quinta-feira, 21 de abril de 2011

Fóssil revela como ocorreu evolução do ouvido dos mamíferos


Um fóssil preservado de uma espécie até agora desconhecida ajudou cientistas a desvendar um mistério de quase 160 anos: como ocorreu a formação do ouvido médio dos mamíferos. O segredo estava escondido na mandíbula do animal de 120 milhões de anos.
O autor do estudo, Jin Meng, explicou ao G1. “Esse fóssil nos oferece pela primeira vez os detalhes da transição da formação do ouvido médio”, disse ele, que trabalha no Museu de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, e é parte da Academia Chinesa de Ciências.
Os paleontólogos sabiam que os répteis têm apenas um osso pequeno – um “ossículo”, chamado de “estribo” – no ouvido médio. E que os mamíferos, como nós, possuem múltiplos ossos como esses – os principais, conhecidos como “estribo”, “bigorna” e “martelo” (eles recebem esses nomes porque, de fato, se parecem com esses objetos).
Como uma coisa evoluiu para a outra, no entanto, era um mistério para o qual os cientistas possuíam somente hipóteses. Apenas agora, com a descoberta de uma espécie inédita na China, conhecida como Liaoconodon hui, “evidências inequívocas”, como diz Meng, foram encontradas.
O bicho mostra como uma estrutura conhecida como “cartilagem de Merckel” serviu de “ponte” para a formação de ossos que serviam tanto para a mastigação quanto para a audição.
“A formação do martelo, estribo e bigorna é uma das distinções clássicas entre répteis e mamíferos”, explica Meng.
Segundo o pesquisador, o estudo foca em uma “pequena, mas importante” parte do esqueleto do Liaoconodon hui, e que outras descobertas sobre a evolução dos mamíferos ainda podem surgir do espécime. (Fonte: Marília Juste/ G1)

Fala humana surgiu na África


O continente africano parece ser mesmo o berço de basicamente tudo que se refere a espécie humana, inclusive da linguagem falada. Uma análise dos sons usados na comunicação humana feita pelo pesquisador Quentin Atkinson, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, indica que ela nasceu apenas uma vez, na África.
O trabalho foi feito com base em 504 línguas diferentes, e mostrou que há uma maior diversidade de fonemas nas línguas africanas e uma menor, na fala dos povos da América do Sul e do Pacífico. “Eu sabia que uma das evidências que dão suporte à origem do homem moderno na África é a diminuição da diversidade genética com o aumento da distância da África”, explicou Atkinson ao iG.
De acordo com ele, isto se encaixa no chamado “modelo do efeito fundador”, no qual populações que se expandem por novos territórios passam por períodos de gargalo – épocas de diminuição do tamanho da população – durante os quais há uma perda de diversidade.
“Esta teoria prevê que a diversidade deveria ser maior no ponto de origem da expansão”, prossegue o pesquisador. E completa: “Eu sabia que as linguagens têm um menor número de fonemas (usam menos sons) em populações pequenas, e pensei que seria interessante verificar se havia um efeito fundador linguístico, e onde ele colocaria a origem da linguagem”.
A diminuição do número de fonemas não pode ser explicada, segundo Atkinson, por outros fatores, como mudança demográfica, e é uma forte evidência de que a origem de todas as línguas humanas modernas ocorreu na África. Publicado na revista Science desta quinta-feira, 14, o resultado surpreendeu o próprio pesquisador, que esperava que a distribuição dos fonemas ao redor do mundo fosse aleatória.
“Em vez disso, há estas claras diferenças regionais[...] e elas levam a uma origem na África, como vemos com os genes”, afirmou.
“Gosto da ideia de que todas as línguas vêm de uma mesma origem”, comentou. “Do ponto de vista de que a linguagem é um marco da identidade cultural, isto significa que, como nossa herança genética, ela provém da África.” (Fonte: Portal iG)

