quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Kátia Abreu diz que Senado vota Código Florestal até outubro


A senadora Kátia Abreu (TO) afirmou nesta segunda-feira (15) que o Senado deve votar o Código Florestal até final de outubro. Com as prováveis mudanças, o projeto voltará para a Câmara dos Deputados. “Na Câmara, foi muito mais duro o debate. Os senadores estarão prontos para votar sem nenhum constrangimento”, disse a senadora, que também preside a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
De acordo com ela, o texto deve passar pela CCJ (Comissão de Constituiçao e Justiça) do Senado até o dia 24 deste mês. “Ele será aprovado pela grande maioria [dos senadores]. A votação da Câmara deverá se repetir”, disse Kátia Abreu, em evento sobre a questão na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na Câmara, o Código Florestal foi aprovado em maio por 273 votos a favor e 182 contra, inclusive com um racha na base do governo.
Para a senadora, a presidente Dilma Rousseff não deverá vetar o texto aprovado pelo Congresso. “Tenho certeza que ela terá a maturidade e nós todos juntos para aprovar uma legislação boa para o Brasil e não apenas para os ambientalistas ou produtores rurais”, disse a senadora, que saiu do DEM para se filiar ao PSD. Ela ainda minimizou o número de emendas apresentadas no Senado. “Se você observar as emendas em quase todas o mérito coincide.”
Kátia Abreu voltou a negar que o projeto irá anistiar os produtores rurais. “Anistia é algo que não têm condicionantes. As multas serão apenas suspensas, caso o agricultor corrija os erros”, argumentou. De acordo com ela, é preciso ter mente que o Ministério do Meio Ambiente não é um órgão fazendário, que tem como principal função arrecadar com multas. No mesmo evento, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que relatou o projeto do Código na Câmara, disse acreditar na aprovação do projeto no Congresso até o final do ano.
“O prazo foi dado pela própria presidente Dilma ao assinar aquele decreto da anistia suspendendo as multas até dezembro. Se ela assinou até dezembro é porque tem a expectativa de que até lá tenha uma norma permanente.” Segundo o deputado, a tramitação no Senado deve ser mais rápida porque o debate foi todo feito na Câmara. Durante o evento na Fiesp, as falas dos dois parlamentares foram interrompidas por protestos de militantes ambientalistas. (Fonte: Daniel Roncaglia/ Folha.com)

Radiação de Fukushima é detectada na Califórnia/EUA, afirma estudo


Dados coletados na costa oeste dos Estados Unidos podem ajudar a entender melhor o que aconteceu na usina nuclear de Fukushima, no Japão, no último mês de março. Após o terremoto e o tsunami que atingiram o país, reatores foram danificados, e assim ocorreu o pior acidente nuclear desde a explosão na usina soviética de Chernobyl, na atual Ucrânia, em 1986.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (UCSD), fazia medições constantes do ar para um estudo do clima da região. Em 28 de março, os aparelhos dos cientistas norte-americanos passaram a detectar a presença de enxofre radioativo no ar, na forma de gás e de partículas. Exatos 15 dias antes, os japoneses passavam por um momento delicado na tentativa de controlar o aquecimento dos reatores. Sem as bombas principais, eles tiveram de recorrer à água do mar para resfriar os tanques.
O contato dessa água com o reator deu origem a moléculas que continham enxofre radioativo. Por conta disso, o período em que a água do mar foi usada correspondeu aos índices mais altos. Nas correntes de ar, elas atravessaram os cerca de 8.800 km sobre o Oceano Pacífico que separam o Japão e a Califórnia e chegaram à cidade de La Jolla, perto de San Diego.
Segundo Mark Thiemens, pesquisador da UCSD que conversou com o G1, o movimento do vento pode ser considerado normal, mas nada garantia que seria possível fazer a medição na América do Norte. “Se tivesse chovido por quatro dias, ou se o vento fosse em outra direção, não teríamos nada para medir, então tivemos sorte”, reconheceu. 
Sem risco – O químico explicou ainda que o nível de radiação que chegou aos EUA foi muito baixo e não oferecia nenhum risco à população. Mesmo tendo em vista locais mais próximos ao Japão, como o Havaí, ele descarta tal ameaça. De toda forma, as medições feitas na Califórnia são de grande valia para as autoridades japonesas, pois permitem saber melhor o que aconteceu na usina. “Não dá para entrar no reator, nem para mandar um robô para dentro dele para saber como está”, disse Thiemens. O cientista foi o autor da pesquisa publicada nesta segunda-feira (15) pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, que calculou quanta radioatividade escapou da usina: 400 bilhões de nêutrons por metro quadrado entre 13 e 20 de março. Isso é 365 vezes a quantidade natural.
Thiemens disse ainda que esta foi uma boa oportunidade para rastrear o enxofre. Normalmente, é possível medir os níveis das substâncias no ar, mas não dá para saber de onde ele vem. Nesse caso, a radioatividade funciona como um marcador: como tinha acontecido um vazamento no Japão, o país seria a única origem de uma grande quantidade de enxofre radioativo. “Ninguém vai provocar um vazamento radioativo de propósito, por isso essa é uma oportunidade única para estudar o ciclo do enxofre”, apontou o químico. Segundo ele, é importante estudar esse ciclo, que influencia a natureza em vários aspectos – como o clima, por exemplo. (Fonte: Tadeu Meniconi/ G1)

