domingo, 24 de abril de 2011

Desmatamento em unidades de conservação foi de 12 mil km2 na última década


No período de 1998-2009, 12.204 km2 de florestas foram desmatados somente em áreas protegidas, como Unidades de Conservação (UC) e Terras Indígenas. A informação é de um novo estudo, produzido pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
O estudo faz um diagnóstico das áreas protegidas existentes na Amazônia brasileira – um total de 2,1 milhões de km2, ocupando 43% de todo o território da Amazônia Legal.
Para os pesquisadores, as áreas protegidas são instrumento importante na conservação da floresta. Mas o estudo alerta para a existência de atividades que podem colocar em risco essas áreas, como a grande quantidade de estradas ilegais para a retirada, também ilegal, de madeira, e outorgas permitindo a mineração em áreas de conservação e terras indígenas.
O ISA e o Imazon também apresentam soluções para consolidar as áreas protegidas na Amazônia, como coibir ocupações irregulares, fortalecer gestores em unidades de conservação e garantir a participação indígena na gestão de seus territórios, além de concluir o processo de reconhecimento de todas as terras indígenas. (Fonte: Amazônia.org.br)

Descoberta por acaso pode revolucionar produção de hidrogênio


Não é sem razão que o hidrogênio é apontado como o combustível do futuro: ao gerar energia em células a combustível, ele só produz água como resíduo.
E, largamente disponível na Terra, a água é formada por hidrogênio e oxigênio – basta quebrar a molécula de H2O para obter o hidrogênio. E isso pode até mesmo ser feito usando a energia solar.
Mas isto é só na teoria. O fato é que, no presente, ainda não existe uma forma de produzir hidrogênio de forma sustentável e a custos competitivos.
Assim, o hidrogênio usado industrialmente continua sendo produzido a partir do gás natural – o primo do petróleo – e os carros a hidrogênio não são mais do que “garotos-propaganda” de uma indústria que quer se tornar verde, mas ainda não consegue.
Eletrólise da água – As moléculas de água podem ser quebradas fazendo com que sejam atravessadas por uma forte corrente elétrica, um processo conhecido como eletrólise.
Esta, contudo, é uma reação lenta. Para otimizá-la é necessário usar um catalisador, a platina – um metal particularmente caro, cujo preço triplicou nos últimos 10 anos.
Mas o acaso reservava uma grata surpresa para o professor Xiel Hu e sua equipe do Instituto Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça.
Eles estavam fazendo um experimento eletroquímico quando descobriram uma altíssima produção de hidrogênio na presença de um composto de sulfeto de molibdênio.
Analisando o ocorrido, eles descobriram que o sulfeto de molibdênio é um catalisador muito eficiente para a eletrólise da água – com a vantagem de que esse material é abundante e muito barato.
E o custo não é a única vantagem do novo catalisador. O sulfeto de molibdênio mostrou-se estável, sem sofrer degradação muito forte, e compatível com meios ácidos, neutros e básicos.
Falta a teoria – “Graças a esse resultado inesperado, nós descobrimos um fenômeno único,” conta Hu. “Mas não ainda não sabemos exatamente por que esses catalisadores são tão eficientes.”
A próxima etapa da pesquisa é criar um protótipo funcional que possa ser utilizado na produção de hidrogênio a partir da luz do Sol.
Os cientistas afirmam que será necessário também compreender o funcionamento do novo catalisador, a fim de se tentar otimizar ainda mais seu rendimento. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)

