos de idade. Segundo especialistas, os meninos correm de três a quatro vezes mais riscos de sofrer de autismo do que as meninas. (Fonte: Portal iG)

Avião elétrico vence desafio e leva US$ 1,35 milhão


Uma subsidiária americana de uma empresa eslovena ganhou um incentivo de US$ 1,35 milhão da Nasa, a agência espacial dos EUA, e do Google, pelo desenvolvimento de um avião elétrico.
O desafio proposto pela Nasa era criar uma aeronave com alta eficiência energética, capaz de voar 320 km utilizando energia equivalente a 3,8 litros de combustível por passageiro. O Pipistrel Taurus G4 superou a meta e conseguiu percorrer o trajeto gastando o equivalente a pouco menos de 2 litros de combustível.
A equipe vencedora foi uma das 14 inscritas no desafio da Nasa e do Google, que começou há 2 anos. No total, os concorrentes investiram cerca de US$ 4 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias verdes, segundo a agência americana. Apenas três das aeronaves inscritas, no entanto, conseguiram decolar no dia do teste final, no aeroporto Charles M. Schulz, em Sonoma, na Califórnia.
“Há dois anos, voar 320 km a 160 km/h em um avião elétrico era coisa de ficção científica”, afirmou o líder da equipe de desenvolvimento da Pipistrel nos EUA, Jack Langelaan. “Agora, estamos de olho no futuro da aviação elétrica”.
O segundo prêmio, de US$ 120 mil, foi para a equipe eGenius, da Califórnia. (Fonte: G1)