Instituto do Câncer de SP apresenta ultrassom capaz de destruir tumores


O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom – ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar – para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto – com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.
Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas – tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.
O Icesp já solicitou protocolos de pesquisa para testar a eficiência da técnica em metástases – câncer que se espalharam pelo corpo – ósseas.
“Essa tecnologia ainda é experimental, não só no Brasil, como em outros centros do mundo”, afirma Marcos. “No caso das metástases, a aplicação seria um paliativo, mais indicada para reduzir as dores causadas pelo tumor e aumentar a qualidade de vida do paciente.”
Como funciona – O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.
“Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles”, explica o médico do Icesp.
A técnica dispensa o uso de anestésicos. “As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos”, explica Marcos. Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa. “As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame.”
No caso do uso da terapia contra miomas, as pacientes deitam, de bruços, em uma esteira usada comumente em exames de ressonância magnética. O aparelho de ultrassom fica logo abaixo da cintura.
O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas. Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos. Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.
O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.
“Esse calor destrói qualquer tipo de célula”, diz Marcos. “A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário.”
Novo laboratório – O Icesp também inaugurou o Centro de Investigação Translacional em Oncologia – uma rede com 20 grupos de pesquisa em câncer. O espaço foi aberto em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin e de Paulo Hoff, diretor do instituto.
Com uma área de 2 mil metros quadrados, o andar no Icesp vai permitir o avanço em estudos sobre o câncer que reúnam conhecimentos de áreas diversas como a biologia molecular, epidemiologia e a engenharia genética. O custo do investimento foi de R$ 2 milhões.
O objetivo, segundo Roger Chammas, professor de oncologia do Icesp e responsável pelo espaço, é reunir todo o conhecimento que se encontra espalhado nas frentes de pesquisa de órgãos como a USP, o Hospital A.C. Camargo e Instituto do Coração.
Entre os equipamentos disponíveis para receber os grupos de pesquisa estão microscópios a laser, sequenciadores de DNA e centrífugas. Haverá também um banco de amostras de tumores, que serão congelados para conservação.
Essa troca de informações é o que classifica o laboratório como “translacional”.
“Essa palavra quer dizer que os conhecimentos de uma área em medicina são traduzidos para outra, com o objetivo de fazer o progresso das pesquisas ser integrado”, explica Chammas.
Segundo Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde, a importância do espaço está na busca futura de novos tratamentos contra o câncer. “Este novo laboratório e o serviço de ultrassom de alta frequência colocam São Paulo em uma posição privilegiada na rede nacional de atenção ao câncer”, afirma o secretário. (Fonte: Mário Barra/ G1)

Micróbios poderão prevenir cáries e diminuir colesterol no futuro


Os micróbios que vivem em nosso organismo podem ser, no futuro, o principal ingrediente de uma pasta de dentes que ajudará a prevenir cáries ou de comprimidos para diminuir o colesterol, segundo um estudo publicado na quarta-feira (13) pela revista americana “Science”.
Os probióticos, como são denominados os alimentos, bebidas e suplementos dietéticos que contêm micróbios vivos procedentes do corpo humano, ajudarão em um futuro a diagnosticar e tratar doenças, e os complexos a base de bactérias serão objeto de receita em consultas médicas de todo o mundo.
É o prognóstico que fazem o cientista da Universidade de Stanford (Califórnia) J.L. Sonnenburg, e o da Universidade da Califórnia, M.A. Fischbach.
O estudo, intitulado “Saúde comunitária: oportunidades terapêuticas no microbioma humano”, prevê um futuro no qual os probióticos serão desenvolvidos e modificados pelas companhias farmacêuticas e biotecnológicas e regulados pelo Escritório de Alimentos e Remédios (FDA) dos EUA.
Os autores do texto convidam a comunidade científica dar sequência ao estudo das propriedades beneficentes dos micróbios vivos para a flora intestinal, que atualmente é o objeto da maioria dos produtos com esses organismos, protagonizados pelos iogurtes que permitem a sobrevivência das bactérias.
“O conceito (dos probióticos) pode ser aplicado também a outras comunidades microbianas do corpo humano”, indicam os pesquisadores.
“Os cremes para a pele e pastas de dentes do futuro poderão conter organismos vivos ou prebióticos que ajudem a tratar a dermatite atópica e prevenir cáries dentais”, acrescentam.
Segundo Sonnenburg e Fischbach, os micróbios vivos não só ajudarão a tratar as disfunções e doenças, mas também a preveni-las.
“Os componentes microbianos dos sedimentos, a urina, o cuspe e as mucosidades atendem às duas virtudes de uma mostra diagnóstica: são fáceis de obter e sustentam uma quantidade de informação molecular relevante para as doenças”, afirma o estudo.
Apesar de sua popularidade crescente, os produtos probióticos não foram até agora estudados com rigor e, nos EUA, não estão regulados pela FDA.
Embora pareçam ter um potencial claro como agentes terapêuticos, existem desafios no momento de estabelecer padrões claros que permitam uma pesquisa mais aprofundada, segundo adverte o estudo.
As influências “antinaturais” sobre o organismo, como o consumo de antibióticos ou a administração de vacinas, modificam e transformam a estrutura microbiana, que pode variar de pessoa para pessoa e de país para país.
“As diferenças marcadas entre os micróbios fecais de uma criança de Burkina Fasso e das crianças do norte da Itália dão uma ideia dos problemas de definir uma linha de base para a microbiota”, aponta o estudo.
Isso transforma às comunidades microbianas dos humanos em um “alvo móvel”, que impõe um desafio considerável no momento de definir o que é “normal” ou “saudável”, concluem os autores. (Fonte: Folha.com)