Navio movido a energia solar atravessa mar da China


Um navio movido a energia solar chegou nesta segunda-feira (15) a Hong Kong, depois de seis dias de difícil navegação por causa das condições meteorológicas nas Filipinas, e se tornou a primeira embarcação deste tipo a atravessar o mar da China. No trajeto de mil quilômetros, que separam as Filipinas de Hong Kong, o navio passou por condições “muito delicadas, entre a monção e as tempestades tropicais”, declarou a equipe suíça que realizou esta iniciativa.
Em Hong Kong, o catamarã, chamado “PlanetSolar”, participará de vários eventos. A embarcação começou sua volta ao mundo em setembro de 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em maio de 2012. O objetivo do projeto é que o navio passe oito meses no mar, movido unicamente pela energia solar para provar que o sol é uma fonte confiável para o transporte ecológico de pessoas e mercadorias pela via marítima. Sua superfície serve como “gerador solar”, tornando possível que possa continuar navegando, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria. (Fonte: Portal iG)

Cientistas criam bactéria E. coli sintética que combate infecções


Biólogos de Cingapura projetaram uma bactéria sintética que detecta e destrói a Pseudomona aeruginosa, uma dos principais causadoras das infecções hospitalares. Os cientistas, que publicaram seu trabalho nesta terça-feira (16) em Molecular Systems Biology, esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias que são cada vez mais resistentes aos antibióticos.
Apesar de estudos anteriores, os cientistas demonstraram o potencial das bactérias criadas para tratar infecções, e esta é a primeira vez que uma destas bactérias sintéticas consegue detectar e eliminar um patogênico específico em um cultivo de laboratório, disse um dos autores, Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura. Segundo Chang, o próximo passo será experimentar em animais, antes que se possam realizar testes clínicos com humanos. O tratamento poderia administrar-se em forma de pastilha ou de bebida probiótica.
P. aeruginosa pode causar infecções respiratórias e gastrintestinais frequentemente letais em pacientes gravemente doentes e com o sistema imunológico fraco, sobretudo em hospitais. A bactéria é cada vez mais resistente aos antibióticos, o que torna mais urgente a necessidade de novos tratamentos, afirma o estudo. Para combatê-la, os pesquisadores desenvolveram uma variante da Escherichia coli, uma bactéria presente no intestino dos humanos, que combinada com partes da própria P. aeruginosa pode detectar e destruí-la.
A vantagem deste sistema em relação aos antibióticos é que permite prevenir as infecções, assinalaram os autores à Agência Efe. “Se nossas bactérias projetadas já estão presentes no intestino humano podem destruir os patógenos infecciosos enquanto que penetram no intestino, inclusive antes que se produza uma infecção grave”, explicaram. (Fonte: Portal Terra)