Zimbábue planeja servir carne de elefante nas prisões do país


Elefantes no parque nacional de Hwange: nos últimos anos, o governo pediu provisões de carne do animal para alimentar soldados
As autoridades penitenciárias do Zimbábue planejam servir carne de elefante para acabar com a fome nas prisões do país, informou nesta sexta-feira a imprensa local.
Os mais de 13 mil detentos que ocupam as prisões do Zimbábue estão há quatro anos sem comer carne e se alimentam exclusivamente de feijão e repolho.
Por isso, o vice-ministro da Justiça, Obert Gutu, pensou em servir carne de elefante para enriquecer a dieta dos detentos.
Em entrevista ao jornal “The Zimbabwe Independent”, Gutu afirmou que a carne de elefante pode ser uma opção viável para acabar com a fome nas prisões.
“O Ministério e a Comissão Penitenciária consideram que a carne de elefante pode ser um opção. Existe o consenso de que há uma superpopulação de elefantes no país. Por que não utilizá-los para alimentar os presos?”, declarou o vice-ministro da Justiça.
No entanto, grupos ambientalistas manifestaram sua oposição à medida.
O diretor da Força-Tarefa pela Conservação no Zimbábue, Johnny Rodrigues, negou que no país haja uma superpopulação de elefantes e ressaltou que no território só restam 35 mil animais.
“O Governo deveria endurecer as leis para proteger estes animais”, afirmou Rodrigues ao veículo.
A carne de elefante não é consumida habitualmente no Zimbábue, mas, nos últimos dez anos, o Governo do Robert Mugabe ordenou com frequência a parques nacionais a provisão de carne desses animais e de búfalo para alimentar os soldados em grandes cerimônias, como no aniversário do presidente. (Fonte: Folha.com)

Buraco na camada de ozônio explica seca australiana, diz estudo


Os cientistas concluíram que outros fatores também têm influência, como a emissão dos gases que causam o efeito estufa e os ciclos naturais do clima, como os que causaram secas no passado.
“O estudo ilustra o papel importante que mecanismos diferentes das mudanças climáticas têm para o impacto que vemos o clima ter”, diz uma das maiores autoridades britânicas em clima, Myles Allen.
“É importante diferenciá-los em vez de assumir que qualquer impacto que vemos é causado por gases do efeito estufa.”
As secas australianas levaram ao fechamento de várias fazendas e a um maior investimento em outras tecnologias como as de dessalinização da água do mar.
O buraco na camada de ozônio é causado por reações químicas na estratosfera, a camada superior da atmosfera, provocadas por substâncias como os clorofluorcarbonos (CFC), cujo uso em produtos industrializados foi restringido pelo Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1989.
Apesar do tratado, o efeito dessas substâncias ainda deve se fazer sentir na atmosfera por décadas.
Acredita-se que a o buraco sobre a Antártida esteja recuperado até 2060.
O ozônio bloqueia raios ultravioletas do Sol, que podem causar câncer de pele e outras doenças. (Fonte: Folha.com)

Mudança genética contra malária pode se espalhar entre mosquitos


Cientistas envolvidos no combate à malária descobriram uma forma de manipular geneticamente grandes populações de mosquitos, com a esperança de, no futuro, reduzir drasticamente a proliferação da doença.
Em estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores do Imperial College, de Londres, e da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), relataram que, após fazer alterações genéticas específicas em alguns mosquitos e permitir que eles procriassem, tais alterações poderiam ser transmitidas para grandes populações do inseto em poucas gerações.
Este é o primeiro experimento demonstrando o princípio, segundo os cientistas, e o resultado sugere que, no futuro, será possível difundir mudanças genéticas que dificultem a transmissão da malária pelos mosquitos.
A malária é uma doença infecciosa que afeta mais de 240 milhões de pessoas por ano, matando cerca de 850 mil delas – inclusive um grande número de crianças na África. Não existe vacina, e a prevenção é feita por pesticidas e mosquiteiros (redes sobre as camas).
Na nova experiência, os cientistas demonstraram que um elemento genético modificado, chamado I-SceI, pode ser incorporado ao DNA de mosquitos em cativeiro, sendo transferido a outras gerações na natureza.
Seria possível, então, alterar o código genético dos mosquitos para impedi-los de transmitir o parasita da malária, o Plasmodium falciparum.
Há cerca de 3.500 espécies de mosquitos no mundo, mas poucas delas transmitem a malária. Os pesquisadores disseram que a manipulação genética poderia permitir um maior foco no controle, apenas, das espécies mais perigosas.
Na experiência, foi usado um gene fluorescente verde para monitorar a mudança genética e sua transmissão a outras gerações. Agora, a equipe está voltada para genes que o mosquito usa para se reproduzir, ou para transmitir a malária. (Fonte: Portal iG)