Físicos descobrem por que bicicletas conseguem andar sem ciclista


É comum ver cenas de bicicletas andando sem ciclistas. A explicação dada, há mais de um século, para essa estabilidade foi derrubada por físicos na Holanda e nos Estados Unidos. Eles construíram uma bicicleta que não usa nenhum dos dois efeitos físicos considerados responsáveis pela estabilidade e, mesmo assim, a bicicleta continuou andando sem ciclista a bordo.
Os efeitos a que usualmente se atribui a estabilidade da bicicleta, mesmo com o selim desocupado, são o giroscópico – onde a estabilidade seria derivada do giro da roda dianteira – e o chamado “caster”, o ângulo que separa o eixo do guidão do ponto de contato da roda com o solo.
A pesquisa que desbancou o giroscópio e o caster no caso da bicicleta sem ciclista partiu da curiosidade do físico holandês Arendt Schwab, da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
“Desde criança gosto de tudo que tenha rodas. Em 2002, estava em um ano sabático na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e, neste período tive tempo para pensar no que quisesse. Lá, encontrei com o Jim Papadopoulos, que tinha feito equações mostrando que os efeitos imaginados para a estabilidade da bicicleta não eram necessários. Fiquei até 2007 validando as equações e, naquele ano, publicamos um artigo sobre o tema”, explicou, ao iG, Schwab. E completou: “Agora, a teoria é uma coisa. A prática, outra. Demoramos ainda mais de um ano e meio para construir uma bicicleta que pudesse testar se estávamos certos”.
O protótipo feito por Schwab e colegas foi projetado de modo a anular tanto o efeito giroscópico quanto o caster. Ele tem uma roda extra, que gira no ar de modo a anular o efeito estabilizador da roda dianteira, e um caster negativo: o ponto de contato da roda com o solo fica à frente do eixo do guidão, e não atrás, como no caso das bicicletas convencionais. Mesmo assim, o protótipo se manteve estável em movimento.
O resultado obtido pelos físicos sugere que a distribuição do peso ao longo do quadro e sobre as rodas pode ser o responsável pela estabilidade, e indica que o design das bicicletas ainda tem muito para evoluir.
“É preciso que fique claro que não há nada de errado com o design das bicicletas atuais. Ele funciona muito bem. O que se pode fazer é usar o que descobrimos para o design de outras bicicletas, como aquelas em que a pessoa anda quase deitada”, afirmou Schwab. (Fonte: Portal iG)