Montagem dos equipamentos de Angra 3 deve começar em maio de 2012


Guardados há mais de duas décadas em depósitos da Eletronuclear em Itaguaí e Angra dos Reis, no estado do Rio, os equipamentos comprados pelo governo brasileiro nos anos 80 para a Usina Nuclear Angra 3 devem ser desencaixotados no início do ano que vem.
O edital bilionário para a contratação do consórcio que fará a montagem dos equipamentos eletromecânicos foi lançado na semana passada. Serão gastos R$ 1,93 bilhão e a expectativa é que, com o avanço das obras civis no canteiro de Itaorna, onde já operam as usinas Angra 1 e Angra 2, a montagem dos equipamento da terceira usina nuclear brasileira comece em maio de 2012. Angra 3 deve entrar em operação comercial em dezembro de 2015, ao custo total de R$ 10 bilhões.
Apesar de estocados há tanto tempo, a estatal garante que os equipamentos estão em boas condições de uso e não se defasaram tecnologicamente. São tubulações, bandejas de cabos, sistemas de cabeamento, estruturas metálicas, vasos, tanques, válvulas, entre outros, que custaram ao país US$ 750 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). Isso representa praticamente a metade do valor que a Eletronuclear terá que desembolsar para adquirir os equipamentos eletroeletrônicos que, ao longo desse período, evoluíram tecnologicamente, como sistemas informatizados de instrumentação e controle da usina e painéis elétricos. Em abril do ano passado, a contratação dos suprimentos importados foi orçada em R$ 2,2 bilhões.
Os equipamentos eletromecânicos foram adquiridos no âmbito do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, firmado em 1975, que previa a construção de duas usinas gêmeas, cada uma capaz de gerar cerca de 1,3 mil megawatts: Angra 2 e Angra 3. Mas só a unidade 2 foi concluída.
A Usina Nuclear Angra 3 começou a ser erguida em 1984, mas a obra foi interrompida dois anos depois, não só por falta de recursos. Havia, na época, muitas dúvidas quanto à conveniência do uso de energia nuclear e aos riscos de acidentes e impactos ambientais. Em 2007, o governo federal decidiu retomar a construção da usina, pressionado pelo crescente consumo de energia do país e porque boa parte dos equipamentos já estava paga.
Ao longo dessas duas décadas, a manutenção da obra paralisada, incluindo estocagem e preservação dos equipamentos, seguros, inspeções periódicas e manutenção do canteiro de Itaorna custou ao país mais de R$ 600 milhões, ou US$ 20 milhões (R$ 32 milhões) por ano. (Fonte: Agência Brasil)

Fazer atividade 15 minutos por dia dá três anos a mais de vida, diz estudo


Fazer apenas 15 minutos de exercício moderado por dia pode acrescentar três anos na vida de uma pessoa, indicou uma pesquisa em Taiwan. Isso representa um volume de atividade física menor que o recomendado, que são 30 minutos diários, cinco dias por semana. Especialistas esperam que a dose menor motive mais pessoas a levantar do sofá.
O pesquisador Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde de Taiwan, disse que dedicar 15 minutos do dia a formas moderadas de exercício, como um andar mais acelerado, poderia beneficiar a todos. “É para homens, mulheres, jovens e idosos, fumantes, pessoas saudáveis e não tão saudáveis. Médicos, quando atendem a qualquer tipo de paciente, esse é um conselho que serve para todos”, disse Wen à Reuters por telefone.
Wen e seus colegas, que publicaram suas descobertas na revista médica The Lancet nesta terça-feira (16), acompanharam cerca de 416 mil pessoas durante 13 anos, analisando seus históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados em cada ano. Depois de considerar as diferenças de idade, peso, sexo e uma série de outros indicadores ligados à saúde, eles descobriram que os que faziam apenas 15 minutos de exercícios moderados por dia aumentavam a expectativa de vida em três anos, comparados àqueles que permaneciam inativos.
“Nos primeiros 15 minutos, (…) os benefícios são gigantescos”, disse Wen. O exercício diário também está ligado à uma incidência menor de câncer, e parece reduzir as mortes ligadas ao câncer em uma em cada dez pessoas. “Cedo ou tarde, as pessoas vão morrer, mas, comparado com o grupo inativo, o grupo que faz um pouco de exercício tem uma redução de 10 por cento na mortalidade por câncer”, diz Wen. (Fonte: G1)