Novo aparelho produzirá fertilizante a partir de lixo orgânico


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, desenvolveram um aparelho capaz de transformar lixo orgânico em adubo. Esse processo de reutilização das sobras é conhecido como compostagem e é usado como alternativa para fertilizar o solo em pequenas propriedades.
Normalmente, a compostagem consiste em depositar cascas de frutas ou restos de vegetais no solo, e a decomposição natural, provocada por bactérias, cria o adubo. No entanto, a prática causa mau cheiro e atrai insetos. A técnica desenvolvida na Unesp tem a vantagem de ser feita num contêiner fechado, e não gera nenhum desses problemas.
“A ideia não é ter um desses em casa”, explicou ao G1 João Perea Martins, pesquisador responsável pela parte de automação da invenção. “A preocupação é dar um destino mais correto para o lixo gerado pelas empresas”, completou o professor. Se não for bem tratado, o lixo gerado pela indústria alimentícia pode se tornar um fator de poluição.
O aparelho – O lixo fica armazenado num contêiner fechado, onde o processo ocorre naturalmente. As bactérias presentes no próprio material orgânico o consomem. Quando o processo termina, o material que resta pode ser usado como fertilizante.
A grande preocupação que se deve ter durante a transformação é com os níveis dos gases dentro do contêiner. As bactérias consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Por isso, é necessário saber a hora certa de injetar oxigênio para dentro do contêiner.
No protótipo, os pesquisadores usaram um analisador de gás. A máquina mede os níveis de oxigênio e revela os momentos ideais para a realização das trocas de gases. Quando o oxigênio dentro do contêiner deixa de ser consumido, é sinal de que as bactérias já consumiram todo o alimento que podiam e morreram de fome. Isso significa que todo o lixo foi transformado em fertilizante e ele pode ser retirado.
“A gente viu que o processo é factível”, ressaltou Perea. Porém, o analisador de gás usado no protótipo custa cerca de R$ 100 mil e é economicamente inviável. O próximo passo dos pesquisadores é aplicar um tipo mais barato de analisador para, depois, testar o fertilizante em alguma cultura. Para ter utilidade prática, a máquina deverá ainda ser bem maior que o protótipo construído.
Além de Perea, participaram do projeto os professores de engenharia Jorge Akutsu – hoje na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em SP – e Adilson Renofio e o químico Gilberto Castilho Filho. (Fonte: Tadeu Meniconi/ G1)

Plano de levar lêmures a ilha caribenha gera bate-boca entre ecólogos


Um conhecido empresário britânico está levando adiante um plano de introduzir espécies de lêmures em uma ilha caribenha.
Richard Branson, dono do império Virgin – cujos negócios abrangem de linhas aéreas a selos de música e telefonia celular – quer transportar os pequenos primatas, nativos de Madagascar, no leste da África, para as ilhas Moskito e Necker, de sua propriedade.
O plano do milionário, de soltar os lêmures nas florestas das ilhas, está preocupando cientistas. Eles argumentam que, no passado, iniciativas semelhantes, envolvendo outras espécies, tiveram resultados desastrosos.
A equipe de Branson insiste que tanto os lêmures, que virão de zoológicos, quanto os animais nativos da ilha ficarão bem.
Introduzir espécies de um continente em outro, com o objetivo de preservá-las, é algo que nunca foi feito.
Há várias espécies de lêmures. Elas são encontradas exclusivamente na ilha de Madagascar e muitas correm risco de extinção, em grande parte, por causa do desmatamento.
O problema piorou desde a queda do presidente Marc Ravalomanana, há dois anos. Desde então, houve um florescimento na atividade madeireira na ilha.
Falando à BBC, Branson disse: ‘Estamos tentando preservar os lêmures mas, infelizmente, em Madagascar, com a queda do governo (desde 2009, quando o presidente foi derrubado pelo líder da oposição com apoio do Exército, o gfoverno está em crise) o espaço para os lêmures está cada vez menor’.
‘Aqui em Moskito Island temos uma bela floresta’, explicou. ‘Trouxemos especialistas da África do Sul e eles dizem que seria um lugar perfeito, onde lêmures podem ser protegidos e procriar’.
Entre as espécies que Branson pretende introduzir em suas ilhas está o lêmur vermelho (Varecia variegata rubra) e o lêmur de cauda anelada (Lemur catta).
Ambas estão incluídas na Lista Vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
Paraíso ecológico – Moskito ou Mosquito Island é uma entre duas ilhas que Branson possui nas Ilhas Virgens Britânicas. Várias mansões de luxo estão sendo construídas no local.
Na outra ilha, Necker, foi construído um complexo turístico ecológico com diárias em torno de US$ 2 mil.
O novo projeto do empresário está despertando muito interesse na região. Fóruns em sites locais estão cheios de comentários de pessoas contrárias ou favoráveis à ideia e aumentam os bate-bocas entre políticos das ilhas.
Cientistas entrevistados pela BBC disseram estar preocupados com a iniciativa.
Simon Stuart, ambientalista e presidente da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN, disse:
‘Talvez (Branson) tenha encontrado algumas pessoas que disseram que não há problema, mas (que outras espécies) vivem na ilha, e como podem ser afetadas?’, perguntou o especialista.
‘Eu ficaria preocupado e gostaria de ter algumas explicações’.
Stuart disse que talvez o projeto seja uma contravenção ao código da IUCN de translocações. O código foi criado para impedir a repetição de desastres anteriores, como, por exemplo, a introdução de coelhos na Austrália.
O código determina que translocações não devem jamais ser feitas em ecossistemas naturais.
Quando acontecem em áreas já alteradas pela ação do homem, é preciso que haja períodos experimentais controlados e avaliações contínuas.
‘O estrago causado por introduções danosas em sistemas naturais supera de longe os benefícios obtidos’, diz o documento.
O coordenador de um grupo da IUCN especializado em primatas de Madagascar, Christoph Schwitzer, disse que os lêmures deveriam ficar confinados.’O projeto só seria aceitável se ele (Branson) tivesse a intenção de manter os lêmures em um ambiente controlado, ou seja, em uma área cercada onde eles não poderiam trazer problemas para a fauna e flora nativas’, disse.
‘É crucial que essa iniciativa não mande a mensagem errada às pessoas, de que talvez seja uma boa ideia ter lêmures como bichos de estimação, para o prazer pessoal’.
Alerta – Schwitzer avisou que pode haver impacto sobre a vida local.
Algumas espécies de lêmur se alimentam apenas de frutas. Outras comem o que estiver por perto, incluindo lagartos e outros animais pequenos.
‘Talvez haja pássaros chocando ovos em ninhos. Os lêmures podem tentar comer seus ovos. Ou talvez haja pequenos invertebrados que os lêmures podem tentar comer’, explicou.
As ilhas Necker e Moskito são habitadas por répteis, entre eles, espécies de iguanas e lagartixas. Ambientalistas locais estão particularmente preocupados com esses animais.
Branson disse à BBC que uma avaliação de impacto ambiental teria sido feita na Moskito Island.
Grupos que se opõem ao projeto argumentam, no entanto, que a avaliação não incluiu a questão da introdução de espécies exóticas.
O empresário disse que se fosse constatado que os lêmures representavam algum perigo para a vida local, medidas de proteção seriam adotadas.
Benefícios
Não está claro por que Branson quer introduzir os animais nas ilhas.

Há poucas chances de que os primatas tenham grande impacto em seus empreendimentos no campo do turismo ecológico.
Os lêmures da cauda anelada serão os primeiros a chegar. São criaturas adaptáveis, que gostam de ovos de pássaros.
Um dos principais consultores de Branson é Lara Mostert, uma das gerentes do Monkeyland Primate Sanctuary, um santuário onde várias espécies de macacos e de lêmures vivem juntas em uma área florestal na África do Sul.
Ela disse que os lêmures do empresário britânico teriam uma vida muito melhor (nas ilhas) do que nos zoológicos onde vivem hoje. Alguns, segundo ela, em ‘condições terríveis’.
‘Infelizmente, primatas se tornaram uma espécie de negócio. São vistos como mercadorias’, disse Mostert.
Ela disse que gosta do plano de Branson porque ele não pretende vender os animais.
Mostert acha, também, que os lêmures vão florescer na ilha.
Branson argumenta ainda que o projeto trará benefícios para a conservação das espécies e que, em algum momento no futuro, os animais poderão ser reintroduzidos em Madagascar.
Mas programas de reprodução no cativeiro já existem para este fim.
‘Medidas extremas’ – Apesar da apreensão de muitos, o plano foi aprovado pelo governo das Ilhas Virgens Birtânicas e parece estar seguindo adiante.
O primeiro grupo, com cerca de 30 lêmures da cauda anelada, deve chegar dentro de algumas semanas, vindo de zoológicos na Suécia, África do Sul e Canadá.
O lêmure vermelho, uma espécie bastante ameaçada, pode ser o próximo, seguido do sifaka.
À medida que aumentam as ameaças à diversidade em todo o mundo, transportar espécies de um local para outro para conservação é um dos ‘esquemas extremos’ que ambientalistas discutem e até começam a implementar.
Mas quase sem exceções, essas translocações estão ocorrendo dentro de regiões ecológicas de onde se origina o animal – e não do outro lado do planeta. (Fonte: G1)