Acadêmicos querem mudança de nome científico de novas espécies


Um grupo de acadêmicos que pertencem a duas instituições científicas renomadas – a Universidade Yale e o Instituto Smithsonian – vai defender, nesta sexta-feira (15), a mudança na nomenclatura científica das espécies recém-descobertas.
Pesquisadores envolvidos com a descoberta de fósseis, micro-organismos, peixes, aves e outras criaturas atestam que encontram dificuldades para dar nomes precisos, mas não há unanimidade na aposentadoria da norma que vigora há quase três séculos.
Segundo os que defendem a troca, a orientação tradicional desenvolvida há 275 anos pelo botânico sueco Carl Linnaeus não seria a mais correta pelo volume atual de informações disponíveis sobre a biodiversidade.
Linnaeus utilizou uma divisão de espécies com nomes latinos, como o Homo sapiens para humanos, com grupos que têm as características físicas como base.
A proposta dos acadêmicos é substituir o sistema de Linnaeus por um novo, o PhyloCode (abreviação inglesa para “código filogenético”, baseado nas relações evolutivas entre as espécies), em que as formas de vida seriam classificadas por ancestrais comuns e princípios de Darwin – em outras palavras, pela árvore genealógica molecular.
A mudança no nome de uma espécie seria uma forma de “correção” e ocorreria nos casos em que o novo nome refletisse o conhecimento adquirido até agora sobre as relações evolucionárias.
O assunto será debatido em uma conferência na Universidade Yale, com a ala pró e contra à adoção do PhyloCode. (Fonte: Folha.com)

Governo já tem posição sobre Código Florestal, diz líder do PT


O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), contradisse nesta quinta-feira (14) o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e afirmou que o governo fechou posição em relação à redação do novo Código florestal em reunião realizada no início da tarde de quinta-feira, no gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto.
Mais cedo, escalado para falar com a imprensa a respeito da reunião, Luiz Sérgio disse que embates sobre pontos polêmicos do código persistiam, mas que o governo estava “progredindo” na discussão. O ministro, traçando um cenário cauteloso, chegou a dizer que o governo esperava colocar o código em votação “neste semestre”. Antes, declarações de governistas indicavam uma votação ainda em abril.
“Eu diria que praticamente nós estamos construindo uma proposta que é consensual no governo”, disse o ministro, após a reunião, da qual também participaram o vice-presidente, Michel Temer, e os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Wagner Rossi (Agricultura).
Duas horas depois, contudo, Paulo Teixeira chamou a imprensa no Palácio do Planalto para afirmar que o governo havia chegado a uma posição final acerca do novo Código Florestal a partir da reunião de horas antes, da qual ele não participou.
Mais que isso, disse que o governo enviará já na semana que vem ao Congresso “sugestões” de alterações no texto do deputado Aldo Rebelo, relator do projeto do novo Código Florestal na comissão especial criada para discutir o assunto.
“A posição do governo já está definida e será levada ao Congresso na semana que vem”, disse o líder do PT, sem deixar claro, contudo, se essa suposta definição representava um consenso dentro do governo.
Cautela - Ao ser informado da declaração dada por Luiz Sérgio mais cedo, em sentido contrário à dele, o líder do PT foi mais cauteloso. Disse, por exemplo, que não poderia falar qual é a suposta posição definida pelo governo na reunião de hoje.
“Se nem o ministro das Relações Institucionais falou, não sou eu quem vai falar”, disse.
Segundo Paulo Teixeira, acompanhado do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), a informação sobre o fim da discussão sobre o Código Florestal dentro do governo lhe foi passada pelo presidente em exercício, Michel Temer, em reunião na tarde desta quinta-feira.
Luiz Sérgio chegou a admitir a possibilidade de deixar a discussão de pontos mais polêmicos na proposta do novo código para ser debatido no plenário da Câmara, num cenário em que o governo “lavaria as mãos”.
A redação do código está travada em dois pontos centrais, ambos por demanda de ambientalistas, que veem a redação atualmente proposta como favorável aos ruralistas: uma garantia a ser explicitada no texto de veto a qualquer novo desmatamento a partir do novo código, e garantir tratamento diferenciado entre quem promoveu desmatamento no passado, e quem preservou a vegetação. (Fonte: Breno Costa/ Folha.com)

