quarta-feira, 20 de julho de 2011

Apesar de problemas com água, ministra do Meio Ambiente vê avanço


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, viu avanços na divulgação do ‘Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011′, apesar de o relato apresentar mais de 100 rios em condições ruins ou péssimas. “Há áreas sensíveis, em geral nas maiores regiões urbanas, mas também há áreas em que tivemos melhoras expressivas, principalmente, onde se investiu mais em saneamento básico.”
Questionada sobre o mau uso da água no país, a ministra afirmou que a produção do levantamento já pelo terceiro ano consecutivo é passo fundamental para se identificar as regiões onde o acesso à água é crítica. “Temos muito a fazer ainda, mas sabemos agora que há problemas em áreas específicas”, declarou.
Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, o levantamento deixou claro que é necessária a elaboração de uma agenda ambiental urbana, porque é perto das grandes cidades onde há pontos de intervenção prioritários.
A ministra ratificou, porém, que é papel do ministério – assim como da Agência Nacional de Águas (ANA, responsável pelo informe), dos ministérios de Ciência e Tecnologia, Integração Nacional, Saúde e Agricultura – cuidar da oferta de água abundante no País.
Ela destaca que, segundo o informe, ações específicas têm de ser desenvolvidas nos rios Paraíba do Sul e Piracicaba, assim como já ocorreu com a elaboração de um planejamento estratégico das bacias do Amazonas e do Tocantins-Araguaia como fundamentais para o melhor aproveitamento da água. “Temos que traduzir essas informações para além desta mesa (onde foi apresentado o relatório)”.
O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, acredita que o levantamento de 2011 mostrou que as políticas do ministério do Meio Ambiente têm tido repercussão positiva no uso da água pelo país. Segundo a agência, 90,6% das bacias se encontra em estado satisfatório.
Dados para prevenção de desastres – Para Eduardo Assad, secretário nacional de mudanças climáticas, as informações também são fundamentais para ajudar no direcionamento de investimentos contra tragédias. “Com isso, mortes como as que ocorreram no Nordeste nos últimos dias poderão ser evitadas.”
A ministra Izabella também destacou o uso das informações na prevenção de desastres. “Estamos registrando eventos (climáticos) atípicos e isso mostra a importância maior ainda de se monitorar os recursos hídricos”, diz ela. “Não podemos evitar desastres, mas podemos nos prevenir contra eles e, para isso, é fundamental o acesso de todos a informações.” (Fonte: Danilo Fariello/ Portal iG)

Ataques de ursos ao gado multiplicam-se na Sibéria


Os ataques de ursos ao gado em Tomsk, na Sibéria, aumentaram neste ano e demonstram uma mudança radical na conduta desses mamíferos, afirmou nesta terça-feira (19) o chefe do Departamento de Proteção do Meio Ambiente dessa região russa, Konstantin Osadchi.
Neste ano, na região de Tomsk, foram registrados dez ataques de urso contra o gado, quando em todo o ano de 2010 ocorreram apenas três, disse Osadchi em declarações à agência “Interfax”.
“Provavelmente, ocorreram mudanças na mente dos ursos: estão curiosos ou perderam o medo do homem”, indicou Osadchi.
No entanto, ressaltou que na região de Tomsk não foram registrados ataques de ursos contra pessoas.
“Não ocorria anteriormente casos de ursos reunidos em grupos para matar o gado. É uma conduta típica de lobos, não de ursos”, detalhou o funcionário.
Acrescentou que o último episódio ocorreu no início de mês no distrito de Molchanovsk, na parte central da região de Tomsk, onde um urso entrou em um estábulo e atacou uma vaca, que ficou ferida.
Estes ataques, segundo Osadchi, normalmente são feitos por ursos jovens, com cerca de três anos.
Os conflitos por comida entre animais adultos e jovens podem ser uma das causas da conduta anômala dos animais, apontou o funcionário, que calcula que a população de ursos na região de Tomsk seja de cerca de 10 mil indivíduos.
Osadchi afirma que o número destes animais poderia aumentar ainda mais com os incêndios florestais de grande magnitude na região.
Segundo o ecologista, uma das vias para controlar a população dos ursos é a liberalização da caça. “Atualmente, a permissão de caça custa pouco mais de US$ 100 e mais uma quantia por animal. A caça de ursos é muito cara e, portanto, impopular entre os caçadores”, explicou Osadchi. (Fonte: Portal iG)