Recessão provoca queda recorde em emissões de CO2 da UE


A recessão provocou uma redução recorde de 7,2% nas emissões de gases do efeito estufa da União Europeia em 2009, colocando o bloco à frente do cronograma planejado de cortes, indicaram dados europeus na quarta-feira (20).
“A força da recessão de 2009 afetou todos os setores econômicos da UE,” disse em relatório a Agência Ambiental Europeia, com sede na Dinamarca. “O consumo de combustíveis fósseis caiu em comparação com o ano anterior, principalmente o de carvão.”
As emissões de gás-estufa no bloco de 27 nações caíram do equivalente a 4,96 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, em 2008, para 4,60 bilhões em 2009, de acordo com um relatório técnico apresentado para o Secretariado de Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essa queda de 7,2% – de 354 milhões de toneladas, ou quase o mesmo tanto que as emissões anuais da Espanha ou da Polônia – foi bem mais acentuada do que qualquer outro declínio desde 1990, quando os países ricos começaram a reunir os dados, seguindo tratados da ONU.
O relatório não informou o quanto as emissões poderão voltar a crescer com o retorno do crescimento econômico em 2010, mas disse: “A recessão em 2009 acelerou, temporariamente, a tendência de baixa nas emissões totais de gás-estufa.”
A redução, ampliando os cortes pelo quinto ano consecutivo, deixa as emissões 17,6% abaixo dos 5,59 bilhões de toneladas emitidos no ano-base da ONU de 1990 e perto do objetivo unilateral europeu de cortar as emissões em 20% abaixo dos níveis de 1990 até 2020.
A UE havia dito que aumentaria o corte para 30%, caso outros países industrializados estabelecessem metas dentro de um futuro tratado da ONU para evitar mais enchentes, secas e elevação do nível dos oceanos.
No mês passado, sete países da UE, incluindo Alemanha e Grã-Bretanha, defenderam que o bloco aprofunde a meta para 2020.
A comissária da UE para a Mudança Climática, Connie Hedegaard, apresentou uma estratégia apontando um caminho de baixo custo para um corte de 25% até 2020. (Fonte: Portal iG)

Elevação do nível do mar causa desastres na China, diz agência


A elevação gradual do nível dos mares, causada pelo aquecimento global nos últimos 30 anos, contribuiu para um número crescente de desastres ao longo da costa chinesa, disse a agência de notícias estatal Xinhua nesta quarta-feira (20).
O nível dos mares no litoral da China subiu 2,6 mm por ano nas últimas três décadas, afirmou a Xinhua, citando documentos da Administração Oceânica do Estado.
As temperaturas médias do ar e do mar em áreas costeiras aumentaram 0,4 e 0,2 graus Celsius respectivamente nos últimos 10 anos, acrescentou a agência.
Como desastre marinho “gradual”, o efeito cumulativo da elevação do nível dos mares pode “agravar tempestades, erosão na costa, invasão do mar e outros desastres”, teria declarado a administração oceânica segundo a Xinhua.
Um especialista do organismo, Liu Kexiu, disse que a elevação do nível dos mares é resultado do aquecimento global.
“Outros fatores-chave são o rebaixamento do solo causado por atividades humanas, incluindo a excessiva exploração de água subterrânea, e a construção intensa de altos edifícios em áreas litorâneas”, disse Liu.
A alta e crescente emissão de dióxido de carbono da China, principal causador do efeito estufa originado pela queima de carvão, óleo e gás, colocou o tema no centro das negociações de um novo pacto mundial para reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global.
O governo prometeu cortar o montante de dióxido de carbono emitido por combustíveis fósseis por unidade de crescimento do PIB para 17% nos próximos cinco anos.
Mas a China têm dito repetidamente que não aceitará um limite mais rigoroso para o total de emissões, classificando-o como um fardo injusto sobre as nações em desenvolvimento que têm emissões muito mais baixas por pessoa do que as economias ricas. (Fonte: G1)