Hipopótamos de Pablo Escobar espalham terror pela Colômbia


Um hipopótamo incomoda muita gente. Agora imagine 30 deles vivendo completamente soltos, sem controle humano, e se reproduzindo como coelhos. Isso foi o que ocorreu na Colômbia, perto da Fazenda Nápoles (a cerca de 320 quilômetros de Bogotá), a sede do império do traficante Pablo Escobar (1949-1993). Antes de ser preso, ele vivia com muito luxo na propriedade, que tinha até um zoológico, cheio de animais exóticos.
Abandonados após a prisão dele, quatro hipopótamos, que haviam chegado ilegalmente da África em 1981, passaram a viver como podiam. Com o clima tropical do local, acabaram se sentindo em casa e passaram a se reproduzir até que ocorreu o “baby boom” na região. “Na África, o que controla a população de hipopótamos é a seca”, explicou ao F5 o veterinário colombiano Carlos Valderrama.
Ele é um dos participantes de uma operação do governo da Colômbia que tenta controlar os animais. O grupo foi acompanhado por uma equipe do Discovery Channel, que produziu o documentário “Os Hipopótamos do Tráfico”. O programa vai ao ar no próximo dia 31 (quarta-feira), às 21h.
Pânico - Apesar de serem herbívoros, os hipopótamos – que vivem soltos – passaram a atacar povoados de pescadores e criações de gado na região. “Os hipopótamos podem ser agressivos e são muito territorialistas”, explica Valderrama. Ele conta que os machos da população saíram da fazenda procurando outros espaços para montarem suas próprias “famílias”.
Nessa procura, acabaram assustando quem estava no caminho. “Por sorte, nenhum humano ficou ferido, mas eles chegaram a matar alguns bezerros”, conta. “A população está em pânico”, afirma. “São animais enormes, que podem chegar a quatro toneladas.” Para ele, a solução ideal seria mandar os animais de volta para a África. Só que ninguém quer receber 30 hipopótamos de uma vez.
Por isso, os veterinários estão tentando manter a população na própria fazenda. “Estamos colocando cercas e castrando os machos”, diz. “Mesmo assim, os animais podem viver até 60 anos, então não é um problema que vai se resolver em curto prazo.” Dos quatro animais originais, levados ao local por Pablo Escobar, três continuam vivos. (Fonte: Vitor Moreno/ Folha.com)

Brasil e EUA firmam acordo para sustentabilidade urbana


Os governos do Brasil e dos Estados Unidos se comprometeram nesta terça-feira (16) no Rio de Janeiro para desenvolver e impulsionar projetos de sustentabilidade urbana que possam ser adotados como modelo em qualquer cidade do mundo.
“Queremos desenvolver projetos para, por exemplo, melhorar a qualidade do ar e para que a reciclagem de resíduos possa ser adotada não só em cidades dos Estados Unidos e do Brasil, mas em qualquer outra do mundo”, declarou em entrevista coletiva a secretária do Meio Ambiente americana, Lisa Jackson.
Lisa participou nesta terça-feira no Rio de Janeiro, junto à ministra do Meio Ambiente brasileira, Izabella Teixeira, no ato do lançamento da Iniciativa Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Sustentabilidade Urbana (JIUS, sua sigla em inglês).
A parceria reforça o compromisso com o meio ambiente que foi um dos anunciados durante o encontro que tiveram em março em Brasília os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e dos Estados Unidos, Barack Obama.
Esta plataforma de ações tem como objetivo impulsionar projetos para oferecer soluções aos principais problemas das cidades e “desenvolver infraestruturas urbanas que promovam o desenvolvimento sustentável com benefícios econômicos, ambientais e sociais”.
“Queremos dar uma ênfase especial às cidades porque faz dois anos que a maioria da população mundial vive em áreas urbanas e precisamos aumentar a sustentabilidade urbana”, segundo Lisa.
Os projetos impulsionados por ambos os países se centrarão no contexto da qualidade do ar, gestão de resíduos, reciclagem, eficiência energética, construção sustentável, economia de água, meios de transporte e poluição sonora, disse Izabella.
“A ideia é trabalhar em parceria em projetos que possam definir novos padrões para as cidades e que forneçam tecnologia para solucionar os problemas urbanos”, afirmou a ministra brasileira.
A cooperação inicialmente envolverá a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e a Fundação Rockefeller dos EUA, cujos técnicos farão um diagnóstico dos problemas urbanos e desenvolverão os projetos que podem ser implantados como solução.
“Apresentaremos nossas propostas para consideração de ambos os Governos que serão os responsáveis por decidir se os iniciam e os financiam”, disse o presidente da FBDS, Israel Klabin.
O programa se limitará inicialmente ao Rio de Janeiro (Brasil) e à Filadélfia (EUA), mas a ideia é que os projetos desenvolvidos para ambas as cidades possam servir de exemplo para qualquer outra no mundo.
O Rio de Janeiro foi escolhido por sua condição de sede nos próximos anos de eventos internacionais como a nova Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em 2012, a Copa das Confederações de 2013, a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
As ministras salientaram que, “ao aproveitar os investimentos públicos e privados planejados para estes grandes eventos mundiais, servirá de modelo para tomadores de decisão e interessados em oportunidades de investimento e de estratégias que não só atendam as necessidades de tais eventos, mas levem em conta metas de sustentabilidade urbana e gerem benefícios à população”.
A iniciativa também prevê uma troca de experiências bem-sucedida para permitir, por exemplo, que a Filadélfia possa assessorar outras cidades na implantação das inovadoras formas desenvolvidas para reciclar lixo.(Fonte: Portal iG)