Animais silvestres “fogem” para as cidades devido as queimadas em MT


Com o período de estiagem e baixa umidade do ar, o número de focos de incêndio florestal aumenta e prejudica não só a vegetação e a saúde das pessoas, mas também os animais que compõem a fauna da região. Em Pontes e Lacerda, o número de animais que aparece na cidade fugindo do fogo, tem aumentado consideravelmente se comparado com outros períodos de anos anteriores.
O fogo atinge a vegetação de cerrado e os morros que circundam a cidade. Muitos animais não conseguem escapar e morrem queimados, os que fogem vão parar na área urbana. Bichos como cobra, ouriço, macaco, lobo, bandeira-mirim, jabuti e espécie de papagaios como arara canindé, maritacas e maracanãs são os mais recolhidos por bombeiros da 8ª Companhia.
As pessoas que tem seus quintais invadidos pelos animais acionam os bombeiros que os recolhem. Os bichos que estão em boas condições físicas e apresentam apenas sintomas de estresse, são levados para habitat”s distantes da cidade. Muito dos feridos por queimaduras ou com fraturas são levados para o quartel ou para a unidade do Ibama local. Sem uma estrutura adequada para cuidar de todos os animais, alguns, antes de se recuperarem acabam fugindo ou morrem no local. Eles chegam com problemas respiratórios e muitas queimaduras, como é o caso de um jabuti que teve ferimentos no casco.
Um casal de araras canindé teve mais sorte, foi encontrado e levado para o quartel onde recebeu alimentação e cuidados, no dia seguinte foi solto na região. “Nesse período do ano aumentam os casos de captura de animais, por falta de uma estrutura adequada do município para o recebimento desses animais, acabamos por acolher em nosso quartel”, conta o cabo Paulo. (Fonte: Só Notícias/MT)

Ibama promove audiência pública para discutir projeto de hidrelétrica no Rio Paraíba do Sul


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu nesta terça-feira (19) uma série de audiências públicas para discutir o projeto da Usina Hidrelétrica de Itaocara, que será instalada no Rio Paraíba do Sul e terá impactos diretos em três municípios de Minas Gerais e cindo do estado do Rio de Janeiro.
A primeira audiência pública ocorreu em Estrela Dalva (MG). Nesta terça-feira (20), a audiência pública pretende reunir os moradores do município fluminense de Aperibé. Na quinta-feira (21), será a vez de Cantagalo e, na sexta (22), Itaocara, ambos no estado do Rio.
O Ibama também vai promover audiências públicas a partir da na semana que vem discutir a implantação da linha de transmissão de energia elétrica de 230 quilovolts (kV) entre Jauru (MT) e Porto Velho (RO). As audiências estão marcadas para os municípios de Ji-Paraná (RO), Vilhena (RO) e Jauru (MT). (Fonte: Agência Brasil)

Animais marítimos aparecem mortos em praias da Flórida/EUA


As autoridades americanas investigam as causas da morte de centenas de peixes e animais marítimos – incluindo tubarões e peixes-boi – que apareceram nos últimos dias nas praias do sudoeste da Flórida.
‘As altas temperaturas e os dias nublados e chuvosos podem causar a morte dos peixes. Trata-se de um fenômeno natural e geralmente não representa um perigo permanente para o ecossistema’, disse nesta terça-feira (19) a Comissão para a Conservação da Pesca e da Vida Selvagem da Flórida (FWC).
A FWC pediu colaboração para fazer um acompanhamento da morte de animais e para detectar se o fenômeno se estende a lagos naturais e a estuários da região, além de ‘determinar se os problemas podem comprometer ecossistemas que demandam pesquisas e medidas de reposição’.
Os corpos dos animais mortos apareceram nos últimos dias em diversas praias da Flórida, entre elas a de Naples, considerada uma das melhores do país, com 16 quilômetros de areia e águas cristalinas.
Os testes realizados até o momento detectaram a presença de dois tipos de algas que, embora não sejam tóxicas, podem ter reduzido a presença de oxigênio na água a ponto de forçá-los a ir para a margem e acabar sendo asfixiados. (Fonte: G1)