Países se aproximam de acordo sobre vacina antigripal


Está prestes a ser concluído um acordo global pelo qual os países compartilhariam amostras de vírus da gripe, em troca de terem acesso a vacinas mais baratas produzidas a partir desse material, o que pode ser crucial em caso de epidemia, segundo diplomatas envolvidos no processo. Já há consenso sobre o assunto em todas as regiões, o que inclui a Indonésia, que há três anos parou de partilhar suas amostras de vírus da gripe com a Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo esses diplomatas. Eles acrescentaram, no entanto, que ainda falta o aval dos Estados Unidos.
A esperança é que tudo esteja resolvido até sexta-feira, e que o acordo seja submetido a ministros da Saúde durante a reunião anual da OMS prevista para 16 a 24 de maio. “Há um pacote. Todos estão a bordo, inclusive a Indonésia. A delegação dos EUA está checando com Washington durante a noite, mas o embaixador dos EUA recomendou acompanhar”, disse um embaixador à Reuters na noite de quinta-feira (14). Um enviado de um importante país asiático afirmou que se trata de um acordo “modelo”. As negociações transcorrem a portas fechadas, e um porta-voz da delegação norte-americana em Genebra disse que não iria comentar o tema.
O processo envolvendo 193 países da OMS começou há quatro anos, depois de uma letal epidemia da gripe aviária H5N1 no Sudeste Asiático. Um ano depois, a Indonésia deixou de partilhar suas amostras com os laboratórios da OMS, em protesto por não ter acesso a vacinas. Os embaixadores Juan José Gómez Camacho, do México, e Bente Angell-Hansen, da Noruega, que presidem as discussões, afirmaram na terça-feira que um acordo era iminente, mas que restavam discrepâncias a respeito de temas como propriedade intelectual e o papel do setor farmacêutico.
Na semana passada, os diplomatas se reuniram com 30 laboratórios, inclusive os gigantes GlaxoSmithkline, Sanofi-Aventis e Novartis, para solicitar seu apoio a um programa que assegure vacinas acessíveis a países pobres. O setor farmacêutico já aceitou fornecer cerca de metade das vacinas necessárias nos países pobres, estimadas em 58 milhões de dólares por ano, além de financiar projetos para aumentar a capacidade dos seus laboratórios, disseram diplomatas na noite de quinta-feira.
Executivos do setor dizem que a capacidade produtiva anual de uma vacina contra uma pandemia de gripe é de 1,1 bilhão de doses, podendo chegar a 1,8 bilhão dentro de quatro a cinco anos. Em 2009/10, quando o mundo sofreu a pandemia da gripe suína, a capacidade era de 500 milhões de doses. A proposta do grupo de trabalho prevê a adoção de acordo antes da próxima pandemia, o que incluiria acordos de pré-compra de vacinas envolvendo laboratórios, e que o governo reserve um certo percentual da sua capacidade produtiva – 10%, por exemplo – para países sem acesso a vacinas. (Fonte: Portal Terra)

Vietnã cria reserva para o raro ‘unicórnio asiático’


Uma nova esperança de sobrevivência surgiu para uma das mais raras espécies de mamíferos, o saola, também conhecido como “unicórnio asiático” (apesar de ter dois chifres), depois que o Vietnã anunciou, nesta quinta-feira (14), a criação de uma reserva perto da fronteira com o Laos para proteger este bovino.
O saola foi identificado pela ciência somente em 1992. Devido à sua extrema raridade, essa foi uma das maiores descobertas da zoologia no século XX. Os cientistas descreveram o animal com base em duas caveiras encontradas na casa de moradores locais.
Até o ano passado, no entanto, nenhum pesquisador tinha tido contato com este animal ainda vivo. Em 2010, um exemplar foi capturado por aldeões no Laos, mas morreu pouco depois da chegada dos especialistas. A carcaça está sendo estudada.
Por viverem escondidos na floresta e raramente serem vistos, os saolas ganharam o apelido de “unicórnios”. Calcula-se que existam menos de mil destes animais na natureza, o que o torna o mamífero de grande porte mais raro e ameaçado do planeta. Nenhum zoológico no mundo tem este animal e jamais pesquisadores puderam observá-lo livre em seu habitat natural. (Fonte: Globo Natureza)

Zebra faz ‘amizade’ com girafa em zoo inglês


Uma girafa do zoológico Arca de Noé, em Bristol, na Inglaterra, tomou a iniciativa de fazer ‘amizade’ com uma zebra recém-chegada ao local.
Gerald, uma girafa macho de 5 metros de altura, foi flagrada pelas câmeras fazendo contato com a zebra Zebedee, um dos três animais da mesma espécie que chegaram recentemente ao zoológico.
Will Bradbury, funcionário do local, diz que Gerald é conhecido por interagir com outras espécies.
‘Antes da chegada de sua companheira fêmea, no ano passado, a girafa macho já havia feito ‘amizade’ com uma cabra e com uma outra família de zebras.’ (Fonte: G1)