Cientistas questionam eficácia de antidepressivos contra Alzheimer


Dois estudos diferentes, publicados em duas revistas médicas britânicas, questionam o uso de psicotrópicos e antidepressivos para tratar pacientes com demência, no momento em que se realiza, em Paris, uma conferência internacional sobre o mal de Alzheimer.
O Professor Sube Banerjee, do King’s College de Londres redigiu, em 2009, um relatório sobre a prescrição abusiva de antipsicóticos (neurolépticos) no mal de Alzheimer. Hoje, ele mostra que os dois antidepressivos mais recomendados aos pacientes com demência não trazem os benefícios esperados, causando efeitos colaterais.
Para este estudo publicado on-line por “The Lancet”, o Professor Banerjee reuniu pacientes britânicos sofrendo de depressão e um provável Alzheimer. Foram divididos em três grupos de cem pacientes cada: dois desses recebiam um antidepressivo (sertralina ou mirtazapina) e o terceiro, um placebo (sem princípio ativo).
Ao final de três meses, os cientistas não descobriram diferenças na redução da depressão. Por outro lado, os pacientes que receberam um antidepressivo apresentavam muitos efeitos indesejáveis, em comparação aos que foram tratados com o placebo.
“As duas classes de medicamentos mais prescritos para a depressão no mal de Alzheimer não são mais eficazes que um placebo”, concluem eles. Dessa foram, “os médicos devem repensar o tratamento desses pacientes com depressivos e reconsiderar seus hábitos de recomendar esses remédios”, consideram eles.
Paracetamol funciona – Um outro estudo, publicado on-line pelo “British Medical Journal”, mostra, por sua vez, que medicamentos contra as dores, como o paracetamol podem fazer melhor que os psicotrópicos para acalmar a agitação dos pacientes com demência.
A agitação e a agressividade são sintomas mais frequentes das formas avançadas de demência, tais como o mal de Alzheimer. Comportamentos perturbadores para os que estão em torno são, com frequência, tratados com neurolépticos.
Essa outra pesquisa ficou a cargo de cientistas britânicos (King’s College) e noruegueses, que observaram 352 pacientes noruegueses portadores de demência moderada a severa.
A metade deles prosseguiu recebendo o tratamento habitual, incluindo neurolépticos ou antidepressivos. Setenta por cento dos demais foram tratados com paracetamol; 20% com buprenorfina (medicamento de substituição com heroína) e os 10% restantes com remédios mais potentes contra a dor (morfina).
Uma redução significativa da agitação foi mostrada após oito semanas de tratamento no segundo grupo em relação ao primeiro, informaram os cientistas.
Destacaram que o alívio da dor, dificilmente exprimível pelos pacientes com demência, pode desempenhar papel importante no tratamento da agitação, permitindo reduzir as prescrições inúteis de neurolépticos.
No relatório entregue ao governo britânico, em 2009, o Professor Banerjee informava que os médicos britânicos prescrevem anualmente psicotrópicos a 180.000 pacientes com demência, o que está na origem de 1.620 AVCs, Acidentes Vasculares Cerebrais, e 1.800 mortes.
Neste mesmo ano, na França a Alta Autoridade de Saúde alerta contra uma prescrição excessiva e inadaptada de medicamentos no mal de Alzheimer. (Fonte: G1)

Hominídeos andavam eretos há 3,7 milhões de anos


O modo de andar com a postura ereta, típico do homem moderno, é muito mais antigo do que se imaginava, graças à análise de onze pegadas fossilizadas de 3,7 milhões de anos, encontradas em Laetoli, na Tanzânia. Elas são as pistas mais antigas deixadas por um ancestral humano. A nova descoberta contraria a hipótese de que as funções do pé moderno surgiram entre 1,7 e 1,9 milhões de anos.
“Nosso estudo puxa esta data dois milhões de anos para trás e sugere que isto aconteceu com oAustralopithecus afarensis, que ainda vivia parcialmente em árvores”, disse ao iG Robin Cromptom da Universidade de Liverpool, um dos autores do estudo publicado hoje no periódico científico Interface.
De acordo com o estudo, o ancestral humano que habitava Laetoli tinha o dedão alinhado aos outros dedos do pé – semelhante aos humanos e diferente dos chimpanzés e outros grandes primatas. As pegadas mostravam maior profundidade nos calcanhares que nos dedos, o que indica um pé arqueado. “Isto é um indicativo de um caminhar ereto”, disse ao iG William Sellers da Universidade de Manchester, que participou do estudo. Em primatas, a pressão é maior na parte lateral do meio do pé. Os seres humanos são os únicos que têm pés arqueados, o que facilita a locomoção em duas pernas, pois os arcos são responsáveis pela absorção do choque quando o pé toca o solo.
A equipe obteve imagem 3D das pegadas de Laetoli e comparou os dados com estudos de pegadas e pressão dos pés geradas pelo caminhar de homens modernos e outros grandes primatas e do A. afarensis. Simulações de computador foram usadas para delinear os diferentes tipos de pegadas e modos de andar.
“O curioso é que nestas comparações descobrimos que alguns humanos saudáveis produzem pegadas mais parecidas com as de primatas que as pegadas de Laetoli. As funções dos pés representadas pelas pegadas são mais parecidas com os padrões encontrados em humanos modernos. Isto é importante pois o desenvolvimento destas características ajudou nossos ancestrais a migrar da África”, disse Cromptom.
Australopithecus afarensis viveu na África há mais de 3 milhões de anos e tinha cérebros menores e mandíbulas mais fortes que o homem moderno. Antes deles, registros fósseis revelam que vivia no Quênia e na Etiópia o Australopithecus anamensis, há 4,2 milhões de anos. E antes ainda, vivia o Ardipithecus ramidus, o mais antigo ancestral humano que vivia da Etiópia, há 4,4 milhões de anos.
Novo hominídeo – Os pesquisadores acreditam que a análise das pegadas seja conclusiva para o assunto. “Por décadas houve uma disputa entre o que dizia os fósseis de pés sobre o modo de andar do A.afarensis e o que as pegadas de Laetoli diziam e nunca se chegava a um consenso. Agora temos uma resposta”, disse Cromptom.
O homem de Laetoli, provavelmente é um A. afarensis, por ser a única espécie, que se sabe, que vivia naquela região e naquela época. Porém, pesquisadores do estudo publicado hoje no periódico científico Interface, não descartam a possibilidade de uma nova espécie. “Não podemos ter certeza, a não ser que se encontre um esqueleto. Mas no momento, o único candidato que temos é o A. afarensis, embora tenha se levantado a possibilidade de uma espécie ainda não descoberta possa ter feito aquelas pegadas”, disse Sellers. (Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG)